Com uma bateria frenética e tambores que lembram Vampire Weekend, banda conquista reconhecimento no indie
Para quem é frequentador dos sites gringos de música, o nome
Local Natives já não é estranho há pelo menos um ano. Com disco recém-lançado nos EUA, a banda deu as caras no Reino Unido com
Gorilla Manor em novembro do ano passado e, desde então, caiu nas graças da crítica.
Pois esses californianos têm muito a mostrar ainda. Com um som que mistura bateria frenética de Matt Frazier aos vocais arrastados do trio Kelcey Ayer (teclados e percussão), Taylor Rice e Ryan Hahn (ambos na guitarra), e melodias simplistas, o Local Natives chama atenção por misturar influências contemporâneas a torto e a direito.
E eles não estão nem aí com isso.
Ainda não vi a banda tocar, mas parece que a coisa fica interessante mesmo ao vivo. Foi assim, há um ano atrás, que eles chamaram atenção durante o festival
SXSW, que acontece no Texas.
Em certos momentos, nota-se a influência clara de bandas como
Arcade Fire ("Airplanes"), Fleet Foxes ("Wide Eyes") e
Grizzly Bear ("Camera Talk"). Em outros, é quase como se pelo menos duas dessas bandas estivessem tocando juntas ao mesmo tempo em um espaço de 5m², e com tamborzinhos como o
Vampire Weekend. É sério.
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Local Natives - Camera Talk (mp3)
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Local Natives - Airplanes (mp3)
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Local Natives - Sun Hands (mp3)
No álbum tem ainda uma versão de "Warning Sign", dos Talking Heads, que é uma coisa meio David Byrne vai à Africa, que eu ainda não decidi se é genial ou se eu só achei ruim. Mesma coisa com outro cover deles que apareceu por aí, de "Cecilia", do Simon and Garfunkel.
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Local Natives - Warning Sign (mp3)
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Local Natives - Cecilia (mp3)
Embora seja afável aos ouvidos, senti falta de produção no disco, o que deve ser explicado pela real falta dela - eles mesmos bancaram o álbum sozinhos, assim que se formaram no colégio.