Cinco perguntas para Michael Goldwasser, do Easy Star All-Stars
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Cinco perguntas para Michael Goldwasser, do Easy Star All-Stars
Versões e dubversões
08.12.09 10:50
O Easy Star All-Stars, banda de reggae baseada em Nova Iorque, faz show único no Brasil na próxima quarta-feira, no Clash Club. A banda é famosa por suas versões dub-reggae de albuns clássicos como o Dark Side of The Moon e Sgt Peppers. "Consideramos que parte do sucesso do trabalho com o Dub Side of The Moon se deve ao fato de ser um álbum conceitual", diz Michael Goldwasser, um dos produtores à frent da banda, sobre a escolha dos discos. No show, o público poderá ver ao vivo as versões dos três discos que o EAS fez - além dos já citados, a banda lançou em 2006 o Radiodread, com faixas do álbum OK Computer do Radiohead. Aproveitando a rápida passagem por aqui, falamos com Goldwasser, por email. O resultado você lê abaixo.

Depois de Pink Floid e Radiohead, porque escolher o Sgt Pepper's dos Beatles para releitura? Foi fácil imaginar as música dessas bandas em versões reggae?
Há algum tempo nós acreditamos que uma das razões para que o Dub Side of The Moon tenha funcionado tão bem é que ele foi baseado em um excelente álbum conceitual, onde as canções fazem sentido juntas. Então tentamos seguir essa direção quando escolhemos um álbum para trabalhar em cima. O Sgt Pepper's é considerado o pai dos álbuns-conceito, então achamos que fazia sentido tentar esse. Nós também queríamos mudar um pouco o clima dos dois primeiros álbuns, que eram mais escuros e difíceis, escolhendo algo bem alegre e pop. Não posso dizer que foi super fácil imaginar todas as canções como reggaes - algumas vieram bem facilmente, outras levaram algum tempo. Mas considerando a expriência dos dois primeiros projetos, em geral foi bastante fácil criar as versões. Eu muitas vezes faço arranjos reggae para músicas que estou ouvindo sem nem perceber... 

Como é a resposta do público ao seu material original nos shows? A banda teme ficar ortulada como "banda cover"?
O público normalmente responde muito bem a todo nosso material. Na verdade, por causa do nosso EP Until That Day muito do público está agora cantando as canções conosco durante o show! Eu sei que parte das pessoas nos rotula como banda cover, mas quem realmente ouve entende que fazemos bem mais que isso. Eu não considero que fazemos "covers" - estamos reimaginando álbuns inteiros, pegando trabalhos para reinterpretar em outro contexto. Nós não estamos tentando recriar o clima e visual das bandas, que é o que muitas bandas cover fazem. E nós esperamos aproveitar o sucesso do Until That Day e lançar um segundo EP de trabalhos originais, quem sabe um álbum inteiro logo mais.

Como é o show atual, que vocês vão mostrar no Brasil essa semana?
O show mistura faixas do Dub Side of The Moon, Radiodread e Easy Star's Lonely Hearts Club Band junto com composições nossas do Until That Day e outras que ainda não foram lançadas. Claro que tocamos mais do disco que foi lançado esse ano, mas procuramos tocar faixas de todos nossos álbuns. Em relação aos convidados especiais, é difícil que possam excursionar conosco, mas contamos com cantores excelentes na banda que dão conta de todo o material. Dois dos que estão na tour atual, Kirsty Rock e Menny More, cantam nos discos também. Kirsty é a única cantora que gravou os três discos - é dela a voz na nossa versão de "Great Gig in the Sky", "Paranoid Android" e "She's Leaving Home".



Como você vê o reggae criativamente hoje?
Tem muita coisa boa acontecendo no reggae hoje! Houve um retorno das raízes do estilo e ao mesmo tempo muitos artistas e bandas estão gostando de correr riscos e explorar novos sons. Mas, no geral, a indústria musical não vai bem e isso afeta o reggae da mesma forma que afeta outros estilos de música. Mesmo os artistas mais famosos não conseguem vender discos como antes. E, honestamente, muitos nomes que ajudaram a tornar o dancehall popular nos útlimos anos tiveram uma visão um pouco estreita: ao invés de ficar numa carreira de longo prazo, trabalhando, fazendo tours e construindo uma base de fãs, foram rapidamente ao mainstream e sumiram. Está ficando cada vez mais difícil vender discos e artistas e selos precisam focar em coisas como shows, que sempre vão acontecer.

Quais suas cinco faixas preferidas de reggae clássico de todos os tempos?
Isso é bem difícil de responder! Vou apenas dizer as cinco primeiras que me vêm na cabeça agora, preferidas pessoais que eu sempre amei e que provavelmente vou continuar gostando de ouvir daqui uns vinte anos:
Steel Pulse - Handsworth Revolution
Aswad - Back To Africa
Black Slate - Amigo
Sugar Minott - Never Gonna Give Jah Up
Johnny Osbourne - Jah Promise

Easy All Stars Live


Easy Star All-Stars
Abertura: Yellow P
9 de dezembro de 2009, quarta-feira
Preço: R$ 65,00 Antecipado (preço sujeito a alteração na porta)

Abertura da casa: 20h
Show: 22:30h

Clash Club - Rua Barra Funda, 969, Barra Funda, São Paulo
Informações: (11) 3661-1500 e http://www.gigsprodutora.com.br


Pontos de Venda (pagamento apenas em dinheiro)


Ichiban Store (Galeria Ouro Fino - R. Augusta, 2690, loja 319, tel 3064-5587)

Galpão Bibi - R. Tabapuã,1456, Itaim Bibi tel 3078-8629, das 12h às 15h

Sweet Pimenta (Shopping Market Place Morumbi, tel 5543-2466)

Johnny B Good - R. 24 de Maio, 116, R Alta loja 14/19, tel 3223-3492

Colex Oficial, R. 24 de Maio, 166 loja 33, tel 3224-9730

Joaquim Lefévre
Joaquim Lefévre
comentários
2 comentários
CAio C B
CAio C B(08.12.09)
2AprovadoQueima
Cara, se eu for nesse show vai ser fogo e meteoros em toda babilonia!
André Di Battista
2AprovadoQueima
Estou bem afim heim!!
Showzão!!