Conversamos com Dan Snaith sobre turnês e a concepção de "Swim"; veja também os preços para o FourFest, dia 27/out em SP
27.07.10 12:25
Voltamos o Sónar maravilhados com o Caribou ao vivo e com essa história de pós-dubstep da cabeça. Apostamos na ideia e fomos questionados, como sempre, por leitores atentos que implicam com novos termos de gêneros. Mas quando sentamos para uma entrevista com alguém como Dan Snaith, o próprio Caribou, e ele solta sem querer a mesma ideia, aí confirmou: é zeitgeist, sintonia pura.
Acontece que nada na vida é para levar tão a sério. Porque o próprio Caribou em seu Swim, uma das coisas mais aclamadas na música em 2010, buscou diversas interpretações e variações musicais partindo de algum pressuposto (psicodelia, folk e dance music), que no caso do pós-dubstep é o bass.
E no momento, o que importa, é que o Brasil vê um 2010 reaquecido de shows internacionais bacanas e o Caribou toca dia 27/out em São Paulo, protagonista de um novo evento, o FourFest, que deve anunciar um segundo headliner em breve. Conversamos por telefone com Snaith, pouco antes do anúncio da vinda ao Brasil, e ele falou sobre a grandiosa turnê internacional do disco, a evolução de sua música para uma identidade mais dançante e seu gosto musical atual, ele que é colecionador inveterado de vinis e volta e meia faz DJs sets por aí.
Como está a turnê? Swim é cheio de diferentes camadas e muitos efeitos, parece ser difícil tocá-lo ao vivo.
Sim, o álbum é fruto de um trabalho tão intenso de estúdio, é realmente um desafio apresentá-lo num palco.
A minha banda vive em vários lugares como Los Angeles, Toronto e Londres, então 2 semanas antes do início da turnê conversamos muito, pensamos sobre as faixas e dividimos opiniões. Algumas mais legais para tocar são as com uma influência dance forte, como "Bowls" e "Sun". "Hannibal" também.
Fizemos um show incrível em Chicago num palco projeto por Frank Ghery... Havia umas 10 mil pessoas e uma galera tentou invadir o palco. Então turnês sempre têm esse momento, apesar de exausitvas.
"SUN" GANHA CLIPE QUE RETRATA UM BAILE DA SAUDADE PSICODÉLICO
Fale um pouco sobre esse trabalho intenso de estúdio.
Quando comecei a compor de novo eu queria mudar, estava cansado de um certo padrão que eu havia alcançado em outros discos. Pensei que queria fazer algo menos pop e mais influenciado pela dance music, que eu tinha ouvido muito. É uma época tão boa para a dance music, tanta coisa interessante saindo, coisas experimentais e que também são pop.
É notável a evolução do folk pop 60s para elementos da dance music...
Tenho ido muito a clubes, então pensei não em capturar e reproduzir esses elementos dançantes, mas criá-los em alguma sonoridade minha. Tenho me entusiasmado por muito da nova música eletrônica londrina, coisas desse pós-dubstep, gente como James Blake, Emeralds...
Tem surgido muitos relançamentos de coisas estranhas hoje em dia, música esquisita de diferentes lugares do mundo, acho que isso é porque os selos estão ficando cada vez mais pop e as pessoas buscam criatividade em coisas obscuras, esquecidas..
Swim é um daqueles raros momentos em que a crítica positiva é quase uma unanimidade. O que você achou da recepção do disco?
O disco demorou muito para sair, mas eu sempre estive confiante do resultado. Nunca tive um álbum ou algum trabalho que foi alvo de muitas críticas negativas, e nesse caso foi o contrário eu me orgulho muito, apesar de não levar muito a sério. Porque uma resenha, no fim das contas, é como uma pessoa gosta (ou não), e como ela se conecta à música. Meus propósitos eu posso garantir que foram entregues, o disco no fim saiu como eu pensava.
Li em algum lugar que você tem centenas de sobras e faixas que não entraram em Swim.
Sim, sobrou muita coisa, muitos excertos e até mesmo músicas inteiras que eu não quero que ninguém ouça nunca (risos). Talvez eu lance um CD da turnê, que seria um processo legal de fazer música. E dessas sobras algumas coisas poderiam ser usadas, como metais e sons que eu uso até mesmo em meus DJs sets, coisas mais dançantes.
Para ler mais sobre o Caribou, aguarde a próxima edição da DJ Mag Brasil, em setembro nas bancas de todo o Brasil
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INGRESSOS 1º lote: R$ 70,00 - de 02/ago a 20/set ou enquanto durar o lote 2º lote: R$ 90,00 - de 21/set a 20/out ou enquanto durar o lote 3º lote: R$ 120,00 - de 21 a 27/out* ou enquanto durar o lote
*No local sujeito à disponibilidade e alteração de preço. Esgotado um lote, inicia-se automaticamente a venda do seguinte com o novo preço
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