Rough Trade, o selo indie que lançou o ótimo "Black Noise", retrata em vídeo a identidade de Hendrik Weber e os bastidores do álbum
19.04.10 12:55
Um dos grandes álbuns de eletrônicas até agora de 2010, Black Noise é o avanço em termos de produção e de conceitualização pessoal, quase metafísica, do produtor alemão Hendrik Weber, o Pantha du Prince.
Lançado em fevereiro pelo selo famoso selo Rough Trade (voltado ao rock e experimentalismos no geral), Black Noise parte do pressuposto do vazio sonoro, das frequências não-audíveis ao ouvido humano para criar bom techno, cheio de beats nervosos e fusões de efeitos gravados em montanhas suíças.
O selo acaba de lançar um curto documentário sobre Pantha, retratando suas origens nas montanhas do interior da Alemanha, suas primeiras experiências sonoras e o conceito (não)idílico, paradoxal e existencialista de Black Noise, que transborda referências.
São 05 minutos de narrativa, em que Weber explica como não há diferenças entre uma floresta e uma pista de dança e, ao passear pela antiga fortaleza de Teufelsberg em Berlim - transformada em uma montanha artificial pelos aliados que venceram o nazismo, explica suas ideias e relações com o som e a acústica.
STICK TO MY SIDE: CLIPE E REMIXES Destaque de Black Noise, "Stick to my Side" tem vocais de Panda Bear e é carismática, hipnótica e melancólica, tudo ao mesmo tempo. Lançada em março como single por Pantha, a música ganhou remixes de Four Tet, Efdemin e Carsten Jost (a patota da Dial Records, selo de onde Pantha surgiu, que desfigurou a faixa num techno de palminhas cavernosas).
O clipe também já está no ar, narrando a história de um estranho bicho das neves, que no melhor estilo Fever Ray da rejeição monstrenga, tenta se relacionar com os humanos.