Por essa ninguém esperava. Sem que ninguém suspeitasse de nada, a notícia de que o Pirate Bay tinha sido comprado por uma grande empresa sueca (e por muuuuito dinheiro) caiu como uma bomba na mídia internacional essa semana - e na cabeça dos cyberativistas, que ainda não engoliram muito bem a ideia.
Afinal, com a venda do site, a empresa
Global Gaming Factory fica livre para fazer o que quiser. E o que ela quer mesmo é legalizar os downloads - o que significa a eliminação dos arquivos torrent. Como fica então o futuro do site?
Os quatro fundadores não parecem nada preocupados com isso, é já declaram em
seu blog que pretendem agora se dedicar apenas ao ativismo pela liberdade na Internet.
A Global Gaming Factory comprou o site pelo equivalente a US$ 7,8 milhões. Num comunicado à imprensa, a empresa afirmou seus novos planos para o PB: "Gostaríamos de introduzir modelos de negócios que assegurem o pagamento a provedores de conteúdos e detentores de direitos autorais sobre materiais baixados pelo site".
"Criadores e provedores de conteúdo precisam controlar seu material e também serem pagos por ele. Os usuários precisam de downloads mais rápidos e mais qualidade", continua o comunicado.
O que mais chama a atenção neste caso, e o que mais colocou pulgas-atrás-das-orelhas dos cyberativistas, foi o fato de tudo ter acontecido poucos dias depois da
visita de Peter Sunde ao Brasil onde, entre outras coisas, ele soltou declarações como "As gravadoras se negam a achar novo modelo de negócio, você pode cobrar pelo serviço, mas não mais pelo conteúdo. Isso acabou."
"Se uma obra tem licenças, então ela tem restrições. Sou contra qualquer tipo de restrição. Todo mundo deveria ter o direito de baixar o quanto e o que quiser, seja para qualquer finalidade, comercial ou não. O público já decidiu que não deseja pagar nada pelo conteúdo", disse Sunde.
Ele garante que o dinheiro pago pelo site será revertido para a criação de projetos que lutem pela liberdade de expressão e abertura da Internet. Mas muita gente já está com a palavra "VENDIDO" (em seu sentido mais pejorativo) martelando na cabeça.
PRA ONDE A GENTE CORRE, ENTÃO?Cinco alternativas ao Pirate BayMININOVAhttp://www.mininova.org/É o mais conhecido site de torrents do mundo depois do PB, e um dos que possui o maior conteúdo disponível. O site surgiu como uma evolução de outro grande portal de torrents, o SuprNova. Seu único problema é que muitos dos torrents requerem que o internauta seja registrado, o que as vezes é bastante chato.
DEMONOIDhttp://www.demonoid.com/O Demonoid é um site privado, ou seja, só consegue baixar quem é membro. Mas nem é tão difícil assim conseguir um convite, uma vez que o próprio site volta e meia abre seu cadastro para novas inscrições. Tem um fã-clube tão grande quanto o PB.
ISOHunthttp://isohunt.com/Também possui uma grande quantidade de arquivos. Vale a pena naquelas horas em que o Mininova tá fora do ar.
BTJunkiehttp://btjunkie.org/Assim como o ISOHunt, o BTJunkie é uma ótima opção para quando os outros sites estão em manutenção ou fora do ar.
1337xhttp://www.1337x.org/O menos conhecido dos sites de torrents é talvez aquele que, pelo menos em termos de atitude, mais se assemelhe ao PB - tanto é que publicou em sua home uma bela alfinetada à venda do site, chamando os usuários do PB a migrarem para ele. Possui até uma rádio pirata com oito DJs diferentes.
eu venderia tb na boa.. ehehehhee
e ficaria feliz pra sempre :D
Ja havia aqui mesmo no Rraurl comentado sobre essa frase dele. Claro que, na hora de valorar o dele, de graça nao foi. Hipocrita FDP
E o otário ainda quer se dedicar ao "ativismo pela liberdade na internet", o que quer que este eufemismo (sim, pra quem fala de dar de graça o dos outros e vender o dele, é com certeza eufemismo) signifique. Mais otário quem segui-lo.
@Fábio Petz
Com certeza nao é o fim do piratebay que será o fim do torrent.
Mas que na hora das verdinhas cada um mostra quem é, ahhh mostra...
não vai ser 1 site d torrentz a menos q vai fazer diferença
no entanto, essa grana toda na mão dos ex-donos com certeza vai, eles merecem