A cada ano, a Virada Cultural paulista transforma a cara da cidade de São Paulo por um dia. Sai o corre-corre, o trânsito e a cara amarrada e entra um sem número de manifestações culturais e um novo olhar sobre o espaço público. A cidade deixa de ser um pano de fundo cinzento para infinitos dramas pessoais e acaba se tornando protagonista de um evento que busca atingir cada um dos moradores. Tem algo para todo mundo: modernos, tradicionais, populares, exóticos, alternativos... todos os gostos estão representados, de alguma forma ou de outra.
Nesta virada do dia 15 para o dia 16 de maio, essa sexta edição vai além de todas as outras. Com uma programação que se estende por 24 horas, o maior perímetro entre todas edições anteriores, mil banheiros químicos, 31 espaços montados especialmente para o evento e 2 mil pessoas trabalhando para o bom andamento da festa, a Virada Cultural de 2010 é composta por apresentações de bandas e djs, arte performática de rua, cinema, dança, instalações artísticas, exposições e debates.
Tudo isso pode ser acompanhado sem auxilio de automóveis, tendo em vista que a secretaria de transportes da cidade preparou um esquema especial com horários diferenciados em várias linhas (que você pode conferir em detalhes
aqui) e tarifas especiais para Bilhete Único.
Música: a alma da Virada CulturalO alicerce desse encontro anual em pról da cultura nas ruas e avenidas da cidade de São Paulo sempre foi a música. Seguindo a filosofia do "tem pra todo mundo", a apresentação inaugural do evento deste ano fica por conta da dupla cubana Barbarito Torres e Ignacio Mazacote, integrantes do Buena Vista Social Club. A dupla se apresentará na Praça Julio Prestes. No mesmo palco se apresentam também a agora internacional cantora Céu, a banda de rock americana Living Colour e uma banda tributo que
interpretará músicas do ABBA.
No palco Bulevar São Paulo, situado no vale do Anhangabaú, os destaques ficam por conta do multi-instrumentista Hermeto Paschoal, do genial pianista
Booker T e do clássico grupo The Temptations. Muito soul rolando por ali.
O veterano DJ Ashley Beedle tocará em um evento especial que será realizado ao ar livre no jardim que o
MIS e o MuBE dividem, no Sábado 15 de Maio das 16h00 as 21h00. Beedle é um dos mais cultuados nomes da música eletrônica inglesa e ganhou destaque com suas produções como X-Press 2. Essa iniciativa é apoiada pelo British Council e no ano passado quem veio para a Virada Cultural foi o lendário Greg Wilson. Vale a pena.
No palco situado na Alameda Barão de Limeira, o clima é de Jamaica. Vale conferir de perto o trabalho da
Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, que além do reggae traz uma fina seleção de ska oldschool para ser apreciada com calma.
Para quem não quer se aventurar muito e quer a segurança de batidas eletrônicas 4x4, são algumas as opções. No palco montado no Largo São Francisco, DJs experientes como Rica Amaral, Mau Mau, Ramilson Maia e Andy tomam conta do line-up. Na Pista Sé, destaque para o live-act de prog-trance Ticon.
Outra opção para amantes do eletrônico poderá ser conferida na Sacada da Virada, localizada no edificio Santa Victoria, no Largo do Paysandu. Com projeções e apresentações de VJs, o line-up traz nomes interessantes como Camilo Rocha, Database e Anvil FX, além de apresentação do polêmico coletivo
Voodoohop.
O rraurl recomenda firmemente que você acesse o
site oficial da Virada Cultural e dê uma bela olhada na programação. Depois trace sua rota usando o
mapa do site Secret São Paulo. São muitas coisas espalhadas pelos 4 cantos da cidade. São muitas opções MESMO. As vezes a sua banda favorita estará tocando em algum canto, e que melhor oportunidade para ver tudinho de graça e na companhia de outras centenas de milhares de paulistanos que estarão curtindo o espaço público da mesma maneira que você.
Sacada da Virada apoio: Goethe Institute - São Paulo
21h00 - Rubens Peterlongo
22h00 - Anvil Fx
23h00 - Camilo Roca
00h00 - Mavis
01h00 - Database
02h00 - Sayhoooo!
03h00 - Souksouklow
04h00 - Thomash
05h00 - Gui Aka Ugi
06h00 - Coletivo Voodoohop
e tomara que o povo comece a si respeitar, e cada um no seu "espaço".