O Ministério Público decidiu arquivar
o processo aberto pela SAMORCC (Sociedade de Amigos e Moradores do Bairro de Cerqueira César que, entre outras, promoveu o
fechamento do clube gay Ultralounge há 2 anos) contra o clube paulistano A Lôca.
A decisão vem baseada na forte repercussão das ações em favor do clube, que foram de incisivos artigos na imprensa a um abaixo-assinado com 6.000 assinaturas (o da SAMORCC teve 250). O espaço, que existe há 14 anos, foi pioneiro ao atrair público para a região da Frei Caneca - hoje conhecida informalmente como Baixo Lôca.
Por trás da proposta de arquivamento está o presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Comunidade LGBT na Assembléia Legislativa de São Paulo, deputado Carlos Giannazi (PSOL), que também propôs ao DENARC uma investigação no clube, há 3 semanas. A próxima ação do deputado será
convocar a presidente da SAMORCC, Célia Marcondes, para pedir explicações sobre conduta homofóbica, baseado na lei estadual 10.948/01, que pune casos de discriminação baseados na orientação sexual.