The Prodigy, disco a disco
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The Prodigy, disco a disco
No aquecimento pré-shows desta semana do grupo no Brasil, relembre os lançamentos da banda da formiga
20.10.09 15:20
Na galeria de fotos do site do Prodigy são listadas polaroids virtuais de fãs que tatuam os membros e insígnias do grupo inglês pelo corpo. É uma boa maneira de entender a importância que esse grupo inglês tem no imaginário musical e de seus fãs. De 1992 até hoje já se vão 17 anos e cinco álbuns de estúdio que marcaram Liam Howlett, Keith Flinth e Maxim (a formação atual, original) como um dos nomes mais pujantes da cena eletrônica internacional, tendo ido das guitarras à idolatria punk; de aceleradas batidas de hardcore rave ao big(break)beat nervoso.

A banda está de volta ao Brasil, sua terceira apresentação em terras canarinhas, e como aquecimento o rraurl.com faz agora um breve retrospecto disco a disco da banda. Partimos do essencial Experience até o recém-lançado Invaders Must Die, em que a revolta british agora coincide com um retorno às raízes justamente "oldschool", de um tempo em que rave significava subversão, revolução comportamental e, principalmente, sonora.

Liam
Liam


EXPERIENCE - 1992
No segundo ano da década de 90 qualquer marasmo gótico dos anos 80 era lembrança equivocada do passado e, com o advento da música eletrônica, os beats já eram bem conhecidos em diversas esferas da sociedade: do pop dançante que mirava aos charts às mobilizações que festeiros já criavam para garantir seus direitos de dançar a hora que quiser, até a hora que bem entenderem. Nesse contexto surgiu o primeiro disco do Prodigy, depois que o multiman sonoro Liam Howlett conquistou a simpatia da XL Recordings e, com uma série de samples, recortes e faixas como "Out of Space" e "Charlie", captou o espírito raver num álbum fundamental, porta de entrada da eletrônica para muita gente por todo o mundo. O som era uma mistura acelerada de beats quebrados, poderio anfetaminado que estava do outro lado da alma negra da house music, com identidade própria a cada faixa: o chamanismo jamaicano de "Fire" e a própria "Out of Space"; o caminho comum com o jungle de "Ruff in the Jungle Bizness" e outras bizarrices como as cornetas do demônio de "Jericho". Renegado depois em sua fase "punk", Experience é o disco que atou o Prodigy eternamente à explosão instintiva raver e o nervosismo sinteticamente turbinado.

Flash Content
The Prodigy - Out Of Space (Original) (mp3)

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The Prodigy - Everybody in the Place (mp3)


MUSIC FOR THE JILTED GENERATION - 1994
Elevados a cult no mundo além-raves, o Prodigy ganha um impulso de pretensão para falar até em nome das gerações. O segundo disco vai fundo na intenção política após o Criminal Justice and Public Order Act 1994, que criminalizou as raves na Inglaterra. "Their Law", um clássico, cospe em cima da lei com a participação do PWEI (Pop Will Eat Itself), um bom remanescente dos anos 80. "Poison", com vocais de Maxim, e "No Good [Start the Dance]" clamam às massas que não parem de dançar sob nenhum pretexto - "Break and Enter (Crash and Burn)", sem vocais, ilustrou como o punk nunca fez nos anos 70 o melhor chamado para a rebelião dos jovens. A inocente concepção festiva dos tempos pós-acid house de Experience começa a ganhar ares bizarros, que podem ser bem sintetizados na histórica "Voodoo People", hino da geração hedonista, existencialista e espontânea dos tempos de Transpotting.

Flash Content
The Prodigy - Their Law (mp3)


Keith
Keith


FAT OF THE LAND - 1997
A ascenção do Prodigy nos anos 90 culminou com o ainda mais histórico Fat of the Land, em que a banda se humanizava com Keith Flint assumindo o papel de demônio clubber, referência estética, visual e sonora para cybermanos e jovens que adentravam o mundo dos beats. "Firestarter" mantinha o chamado subversivo, enquanto "Breathe" era uma ode ao imaginário oriental ainda imerso em cultura raver. Relacionado em diversas listas como um dos álbuns a se ouvir no ano, na década e até mesmo no século XX, o disco adentrou a banda no rentável mercado norte-americano, tendo eles sendo headliners do Lollapalooza. A controvérsia aumenta com "Smack my Bitch Up", que muitos achavam ser uma ode ao sexismo, mas era só ver o sensacional clipe dirigido por Jonas Akerlund para lembrar que o apocalipse da banda não encontra essas problemáticas caretas.

