No aquecimento pré-shows desta semana do grupo no Brasil, relembre os lançamentos da banda da formiga
Na galeria de fotos do site do Prodigy são listadas polaroids virtuais de fãs que tatuam os membros e insígnias do grupo inglês pelo corpo. É uma boa maneira de entender a importância que esse grupo inglês tem no imaginário musical e de seus fãs. De 1992 até hoje já se vão 17 anos e cinco álbuns de estúdio que marcaram Liam Howlett, Keith Flinth e Maxim (a formação atual, original) como um dos nomes mais pujantes da cena eletrônica internacional, tendo ido das guitarras à idolatria punk; de aceleradas batidas de hardcore rave ao big(break)beat nervoso.
A banda está de volta ao Brasil, sua terceira apresentação em terras canarinhas, e como aquecimento o rraurl.com faz agora um breve retrospecto disco a disco da banda. Partimos do essencial
Experience até o recém-lançado
Invaders Must Die, em que a revolta british agora coincide com um retorno às raízes justamente "oldschool", de um tempo em que rave significava subversão, revolução comportamental e, principalmente, sonora.
Liam

EXPERIENCE - 1992
No segundo ano da década de 90 qualquer marasmo gótico dos anos 80 era lembrança equivocada do passado e, com o advento da música eletrônica, os beats já eram bem conhecidos em diversas esferas da sociedade: do pop dançante que mirava aos charts às mobilizações que festeiros já criavam para garantir seus direitos de dançar a hora que quiser, até a hora que bem entenderem. Nesse contexto surgiu o primeiro disco do Prodigy, depois que o multiman sonoro Liam Howlett conquistou a simpatia da XL Recordings e, com uma série de samples, recortes e faixas como "Out of Space" e "Charlie", captou o espírito raver num álbum fundamental, porta de entrada da eletrônica para muita gente por todo o mundo. O som era uma mistura acelerada de beats quebrados, poderio anfetaminado que estava do outro lado da alma negra da house music, com identidade própria a cada faixa: o chamanismo jamaicano de "Fire" e a própria "Out of Space"; o caminho comum com o jungle de "Ruff in the Jungle Bizness" e outras bizarrices como as cornetas do demônio de "Jericho". Renegado depois em sua fase "punk",
Experience é o disco que atou o Prodigy eternamente à explosão instintiva raver e o nervosismo sinteticamente turbinado.
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The Prodigy - Out Of Space (Original) (mp3)
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The Prodigy - Everybody in the Place (mp3)
MUSIC FOR THE JILTED GENERATION - 1994
Elevados a cult no mundo além-raves, o Prodigy ganha um impulso de pretensão para falar até em nome das gerações. O segundo disco vai fundo na intenção política após o
Criminal Justice and Public Order Act 1994, que criminalizou as raves na Inglaterra. "Their Law", um clássico, cospe em cima da lei com a participação do PWEI (Pop Will Eat Itself), um bom remanescente dos anos 80. "Poison", com vocais de Maxim, e "No Good [Start the Dance]" clamam às massas que não parem de dançar sob nenhum pretexto - "Break and Enter (Crash and Burn)", sem vocais, ilustrou como o punk nunca fez nos anos 70 o melhor chamado para a rebelião dos jovens. A inocente concepção festiva dos tempos pós-acid house de
Experience começa a ganhar ares bizarros, que podem ser bem sintetizados na histórica "Voodoo People", hino da geração hedonista, existencialista e espontânea dos tempos de
Transpotting.
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The Prodigy - Their Law (mp3)
Keith

FAT OF THE LAND - 1997
A ascenção do Prodigy nos anos 90 culminou com o ainda mais histórico
Fat of the Land, em que a banda se humanizava com Keith Flint assumindo o papel de demônio clubber, referência estética, visual e sonora para cybermanos e jovens que adentravam o mundo dos beats. "Firestarter" mantinha o chamado subversivo, enquanto "Breathe" era uma ode ao imaginário oriental ainda imerso em cultura raver. Relacionado em diversas listas como um dos álbuns a se ouvir no ano, na década e até mesmo no século XX, o disco adentrou a banda no rentável mercado norte-americano, tendo eles sendo headliners do Lollapalooza. A controvérsia aumenta com "Smack my Bitch Up", que muitos achavam ser uma ode ao sexismo, mas era só ver o sensacional clipe dirigido por Jonas Akerlund para lembrar que o apocalipse da banda não encontra essas problemáticas caretas.
