Glee, o novo mimo dos geeks e dos fãs de seriados em geral, chega com tudo dia 4 na Fox Brasil. O seriado teve pré-estreia brasileira dia 13 de setembro, quando estava no segundo episódio nos EUA, acompanhado pelo mundo todo na internet graças ao trabalho heróico dos uploaders.
Mistura de
Freaks and Geeks com
High School Musical, Glee virou um fenômeno, ocupando a 29º posição entre espectadores de 18 a 49 anos nos EUA. Acertou em cheio ao mostrar números musicais protagonizados por "losers" e uma trama cheia de elementos "quentes" como discriminação, gravidez adolescente, uso de drogas, assédio sexual e, claro, muita ironia e senso de humor. O criador de
Glee é
Ryan Murphy, responsável por outro seriado politicamente incorreto,
Nip/Tuck.
O sucesso de
Glee extrapolou o universo televiso. As canções gravadas pelo elenco, todas versões de músicas conhecidas, abocanharam dez posições na lista das 200 músicas mais baixadas do iTunes e quatro posições entre as 100 mais tocadas da semana da Billboard. Além disso, para coroar o seriado, Madonna cedeu direitos de suas músicas para a comédia musical.
O episódio de estreia mostra o embate estudantil de representantes de "minorias de peso": uma garota aspirante a Celine Dion filha de dois pais gays, uma negra gordinha, um clone teen de Stephen Hawking, um fashionista efeminado, um atleta em crise de identidade e uma gótica gaga, contra um grupo de cheerleaders desdenhosas e galãs pretensiosos do time de futebol. Liderando o lado dos "perdedores" está um professor que teve seus tempos áureos na adolescência e vê no comando do coral Glee a oportunidade de resgatar seu passado de fama. Do outro lado, está uma corrosiva (e alma irônica do seriado) treinadora de cheerleaders, que vê a verba destinada ao seu grupo ameaçada pela ascensão do coral da escola pública.
Para completar a química do episódio, o tema principal, a música
"Don't Stop Believing", da banda Journey, ficou descolada e irresistível na versão interpretada pelo elenco.
Como todo seriado norte-americano, a trama vai ser perder um pouco nalguma virada rocambolesca dos episódios seguintes e uma ou outra apresentação musical vai lembrar mesmo
High School Musical. Há também uma insistência nos estereótipos. Por conta desses altos a baixos, não é difícil desenvolver uma relação de amor e ódio por
Glee.