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Entrevista: Database
Recém-chegados da tour nos EUA e concorrendo ao VMB
21.09.09 14:30
Há cerca de dois anos, Lúcio Morais e Yuri Chix fizeram um dos investimentos mais valioso de suas vidas: depois de economizar uma grana, a dupla abocanhou uma aparelhagem simples de DJs e em pouco tempo começou a conquistar espaço na cena eletrônica de São Paulo. Hoje o Database é um dos projetos eletrônicos mais relevantes do Brasil, e a dedicação se reverteu em uma digníssima indicação ao VMB desse ano.

Mesmo com formação recente o Database já é macaco velho na cena eletrônica do país, dividindo seu espaço com nomes como Boss in Drama e The Twelves. Os dois já fizeram parte do maior projeto comandado pelo duo paulista, que ficou mundialmente conhecido com a idealização do Ugly Edits. O projeto reúne releituras de grandes clássicos (como "Smooth Criminal", do Michael Jackson, ou "Fuel", do Metallica) feitas por outros DJs brasileiros e, graças a boas escolhas e produção impecável, levou o duo a solos norte-americanos nesse último mês. Foram mais de vinte apresentações em uma turnê conjunta com o grupo nova-iorquino French Horn Rebellion, primo próximo de Empire of the Sun e Late of the Píer.


Database vs French Horn Rebellion BEACHES AND FRIENDS TOUR 2009

Database vs French Horn Rebellion BEACHES AND FRIENDS TOUR 2009 from Shoot The Bastards on Vimeo.



Lucio e Yuri voltaram ao Brasil nessa segunda-feira última e, pelo Twitter, dizem ter saudades tanto dos colegas de turnê quanto dos comparsas brasileiros. O Database faz seu comeback gig na próxima edição da festa Funhell, quarta-feira dia 24/09. O convite está feito tanto para a festa quanto para o meu bate-papo com Lúcio, que você confere logo abaixo.

O Database é um projeto bem recente e vocês começaram a bombar no meio de 2008, quando lançaram o primeiro Ugly Edits. Como aconteceu?
Lúcio Morais: O Database tem dois anos e meio e começou há uns seis anos, quando eu e o Yuri resolvemos comprar um par de CDJs e um mixer. Logo depois começaram festinhas da faculdade e a residência na Ampgalaxy [antiga casa noturna de São Paulo]. A idéia dos Ugly Edits apareceu quando estávamos querendo lançar algo pra web, mas não um álbum ou um DJ set. Lembramos que tínhamos muitas reedits e que o Theo Parish lançava muito material assim, então resolvemos criar algo como uma compilação em que nossos amigos também estivessem presentes e acabou saindo isso, hahaha.

Como funciona a seleção das músicas e dos "reeditors"? Vocês que escolhem tudo ou todo mundo participa?

Nós escolhemos as nossas músicas e convidamos os amigos pra participar, daí cada um deles escolhe o que quer reeditar.
 
Rolou uma repercussão internacional boa! A galera conhece mais os Ugly Edits do que nossas singles!

O que cresceu no projeto da primeira para a segunda coletânea?
Passamos por muita coisa nesse meio tempo, ficamos 
mais maduros, conhecemos muitas pessoas legais e escutamos muitas coisas diferentes que com certeza vão influenciar nas produções.


Vocês conseguiram um manager de Nova York e, com ele, vieram datas e mais datas de shows nos Estados Unidos, principalmente com o French Horn Rebellion. Como as coisas funcionaram por lá?

Tudo lindo e maravilhoso, não queriamos mais voltar! Se fosse fácil assim, eu juro que ficava. O público americano é super aberto pra tudo, então conseguimos muitos fãs novos e também a chance de conhecer os fãs antigos.

Há uns dias, vocês chegaram a tocar na mesma noite do Los Campesinos!. Como foi?
Foi uma puta festa em Tucson (no estado do Arizona). No mesmo dia, o Style of Eye, que iria se apresentar no dia seguinte, também estava. A festa foi uma delícia, o club era parte do hotel bem no downtown, então foi perfeito.


Voltando ao país, além dessa tour no exterior, vocês vão poder se gabar também por ter uma indicação ao Vídeo Music Brasil. Acha que o reconhecimento vai crescer por aqui?


Tomara que o reconhecimento fique bem maior, mas é difícil falar sobre isso. A cena eletrônica no Brasil ainda é muito pequena.


Ainda sobre o VMB, quem vocês acham que arremata a categoria de electro: Twelves, N.A.S.A., Mixhell, Boss In Drama ou o próprio Database?


Ainda estamos na dúvida, mas quem sabe The Twelves ou Boss In Drama.

(foto: The Peen Scene)


Alex Correa
Alex Correa
www.movethatjukebox.com
comentários
12 comentários
Elaine
Elaine (24.09.09)
3AprovadoQueima
"A cena eletrônica no Brasil ainda é muito pequena.
 "

isso, grande é a cena nos states.
pro pessoalzinho batuta que tem 'cabeça aberta' até black eyed peas conta como cena eletrônica.
Zé Dito
Zé Dito(24.09.09)
2AprovadoQueima
Antes de ler os comentários já havia separado essa PÉROLA DO ANO:

"A cena eletrônica no Brasil ainda é muito pequena.
 "

???
Tourco
Tourco(24.09.09)
1AprovadoQueima
vi esses caras pela primeira vez no Tapas, festa de aniversário da festa BANG! na véspera do último show da tour brasileira da Madonna no ano passado. Fiquei CHOCADO.

espero vê-los de novo no Rio nesta sexta, 25!

parabéns DATABASE!
renato
renato(23.09.09)
1AprovadoQueima
ah, parabéns databeise!!!
renato
renato(23.09.09)
3AprovadoQueima
a "sena" é grande. mas acaba ficando pequena por causa de algumas pessoas...