Colin Bailey, nova estrela do electro e fã de vudu, falou comigo essa semana sobre seu alter-ego, o
Drums of Death, e revelou que a gênese de seu lado zumbi diabólico emergiu quando ele descobriu o heavy metal, aos 14 anos.
"Eu cresci em uma família muito religiosa. Era uma casa muito católica. As pessoas costumam achar que isso significa mais do que realmente significa, mas é verdade que nos meus tenros anos de início de adolescência eu queria ser um padre," confessa. "e só parei de querer entrar para a Igreja quando comecei a ouvir Metallica". "Eu era muito tímido e assustado com o mundo, e ia para muito à Igreja. Eu costumava encontrar respostas ali, eu nunca fui cego, mas encontrei consolo na religião, dava sentido ao mundo," continua Colin, "Mas uma vez que eu sai da minha zona de conforto eu percebi que o mundo é muito mais divertido quando você não acha que sabe de tudo".
Hoje com 29 anos, o produtor, que lançou o Drums of Death em 2008, alcançou sucesso imediato com seu single de estréia "Breathe", que rendeu acordo com o selo
Greco-Roman, casa do
Hot Chip e
Buraka Som Sistema. Sua performance ao vivo, com maquiagem inspirada em rituais de magia vudu, agradou tanto que ele está prestes à sair em uma grande tour pelos EUA com ninguém menos que Peaches.
"Estar fora da minha zona de conforto tem tudo a ver com usar toda essa maquiagem, eu quero que as pessoas saiam do censo comum. E isso me tira do tal senso comum também, eu tenho uma reputação a zelar. Quando eu subo no palco não posso fazer um show pela metade, eu tenho que realmente abraçar essa 'coisa'". Sem vergonha de soar ultra-competitivo, o escocês também diz que seu background religioso é um fator de motivação: "Tem um certo fervor que eu sinto, uma obsessão. Se você cresce acreditando tanto em alguma coisa, e então essa fé desaparece, toda essa motivação tem que ir para algum lugar. Para mim foi a música. Em um bom dia eu sou agnóstico. Nos outros eu sou profundamente ateu", ele complementa.