Partido pirata da Suécia é eleito para o Parlamento Europeu, e deve abrir a porteira de movimentos políticos pela privacidade online e por novas leis de copyright
Mobilizados na luta pelo direito à privacidade online e por novas leis de copyright (direitos autorais), o Partido Pirata da Suécia (Piratpartiet) fez história nos últimos dias ao conquistar assento no Parlamento Europeu, em eleição marcada por alta abstenção e grande vitória de correntes políticas conservadoras, preocupadas com questões como imigração e economia.
Com 7.1% dos votos, o Partido criado em Estocolmo há três anos foi eleito por quase 200 mil votantes, grande parte deles jovens (24% dos eleitores do partido tinham menos de 21 anos, reportou uma TV local). Assim, um dos 785 assentos do Parlamento Europeu em Bruxelas (Bélgica) terá um representante do
Partiet - podem ser dois dependendo do resultado de um novo
Tratado sobre as eleições no continente, que aumentaria os representates da Suécia.
ESCALADAA vitória teve direito a cumprimento do primeiro-ministro do País e destaque na imprensa mundial. Foi ainda um tiro no pé da indústria fonográfica, já que mais de três mil pessoas se afiliaram ao partido logo após o resultado do "
spectrial", o julgamento do site de torrents The Pirate Bay, cujos criadores foram condenados a um ano de prisão e multa de 2,4 milhões de libras às gravadoras.
Uma semana depois, o Partido Pirata sueco já tinha passado de 15 mil para quase 50 mil eleitores, tornando-se um dos cinco maiores do país, que deve fazer bonito também na próxima eleição do parlamento local.
Montagem da primeira manifestação do Partido Pirata sueco, em 2006

A vitória foi comemorado com o "The Broadband Hymn" (Hino Banda-Larga), e o comandante do partido Rick Falkvinge afirmou que a vitória é uma demonstração de força, e que o posto servirá também para monitorar casos de abuso de poder.
A institucionalização político pró-pirataria solidifica-se como um movimento sério, e a vitória sueca (que significa representatividade continental) abrirá a porteira de vários partidos piratas ao redor do mundo: já são cinco os legitimados a atuar (Alemanha, Espanha, Áustria, Polônia, Finlândia e França) e quase outros quinze em formação - inclusive o Brasil, que já conta com um
fórum de movimentação para o partido nacional. Chile e Peru também se mobilizam aqui na América Latina.
VITÓRIA TAMBÉM NA FRANÇA; BRASIL AINDA ATRASADOO contexto político é histórico e favorável. Outro exemplo vitorioso ocorreu na França, onde a Suprema Corte derrubou uma rígida lei-antipirataria,

que criaria um monitoramento de usuários que realizassem download ilegal. A lei foi considerada inconstitucional e a Corte sugeriu que deve-se educar e alertar os usuários, e não puni-los.
Enquanto isso, na
terra brasilis, lei similar é encampada pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em que o Big Brother repressor criminalizaria de usuários de iPod a adeptos de conexões wi-fi abertas (
saiba mais). O Ministro das Comunicações Hélio Costa, apesar de achar que a "juventude fica pendurada demais na Internet", é contra o projeto.
Que eu me organizando posso desorganizar
Que eu desorganizando posso me organizar...
http://www.interney.net/blogs/imprensamarrom/2009/03/28/lei_azeredo_nao_lei_tarso_genro_mais_dit/
Sem partidarismos, mas a verdade precisa ser dita.