Dubstep em todo o canto
Splitting the Atom
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Dubstep em todo o canto
Gênero vai muito além do nicho e é tendência em vários lançamentos - fora os remixes. Ouça ainda a nova do Burial
29.09.09 09:25
Do surgimento do dubstep como mais uma esquisitice de sabor londrino, até a explosão mainstream de Untrue, do Burial, foi um caminho pródigo. Quase 2010, o dubstep não suplantou o 4x4 e outros breaks como música eletrônica "oficialoide". , Mas a quebradeira bass é uma realidade inegável em muitos lançamentos, remixes e sonoridades gerais (ou semelhantes).

Listamos agora algumas novidades, tendências e sintomas de como o dubstep é preferência internacional de produtores "cutting edge", e de como um artista bem remixado não pode ignorar algum top do gênero em suas versões, nem que de leve.


THOM YORKE - THE HOLLOW EARTH
Este não é de se espantar. O frontman do Radiohead sempre foi amante dos layers picotados da música eletrônica e, entre os remixes de seu primeiro álbum solo (The Eraser) e até mesmo nos charts diários do blog de sua banda, o dubstep sempre esteve lá.

No próximo dia 06/out ele lança um par de novas faixas, "Feeling Pulled Apart by Horses / The Hollow Earth", que serão lançadas como download e também single em 12" - o apaixonante vinil, indispensável na consolidação sonora do bass dubstepper.

"The Hollow Earth" é dubstep puro e já tem clipe, dirigido por Raymond Salvatore Harmon, e que abusa de picotes e inserções quase subliminares das imagens do artista urbano inglês Banksy. Assista aí abaixo.



Ah, e Thom vai apresentar estas canções e algumas de The Eraser com um supergrupo (foto) formado por Flea, baixista do Red Hot Chilli Peppers, o produtor Nigel Godrich, o antigo baterista do REM Joey Waronker, e o músico brasileiro Mauro Refosco. Sensacional, não?


MASSIVE ATTACK - SPLITTING THE ATOM
A faixa-título do novo EP dos pioneiros do trip hop, retorno após cinco anos que agora parece ser relevante, não é dubstep de fato. Mas a letargia de suas notas sintéticas em contraposição aos claps e o bass percussivo é um desalinhamento mais próximo ao 2-step do que o trip hop atmosférico.

"Splitting the Atom" tem a frente The 3D, Daddy G e Horace Andy, mas é mais uma redenção da banda às suas origens do que um absurdo desconstrutivista como foi o retorno do Portishead em 2008 com Third.

Flash Content
Massive Attack - Splitting the Atom [ft. The 3D, Daddy G, and Horace Andy] (mp3)


MODERAT E MODESELEKTOR
Okay, ficar cheirando dubstep em toda nova música pode parecer exagero. Mas o alcance do gênero em si já é tão grande que muita quebradeira é identificada como tal, ou ao menos associada (caso do Massive Attack) acima.

Mas o maravilhoso Moderat, união de Modeselektor e Apparat, também é dubstep. Que o digam faixas como "Rusty Nails", "Nasty Silence" e, principalmente, "Out of Sight", divino encerramento do álbum homônimo, melancólico e funerário com Apparat cantando.



Tem ainda o glitch paranoico do Modeselektor, bem contemporâneo à febre dubstep, e que em seu novíssima compilação Body Language 8 traz Benga, Peverelist, Rustie e Scuba. Bons artistas que vão além do pressuposto quebrado/experimental que faz muita coisa do dubstep ser chata, e consegue estar lado a lado do inclassificável - e espantoso - beat do MDSLKTR.

Flash Content
Moderat - Out Of Sight (mp3)


jj - ECSTASY
Que aposta ousada essa, dizer que a fofura sueca e indie do "misterioso" projeto jj (dizem que é o próprio Tough Alliance), pode ser dubstep.

Pois bem, é dubstep. Uma faixa só, claro, "Ecstasy", o ponto alto dançante do disco, irônico e humorado ("quando vou ao clube, tomo ecstasy..."). O break claudicante e bem marcado ao baixo e ao vocal etéreo (grudento como um chiclete), é de espancar a orelha de tão forte. Confere aí.




DOIS REMIXES: LA ROUX E FEVER RAY
No pop eletrônico não muito "under" - mas também nada muito exageradamente mainstream -, dá para separar dois exemplos bem distintos de remixes dubstep que agregam sonoridade quase como uma obrigação mercadológica.

É o caso do manjado remix ' Let's Get Ravey' do Skream para a La Roux, oficial, e que transportou a cantora andrógina para pistas mais sujas do que as festinhas hype de Londres. Nada muito revolucionário, mas Skream sempre impõe respeito, e apesar que muitos artistas criticáveis como Caspa, que investiram em pretensiosos discos autorais, é em remixes desse porte que leva o dubstep a navegar com maior potência na eletrônica pop.



Outro que também merece respeito é Martyn, o produtor de 2009 predileto de Laurent Garnier. Seu álbum Great Lenghts é uma aula de produção musical e o fresquíssimo remix para "Seven", o single novo da esquisitona e bem-sucedida Fever Ray, lembra bem Moderat: urbano, quebrado e com o pitch do vocal bem dosado.


Fever Ray - Seven (Martyn remix)

A NOVA DO BURIAL
Falando do dusbtep numa esfera além-nicho, não dá para ignorar o Will Bevan aka Burial, a medida perfeita entre os dogmas de uma cena local combinado com rara espasmo criativo, Untrue é quase uma ladainha de tão relevante nos últimos anos.



Dois anos depois de seu grande lançamento, o Burial lançou uma faixa nova, "Fostercare", que está na quinta compilação de outro pioneiro do gênero, o selo Hyperdub. É a mesma sonoridade de Untrue um pouco mais relaxada, mas com os mesmos vocais fantasmagóricos.


Jade Augusto Gola
Jade Augusto Gola
Ilegal, imoral e engorda
comentários
22 comentários
Amarildo Junior
Amarildo Junior(20.06.11)
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dá pra conviver normalmente ou até mesmo curtir uma balada de 6hrs, isso se o dubstep for um dubstep minimalista, não aquele dubstep electrão super pausado e pesado. Mas os breaks dos dubsteps que tenho ouvido são demais!
Rafael Mello
Rafael Mello(05.11.09)
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Mas imagina dubstep na nova casa "balada" do Amaury Jr...
Rafael Mello
Rafael Mello(05.11.09)
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" Eu ainda sonho com o dubstep dominando a noite paulista!"
Raul Cornejo
Raul Cornejo(05.10.09)
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Eu curti a matéria e só acho q foi antes do momento, pq o álbum do 2562 vai engolir quase todos os supracitados. Eu só falo para a patotinha de putinhas do Bruno q ruidosamente cacarejando acima (espantoso para quem tem o pau de alguém na boca) para lembrarem q a gente já sabia o q era BASS quando suas respectivas progenitoras estavam limpando o regurgito do cantinho da boca de vcs. Continuam com a boca suja, só muda o fluido...
Dubstep is fresh, but not for the reasons you think... ninguém aguenta 15 anos de wobble, né?
Enquanto isso vão ouvir o remix do Akufen para "Special Cases" do MAssive Attack e ver o q é estar a frente do tempo.
Bruno Tozzini
Bruno Tozzini(30.09.09)
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acho legal... mas tratar como algo revolucionario e como novidade não da né? o dubstep ja ta meio antiguinho. engraçado tb que agora se qq coisa q tem um grave ja é "dubstep". a eterna tentativa de tentar rotular musica