CASE: Luke Howard (Filthy Luka)
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CASE: Luke Howard (Filthy Luka)
Com a disco na avenida, o DJ brasilófilo não cansa da evolução na pista de dança.
21.08.09 09:25
Discoland
DISCOLAND

Filthy Luke toca esse sábado com Gustavo MM, Eduardo Christoff e Stevie Kotey (do Chiken Lips) na terceira edição da Discoland na Casas Franklin no Rio de Janeiro. Veja aqui fotos da última edicão, em junho passado.
Luke Howard, ou Filthy Luka, é um verdadeiro amante do Brasil, é um brasilófilo de carteirinha, como deixa bem claro em seu myspace. Senhor de uma cultura musical invejável em se tratando de house, disco e música brasileira, costuma rechear alguns sets com pérolas como a gravação original de "Sossego" de Tim Maia.

Luke, que também toca hoje na Freak Chic do D-Edge, morou 6 meses no Rio, adora o Carnaval carioca e desde 2003 volta com regularidade à Cidade Maravilhosa para "cair no samba", como ele mesmo escreve em seu português arranhado. Além disso, ele é um dos integrantes do Horse Meat Disco, noite com os pés fincados na disco e que brilha como uma das responsáveis pela volta explosiva do estilo em Londres. Com o coração na disco e os dois pés no samba, Luke abriu o case em uma conversa ampla e auspiciosa.

Dentre os assuntos da conversa estiveram suas referências em música brasileira (que deixa muito brasileiro no chinelo) e seu conhecimento de disco, que pode fazer uma senhora conservadora corar de vontade de dançar. Olhando para o passado, Luke adora os anos 70 na música brasileira, na disco se estende até a década de 80, enquanto na house corre anos 90 adentro. Quando perguntado por coisas mais novas, é é taxativo: "eu não escuto muita nu-disco, acho que ela pode se tornar um pouco enfadonha" ou quando afirma que "sempre amei disco e house, mas eu gosto de canções, logo não são um grande fã de minimal techno, por exemplo".

rraurl: Como começou o seu amor pelo Brasil? Você pode nos contar um pouco sobre isso?

Filthy Luka: Eu sempre quis ir ao Rio, desde era criança, quando o primeiro Concorde fez o vôo de Paris ao Rio em 1976. Lembro de minha professora nos contando onde era o Rio e eu ficava pensando no nome, querendo ir lá um dia. Soava glamouroso. Mas eu não consegui ir antes de 2003, quando fui com a DJ Princess Julia, que tocaria no Dama de Ferro. Nós fomos levados a um ensaio da Mangueira e eu me apaixonei pelo samba. Caí no samba, como vocês dizem! Eu voltei para o Carnaval de 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008.

Em entrevista recente, você falou sobre sua paixão por música brasileira. Você se lembra o nome de seu primeiro álbum de artista brasileiro e onde o encontrou?

Eu acho que o primeiro álbum que comprei foi um de Vinícius & Toquinho, de um cara que vendia vinis na rua, e amei. O quanto mais entendo português mais eu aprecia a poesia da música brasileira, por isso eu amo descobrir mais música brasileira a cada vez que visito seu país. Eu ainda me acho um absoluto iniciante em se tratando de samba e música brasileira. Antes de ir ao Brasil, eu conhecia muito pouco de música brasileira, apenas as coisas que são mais populares aqui na Inglaterra como Astrud Gilberto, Sérgio Mendes, Tom Jobim, João Gilberto e Airto Moreira.

Desculpe, mas discordamos um pouco de você. Quais artistas brasileiros você conhece e/ou já ouviu? Você poderia nos falar alguns nomes, seus favoritos?

Eu acho que minha cantora favorita é a Gal Costa. Sua voz é a perfeição para mim, tão bonita. Eu a vi em Londres e ela soou tão bem ao vivo quanto é nas gravações. Quando eu ouço a sua versão de "Sua Estupidez" quase me faz chorar. Eu também acho a Elza Soares incrível. Fui vê-la no Rio e amei. Gostaria de ter entendido melhor o português, já que ela estava contando histórias e piadas e o público ria muito. Marcos Valle parece ter feito algumas músicas maravilhosas com o passar dos anos. Eu gosto do álbum da Alcione de 1975, no qual ela canta "Não Deixe o Samba Morrer", é uma música tão bonita.

