Americana é DJ, produtora e MC que funde dubstep e R&B em álbum e podcast mensal
08.07.10 12:55
Vanese Smith é uma jovem de Maryland, EUA, que se mudou para o Brooklyn e foi atrás do seu groove, encorando o coro dos músicos que procuram pela batida perfeita. Sua alcunha como produtora, DJ e MC, tudo junto, não seria mais perfeito: Pursuit Grooves (perseguindo grooves). Conhecemos Ms. Smith Grooves tocando na sensacional pista Sónar Dôme, na edição 2010 do festival catalão, mês passado. Ninguém parou um minuto com sua mistura de fina seleção R&B, seus beats pós-dubsteps hipnóticos, as dedadas na MPC e o coro MC à frente da mesa, puxando geral.
É assim que Pursuit Grooves se apresenta, fundindo cultura hip hop, charme urbano R&B e um dubstep macio, de bass confortável. "A cultura musical de Maryland e Washington me deu o soul, ritmo e o bass. Meu groove! O funk, o R&B e o hip hop que eu ouvia quando pequena moldou como ouço música. E o Brooklyn, hoje, tem muito a oferecer, mas eu me vejo mais buscando sons interessantes, texturas e inspirações em vários lugares", conta Vanese via MySpace, apresentando seu RG musical e empolgada com suas recentes turnês internacionais, que foram parar na Europa e no Japão.
Pursuit Grooves live @ Sónar Dôme 2010
Parte deste interesse por sua divertida apresentação ao vivo é somada à boa impressão que seu mais recente disco causou. Fox Trot Mannerisms saiu em abril pelo famoso selo dubstep Tectonic, do produtor britânico Pinch. Antes disso ela já havia lançado dois álbuns desde 2006, por um selo que criou para "não depender de ninguém para lançar" (veja o Discogs).
Mas, apesar da iniciativa DIY, o release pela famosa Tectonic trouxe visibildade a ela e ao próprio selo de Brighton, que quis fugir um pouco do dubstep "padrão" que tem sido lançado nos últimos anos. É o pós-dubstep que vislumbramos no Sónar e temos insistido por aqui. "A internet tornou mais fácil, num nível underground, a exibição do seu trabalho. Compartilhar e vivenciar música além dos EUA é uma necessidade, pois creio que faço um som não limitado por língua ou cultura", explica a produtora, que foi descoberta pela Tectonic via MySpace.
Fox Trot Mannerisms tem apenas 7 faixas, que variam do loop sampleado do funk ("Pressure"), ao hip hop obscuro transformado em dubstep ("Start Somethin"), e outras concepções versáteis da black music moderna, como "Cosy", que presta homenagem a Erykah Badu, Madlib e afins. "Minha tia ouvia muita new wave e rock quando eu era pequena. O R&B era bem eletrônico nos anos 80 também, e no colégio eu era muito ligada em rock alternativo", conta ela, novamente rementendo à sua juventude, época que atuou tocou piano, clarinete, fez teatro e até vozes para videogames com sua voz macia, mas ao tempo firme e bem empostada (ouça "Pressure").
Para quem gostou da voz da moça, é possível ouvi-la mensalmente em seu podcast mensal Nodding Grand, plataforma em que divulga suas faixas, de músicos amigos, além de nova música e raridades selecionadas, mixadas e apresentadas ao longo do set pela própria Pursuit Grooves. A edição de julho foi bem experimental com Instra:mental, Pangaea, Goldielocks e Janet Jackson (!).
Em junho, mixagens e explicações sobre Caribou, a japinha dubstep Tokimonsta, Bjork e Yosi Horikawa, no melhor estilo Moodyman. Perguntada se nunca pensou em rádio, ela reafirma as possibilidades livres da internet, legitimando ainda o formato podcast, e relembra seu passado no teatro, onde treinou a voz e a usa hoje como uma vantagem em sua carreira. "Sempre procuro para nova música para por lá, e gosto de mixar gêneros apesar de que isso depende do humor que estou. Eu de fato gosto de apresentar e comentar", diz.
A paixão pelos mais diversos tipos de sons é uma constante para Pursuit Grooves, mas também o descomprometimento faz parte, inclusive em sua verve dubstep, que é fortíssima. "Não tenho seguido a cena (dusbtep) em particular, mas sim o que vem surgindo de música eletrônica instrumental de vários tempos. Estou muito excitada com o que pode surgir ainda, porque as possibilidades são imensas, tanto para o produtor e para o ouvinte", explica, ela que acertou os seus beats também ao participar, em 2009, da edição Barcelona da Red Bull Music Academy, o que de certa forma pavimentou seu nome para o line-up da tenda da RBMA no festival de 2010.
É volúvel sim, não queremos cravar nenhuma nova onda não. "Pós-dubstep" é só para apontar, chamar atenção a artiastas que usam este som em misturas e fusões com outras coisas, como a Pursuit faz tão bem com o R&B e afins
@Jade Ainda não entendi essa coisa de pós-dubstep. Das coisas q andei ouvindo por aí ainda encaro tudo como dubstep apenas. Claro q há evoluções desde sempre, o dubstep já é um 2step evoluído!! Acho de uma bobeira tão grande qto foi a coisa da new rave...torna o nome das coisas um tanto volúvel. O próprio som da Pursuit, tem dubstep, mas não tem nada pós! Tem sim um tremendo trabalho de uma produtora que pode ser colocada no patamar de um King Britt e que, como ele, se apropria de várias linguagens pra criar a sua própria.
Dubstep ou Pós-Dubstep, pra mim lembrou é o som do Prefuse 73 em algumas passagens.
É volúvel sim, não queremos cravar nenhuma nova onda não. "Pós-dubstep" é só para apontar, chamar atenção a artiastas que usam este som em misturas e fusões com outras coisas, como a Pursuit faz tão bem com o R&B e afins
Ainda não entendi essa coisa de pós-dubstep. Das coisas q andei ouvindo por aí ainda encaro tudo como dubstep apenas. Claro q há evoluções desde sempre, o dubstep já é um 2step evoluído!!
Acho de uma bobeira tão grande qto foi a coisa da new rave...torna o nome das coisas um tanto volúvel.
O próprio som da Pursuit, tem dubstep, mas não tem nada pós! Tem sim um tremendo trabalho de uma produtora que pode ser colocada no patamar de um King Britt e que, como ele, se apropria de várias linguagens pra criar a sua própria.