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Prodigy, The - Firestarter (mp3)


ALWAYS OUTNUMBERED, NEVER OUTGUNNED - 2004
O século 21 chegou confuso ao Prodigy. Passado a surpresa do bigbeat e a assimilação da cultura eletrônica de uma maneira global e mainstream, a banda perde seu dançarino Leeroy e, após um potente single-EP de 2002 intitulado "Baby's Got a Temper" (que causou mais controvérsia por louvar um remédio estimulante que, dizem, levava ao estupro), o Prodigy retorna em disco sete anos depois com Always Outnumbered, Never Outgunned. Aqui, Liam Howlett está totalmente sozinho, pois seus parceiros foram tentar a vida em projetos solo. Participações nos vocais de Juliette Lewis, Kool Keith e Noel Gallagher não ajudaram o disco a ser conhecido - ou melhor, desconhecido de todas as formas.

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The Prodigy - Spitfire (mp3)


INVADERS MUST DIE - 2009
Até agora, a carreira do Prodigy é a típica narrativa bem-sucedida de uma banda que, passados quase 20 anos, pode tomar o caminho que quiser. Tendo alcançado o êxito máximo e influenciado a música e o comportamento em diversas escalas, eles voltam em 2009 back to the roots, misturando em Invaders Must Die uma espécie de compilação de si mesmos: o trio Liam-Keith-Maxim volta, em forma, e o grupo retoma parte da sonoridade hardcore rave de seus primórdios junto com a aura punk dos anos de Fat of the Land. A temática adquire ares de guerra abstrata, sem mirar um alvo específico, apenas invasores hipotéticos. É um show para ver a banda ao vivo, então só há de se comemorar mais essa turnê passando pelo Brasil. "Warriors Dance" é tão caótica que não dá para imaginar como se dança, e "Omen" é como se o diabo tocasse rock'n'roll.

Flash Content
The Prodigy - Warriors Dance (mp3)

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The Prodigy - Thunder (mp3)


SERVIÇO
THE PRODIGY NO BRASIL

SÃO PAULO
SEXTA - 23/OUT - 22H
VIA FUNCHAL
Rua Funchal, 65 - Vila Olímpia
(11) 2846-6010

Abertura: Mixhell, Montage (Daniel Peixoto) e DJ Marky

CAMAROTE: R$ 400,00
MEZANINO: R$ 300,00
PISTA PREMIUM: R$ 350,00
PISTA: R$ 180,00

RIO DE JANEIRO
SÁBADO - 24/OUT - 22H
CITIBANK HALL
Av. Ayrton Senna, 3000 - Shopping Via Parque - Barra da Tijuca
Tel: 0300-7896846

Abertura: Mixhell, Montage (Daniel Peixoto) e Anderson Noise

CAMAROTE: R$ 300,00
POLTRONA: R$ 250,00
PISTA VIP: R$ 250,00
PISTA: R$ 150,00

Infos:
Site Oficial

Ticketmaster

Equipe rraurl.com
Equipe rraurl.com
comentários
16 comentários
Fabio Martins
Fabio Martins(23.10.09)
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Definitivamente o Prodigy já tem sua marca na história da música. Eles daqui uns 10 anos podem ser considerados para a e-music algo como grupos tipo Pink Floyd ou Led Zeppelin são para o rock ("classic rock"). E eu baixei um show deste ano num festival que alguém gravou da MTV européia (em HD) e jogou no pirate bay que dá pra constatar que a banda está (continua) destruindo tudo ao vivo
Dubstep ao vivo http://www.underrecords.com/ brasillllll só entrar e escutar grave arrebentando
Matias Crispim
Matias Crispim(21.10.09)
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puts...
tb traumatizei no Skol.. mas realmente vale a pena assistir...
gui xavier
gui xavier(21.10.09)
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Excelente texto!

Do Prodigy eu gosto de todos os discos. Alguns mais, alguns menos, mas sempre é uma puta experiência ouvir/tocar/dançar os discos.

Pena que não vai rolar o show pra mim.

Bom show aê pra quem for, vão ter muita coisa pra contar pros filhos e netos..

;)
Flávio. Moret.
Flávio. Moret.(21.10.09)
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Otimo Texto parabens!!!! SHOW!!!!

Sobrevive ao fatidico Skol Beats, porem não como muitos eu aproveitei e muito o show, por estar no lado oposto a chegado do publico!

Desde o anuncio estou com meu ingresso! E muito Ancioso! Procurem o SetList de Moscou, se vierem nessa pega será mais uma apresentação historica!!!

Abs!