[nota: o álbum em questão é o A Voz do Samba e a Alcione chegou a lançar o vídeo pelo Fantástico no mesmo ano.]

Se você fosse tocar um DJ set apenas com músicas brasileiras, quais entrariam em um top 5?

Jorge Ben - Rio Babilônia
Banda Black Rio - Maria Fumaça
Lady Zu e Totá - Hora de União
Marcos Valle - Estrelar
Tim Maia - Sossego

Horse Meats Disco
Horse Meats Disco
Agora, um pouco sobre música disco. A recente compilação do Horse Meat Disco têm alguns artistas disco bem obscuros. A compilação é suave e, acredito, procura reacender um sentimento de felicidade pela pista de dança. Você poderia nos falar 5 faixas que resgatam esse tipo de sensação e que você não poderia viver sem?

Existem tantas faixas! Se tratando de disco e house é muito difícil de dizer aqui apenas 5 faixas que eu não poderia viver sem, mas vamos lá:
Jean Carne - Was That All It Was
Jackie Moore - This Time Baby
Chaka Khan - I know You I Live You
Sylvester - Over & Over
Sharon Redd - Beat The Street

Falando sobre house music, o que ela signifca para você? Quem são os seus produtores favoritos?

Eu amo o house de 80, início dos 90. Eu comecei a comprar house em 1986, quando o ouvi pela primeira vez em Nova Iorque. Já existiam alguns grandes hits, no Reino Unido, de faixas dos primórdios do house, como "Jack Your Body" de Steve "Silk" Hurley que chegou ao número 1 das paradas pop em 1987. A primeira vez que ouvi o "House Music Anthem" do Marshall Jefferson em 1986, perguntei ao DJ o que era e fui a uma loja de discos no dia seguinte para comprá-lo. Eu não compro mais tanto house assim, mas costumava amar pessoas como Masters At Work, Murk, David Morales, Basement Boys, Kerri Chandler e Ashley Beedle.

Você ouve muito artistas da "nova" disco? Quais são os seus favoritos?


Para ser sincero, eu não escuto muito coisas de nu-disco, acho que ela pode se tornar um pouco enfadonha. Mas do que eu tenho ouvido gosto do Lindstrom, Todd Terje, Prins Thomas, Playgroup e The Roller Boys.

Por fim, como um dos maiores entusiastas da disco e do house, você acha sobre toda essa sensação em torno dos mesmos? Você acha que é uma espécie de onda, de um novo movimento?

Eu não sei! Eu sempre amei disco e house, mas eu gosto de canções, logo não são um grande fã de minimal techno, por exemplo. Eu costumava curtir electro, mas acho ele se tornou muito pesado e formulado. Essa "loucura" disco é bem grande por agora e eu acho que é de pessoas com um amor genuíno, que não está segundo moda alguma. Eu acho maravilhoso que jovens estejam curtindo músicas que tem mais de 30 anos e poderem dançá-las a noite toda. Muito da música eletrônica é de se jogar fora, mas boa música - como a disco e a house de seu início - passa no teste do tempo.

Catarina Liarth
Catarina Liarth
A vida é feita de altos-e-baixos...
comentários
8 comentários
EDUARDO LOPPEZ
EDUARDO LOPPEZ(17.12.10)
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ele conhece mesmo musica brasileira! a noite promete ser divertida!
Leiloca Pantoja
Leiloca Pantoja(24.08.09)
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:D
Danilo Poveza
Danilo Poveza(21.08.09)
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Nossa, as referências são um GOL atrás do outro!
Joice Buttenbender
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mais uma vez, sem comentarios!!
NeWMaris ::
NeWMaris :: (21.08.09)
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Pelo jeito haverá um sambinha no set, mas como o cabra aprecia musica brasileira, vai pegar bem...
e a caxia-preta vai cair no zirigidum!