Cinco perguntas para Daniel Steinberg
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Cinco perguntas para Daniel Steinberg
Berlim/Rio
28.08.09 10:20
Flyer da Minima, no Rio de Janeiro
Flyer da Minima, no Rio de Janeiro
Desde segunda-feira no Rio, Daniel Steinberg parece estar adorando o estilo de vida carioca. Curioso em relação a tudo que envolve a nossa cultura, esse rapaz de 32 anos, apontado como uma das grandes revelações do techno alemão e que se faz presente na case de 9 entre 10 DJs da autodenominada cena underground carioca, não se contentou apenas em conhecer o lado Jobiniano da cidade. Pediu pra conhecer, entre outros locais que costumam dar medo aos gringos que vem pra cá, a Favela da Rocinha. E se maravilhou com a diversidade do nosso país.

Com a turnê brasileira resumida a três gigs (no Garage de Campo Grande, no último sábado; esta sexta, 28/8 na festa mi.ni.ma, dentro do intimista Take Lounge, espaço anexo ao Namaste no Jockey Club do Rio; e sábado,29/8 no Garage de Cuiabá), Daniel se mostrou ansioso e tímido no bate-papo descontraído que tivemos, ele tentando entender meu "carionglês" e eu aquele aquele inglês peculiar de Berlim. O resultado, vocês podem conferir abaixo.

Flash Content
Daniel Steinberg - Pay For Me - Original Mix (mp3)

Flash Content
Harry Axt - Starlights (mp3)

Berlim sempre foi reconhecida como um dos grandes berços de inovação na música eletrônica e você hoje é apontado como um dos principais expoentes da nova geração desta cena. Como esta tradição influenciou seu trabalho ?
Nasci e cresci em Berlim, portanto sofri influência desta cena durante toda a minha vida. Agradeço por ter iniciado minha carreira aqui, já que pude ter a oportunidade de tocar ao lado de grandes nomes e em uma cidade com diversos clubs e variadas oportunidades. Em geral ser berlinense só me ajudou, inclusive por carregar a bandeira alemã - o que é uma excelente referência - a todos os lugares do mundo onde vou trabalhar. 

Você tem dois trabalhos de grande destaque: o primeiro assinando como Daniel Steinberg  e o segundo criando um alter ego mais pesado, chamado Harry Axt. Por que você decidiu dividir seu trabalho em dois "personagens" e quais são as principais diferenças e objetivos destes dois projetos distintos?
Decidi separar meu trabalho em dois projetos para ampliar as possibilidades de fazer músicas com perfis diferentes. Enquanto como Daniel Steinberg, produzo faixas com bastante influência de minimal house, que são mais fáceis de serem assimiladas pelo grande público e que funcionam bem em praticamente qualquer dancefloor, ao assinar Harry Axt eu posso buscar um som mais experimental e trazer minhas influências mais obscuras do techno à tona.
 
A indústria fonográfica hoje vive um momento conturbado, principalmente no que diz respeito à escolha do formato de reprodução e à venda e distribuição de músicas e obras. Qual é sua opinião sobre tudo isso?
Eu prefiro tocar com vinis e CD's. Pode soar nostálgico mas me sinto mais à vontade com equipamentos analógicos, me sinto mais no controle das músicas e não tenho que me preocupar com delays digitais.

Quanto à distribuição gratuita de mp3, acho horrível pois o músico tem que ser remunerado pelo seu trabalho. US$1 ou US$2 é um preço mais que justo para ser pago por uma faixa que demandou horas ou dias de trabalho do artista, sem contar a pós-produção. Não é caro, todo mundo pode pagar e a qualidade de execução é garantida.
 

Você conhece a cena eletrônica do Brasil ou alguns de nossos produtores? Existe algum tipo de comparação com a cena alemã em relação a público, músicos e estrutura?
Ainda não conheço detalhes da cena no Brasil, mas parece ter um público bastante receptivo à novidades e empolgados com tudo isso. Tocarei numa grande cidade como o Rio e numa outra - pra mim ainda desconhecida - que é Cuiabá. Estou ansioso pra ver o que acontece. Quanto aos artistas, gosto muito do trabalho do Gui Boratto, mas ainda não o conheço pessoalmente.
 
Quais são suas expectativas para estas apresentações aqui no Brasil?
Estou muito empolgado e com um ótimo feeling para estas apresentações. Quero criar uma boa atmosfera pra que todas as pessoas - espero que muitas - que estejam ouvindo meu trabalho possam se divertir com seus amigos e esquecer um pouco os transtornos diários. Essa é uma das funções da minha música.
 
Daniel na Rocinha

Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes
We drop bass in your face, b-b-bass in your face
comentários
5 comentários
Tiago Rangel
Tiago Rangel(29.08.09)
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Sorte do carioca e do cuiabano, porque em boa parte do pais falta opcao de diversao com informacao!! Aqui no sul entao.. :[ (salvo raras excecoes..)
cami serelepe
cami serelepe(28.08.09)
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os ingressos estao quase esgotados para amanha @ Garage (cuiabá)
FERNANDA FONTOURA
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Òtima entrevista Felipe!! E é claro q irei lá conferir ao vivo!!!! :)))
FunGu
FunGu(28.08.09)
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Suspeito pra falar desse alemão! Pra mim o cara mudou o estilo de seu som para melhor!!! Gosto mais da faceta 'Daniel Steinberg' por si só. 'Bailando' é incrível!!!

Em Sp , nada??
J.R. Menezes
J.R. Menezes(28.08.09)
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Estou com grandes expectativas para a festa hoje no Take. Apesar de ser anexo a um grande club, o espaço é bastante intimista e combina bastante com o som do Daniel. Diversão garantida!