É hora de passar o chapéu...
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É hora de passar o chapéu...
16.12.03 01:45
Depois da primeira Parada AME São Paulo, realizada em outubro com apoio financeiro de duas grandes empresas – a Vivo e a Red Bull – e do 1º seminário Drogas X Noite, promovido no mesmo mês em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde, os Amigos da Música Eletrônica têm na manga outros projetos bacanas, com o mesmo intuito de promover a boa música e ao mesmo tempo levar benefícios à sociedade.

Nossa próxima ação é uma campanha que visa conscientizar o povo da noite sobre o uso abusivo do álcool. O papel da AME não é botar o dedo no nariz de ninguém e dizer: "Não beba porque faz mal". Pode acreditar que não vamos te dizer o que fazer e o que não fazer.

Claro que muita gente curte tomar um drinque quando sair pra balada. Mas beber demais, a ponto de perder a consciência (além das chaves de casa, da carteira e de outras coisas bem piores) é algo que realmente estraga a noite de qualquer um.
Algumas "misturas", tipo farmacinha, são mortais. Na Parada AME São Paulo, por exemplo, vimos um monte de camelôs vendendo um líquido roxo numa garrafa pet. No rótulo estava escrito "vinho sei-lá-das-quantas". Mas aquilo não é vinho nem aqui nem na festa da uva! Só pode ser álcool Zulu com algumas gotas de corante. Ninguém, nem o bebum mais descolado, nem o João Cana-Brava, agüenta tomar um troço daqueles sem passar mal. Ainda mais debaixo de um calor dos infernos, que foi o caso daquele domingão.
A AME está bem longe de querer passar sermões. Até porque muitos de nós bebemos também. Mas a verdade é que a danada da cachaça é hoje a maior responsável por desgraças na saúde pública. A começar pelos acidentes de carro, a maior parte causada por gente irresponsável que sai de clubes e festas cambaleando. Sabe gente mala, que diz: "zuzu bem, eu zô óóótchimo pra dirigir"? Então, esse é o típico bestalhão que se dá mal no trânsito. OK, o cara é um otário. Mas e os inocentes (pedestres, outros motoristas) que se ferram nessa? Ninguém merece, literalmente, um bebão dirigindo.

Outro problema é a violência: já viu como neguinho fica corajoso e briguento quando toma umas a mais? Das festas de playboys às paradas de rua, tenho certeza que 95% das brigas acontecem por causa de gente com a cara cheia.

A campanha da AME pretende chamar a atenção da galera para o assunto. Através de flyers, chamadas em rádio, cartazes etc. queremos transmitir informação sobre o tema.

Mas pra que a gente possa tirar essa campanha do papel, assim como outras que constam do nosso calendário - como a arrecadação de alimentos nos clubes para o Natal – precisamos de dinheiro.
Como é sabido, a AME é uma ONG sem fins lucrativos e todo mundo da associação trabalha de graça. Até hoje, nos financiamos com grana do nosso próprio bolso. A arrecadação feita entre os sócios fundadores pagou, por exemplo, por serviços de motoboy, registros em cartório, telefonemas mil, taxis etc.

Agora a gente vai precisar passar o chapéu. Se você acredita nos mesmos ideais que nós, se acha que a balada pode melhorar muito com o trabalho sério de uma ONG como a nossa, colabore com a causa. Não há um valor mínimo estipulado, você pode doar as moedinhas do bolso – ou uma fortuna, vai saber – que a gente agradece muitíssimo. Nossa tesouraria estará aberta a quem quiser conferir arrecadação X gastos.

Aproveitamos ainda pra "oferecer" nosso lar aos interessados. As reuniões da AME acontecem a cada quinze dias, sempre às terças-feiras, à noite. Se você tem idéias e projetos legais e quer contribuir de alguma maneira com a AME, mande um e-mail pra contato@amigosme.org pra gente agendar a sua visita.
Pode até ser brega, mas é verdade: "a união faz a força"!


Eu Amo essa Camiseta

Outra forma de ajudar a formar caixa pros nossos projetos é comprando as camisetas da AME. Fizemos dois modelos bem legais: uma com o logo da AME, a outra com o logo (lindo) da Parada AME São Paulo. Tem tamanhos pra meninos (P, M e G) e pra meninas (PP, P, M e G).
Essas camisetas estão à venda no Lov.e, por R$ 15. Em breve, estarão também em outros clubes e lojas da cidade. A gente volta a falar sobre os novos pontos de venda em breve aqui mesmo.

Claudia Assef
Claudia Assef
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
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