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Prodigy, The - Firestarter (mp3)
ALWAYS OUTNUMBERED, NEVER OUTGUNNED - 2004
O século 21 chegou confuso ao Prodigy. Passado a surpresa do bigbeat e a assimilação da cultura eletrônica de uma maneira global e mainstream, a banda perde seu dançarino Leeroy e, após um potente single-EP de 2002 intitulado "Baby's Got a Temper" (que causou mais controvérsia por louvar um remédio estimulante que, dizem, levava ao estupro), o Prodigy retorna em disco sete anos depois com
Always Outnumbered, Never Outgunned. Aqui, Liam Howlett está totalmente sozinho, pois seus parceiros foram tentar a vida em projetos solo. Participações nos vocais de Juliette Lewis, Kool Keith e Noel Gallagher não ajudaram o disco a ser conhecido - ou melhor, desconhecido de todas as formas.
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The Prodigy - Spitfire (mp3)
INVADERS MUST DIE - 2009
Até agora, a carreira do Prodigy é a típica narrativa bem-sucedida de uma banda que, passados quase 20 anos, pode tomar o caminho que quiser. Tendo alcançado o êxito máximo e influenciado a música e o comportamento em diversas escalas, eles voltam em 2009
back to the roots, misturando em
Invaders Must Die uma espécie de compilação de si mesmos: o trio Liam-Keith-Maxim volta, em forma, e o grupo retoma parte da sonoridade hardcore rave de seus primórdios junto com a aura punk dos anos de
Fat of the Land. A temática adquire ares de guerra abstrata, sem mirar um alvo específico, apenas invasores hipotéticos. É um show para ver a banda ao vivo, então só há de se comemorar mais essa turnê passando pelo Brasil. "Warriors Dance" é tão caótica que não dá para imaginar como se dança, e "Omen" é como se o diabo tocasse rock'n'roll.
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The Prodigy - Warriors Dance (mp3)
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The Prodigy - Thunder (mp3)
SERVIÇOTHE PRODIGY NO BRASILSÃO PAULOSEXTA - 23/OUT - 22H
VIA FUNCHALRua Funchal, 65 - Vila Olímpia
(11) 2846-6010
Abertura: Mixhell, Montage (Daniel Peixoto) e DJ Marky
CAMAROTE: R$ 400,00
MEZANINO: R$ 300,00
PISTA PREMIUM: R$ 350,00
PISTA: R$ 180,00
RIO DE JANEIROSÁBADO - 24/OUT - 22H
CITIBANK HALLAv. Ayrton Senna, 3000 - Shopping Via Parque - Barra da Tijuca
Tel: 0300-7896846
Abertura: Mixhell, Montage (Daniel Peixoto) e Anderson Noise
CAMAROTE: R$ 300,00
POLTRONA: R$ 250,00
PISTA VIP: R$ 250,00
PISTA: R$ 150,00
Infos:Site Oficial
Ticketmaster
tb traumatizei no Skol.. mas realmente vale a pena assistir...
Do Prodigy eu gosto de todos os discos. Alguns mais, alguns menos, mas sempre é uma puta experiência ouvir/tocar/dançar os discos.
Pena que não vai rolar o show pra mim.
Bom show aê pra quem for, vão ter muita coisa pra contar pros filhos e netos..
;)
Sobrevive ao fatidico Skol Beats, porem não como muitos eu aproveitei e muito o show, por estar no lado oposto a chegado do publico!
Desde o anuncio estou com meu ingresso! E muito Ancioso! Procurem o SetList de Moscou, se vierem nessa pega será mais uma apresentação historica!!!
Abs!