Fundador da banda inglesa baixa em São Paulo para DJ set no D-Edge, sexta dia 17/abr
Aos amantes da nova disco music, recheada de funk, house e afins, tem DJ set da banda inglesa Crazy P este fim de semana, sexta-feira na noite Freak Chic, D-Edge, São Paulo. A discotecagem é por conta de James Baron, um dos fundadores do grupo lá em 1995, que desde então se solidificou numa sonoridade ao vivo que varia entre o downtempo, batidas deep inspiradas na ponte aérea UK-EUA, e no pop eletrônico no geral - imagine um Basement Jaxx mais requintado, menos histriônico.
Sem hits mastodônticos como o Bjaxx, o Crazy P é conhecido por faixas esparsas ("
Give it Up", "
There's a Better Place") que mostram bem o apuro em samples e batidas adultas. Seu último álbum,
Stop Space Return, foi lançado ano passado pelo selo 20:20 Vision e mostra um descaramento da influência disco, numa busca pelo pop: ao contrário dos outros discos, neste os vocais de Danielle Moore estão em todas as faixas.
Nas cinco perguntas abaixo, Jim Baron fala um pouco da formação da banda, sobre o roteiro pop eletrônico no Reino Unido e influências. Sobre o Crazy P DJ set, ele dá a dica. "Meu estilo é eclético, gosto de mixar estilos e
tempos - qualquer coisa de velocidade média até a house, até mesmo detroit techno (se o público estiver a fim!). Eu toco muito de meus re-edits e produções inacabadas - não há melhor lugar do que a pista para testar novas faixas", conta. "Gosto de pensar que tudo que eu toco é música com sentimento e, claro, com funk!".
Jim Baron

Conte um pouco do surgimento do Crazy P. Que tipo de música vocês ouviam quando tiveram a idéia de criar o projeto?Chris (Todd) e eu nos conhemos na Universidade de Nottingham. Tínhamos gostos musicais similares e começamos a produzir individualmente, a gente saía muito e começamos a criar faixas só por diversão do que por qualquer coisa. Ouvíamos muito da ótima house music dos EUA e do Reino Unido da época (1994-95), selos como Nuphonic e Paper Recordgins que lançavam coisas realmente bacanas.
A gente era viciado também em comprar em sebos e mercados aqueles discos antigos de disco music e soul. Foi uma grande fonte de material para
sampling, algo que virou uma grande inspiração para nossa música.
Stop Space Return é um álbum completo de vocal house, por que vocês decidiram investir pesado em letras e vocais desta vez?Antes deste álbum passamos dois anos em turnê com
A Night on Earth, com direito a uma banda ao vivo. Foi muito tempo para estar na estrada, mas tivemos grandes shows e a experiência acabou se tornando a própria identidade da banda, distante do que Chris e eu fazíamos no estúdio desde o começo. A confiança de todo mundo estava alta, incluindo a nossa vocalista Danielle (Moore), então quando voltamos ao estúdio nós sentimos que o novo álbum deveria refletir este desenvolvimento.
A disco é outra influência bem forte nesse álbum. Como foi criar a sua própria disco music?CRAZY P OU CRAZY PENIS?
"Acho que passamos pela operação em definitivo e removeram o 'enis'! Nós agora somos apenas Crazy P. E para ser honesto, quando a gente surgiu com o nome não acreditávamos que o projeto poderia se desenvolver, foi tipo uma piada porque queríamos um nome que ninguém esquecesse. Mas não combinava mais com o que fazíamos com a banda, então não ficamos com preciosismos acerca do nome, ainda mais porque nós tivemos alguns problemas, então acho que foi a coisa certa a se fazer."
Como eu disse, Chris e eu temos colecionado discos velhos há anos. Sem a disco music não haveria os clubes, nem a música e os sound systems que nós temos hoje, é uma influência poerosa. Eu gosto dos valores de produção, energia e também o fato de que muitos desses discos foram gravados ao vivo para sincronizar com músicos de verdade.
A disco é a principal influência para nós hoje também porque é ela que nos dá o groove.
Fale mais do Crazy P ao vivo, já que nunca vimos a banda aqui no Brasil.A
live band é parte do que fazemos hoje. Danielle cresceu muito, hoje é uma grande performer, e a banda está cada vez mais ajustada. Gostamos de apresentar um show e ter certeza de que o público está entretido - espero tocar por aqui com eles um dia! São cinco integrantes: vocal, teclados/bases, guitarra, baixo e bateria.
Como anda o mercado para bandas de música eletrônica na Inglaterra, e quais são as bandas que mais têm despertado seu interesse hoje em dia? As coisas estão muito bem por aqui, casas de shows vão indo bem e os festivais de música estão mais populares do que nunca. É um bom sinal nestes tempos incertos, já que sempre há algo novo e excitante em cada esquina.
Eu gosto muito do som do Fujyia & Myiagi, e em outra escala tem Jamie Lidell, que é um talento incrível na música soul. Tem outra banda que está aí há anos mas eu os amo, o Super Furry Animals. Eles são essencialmente uma banda de rock psicodélico, mas sempre experimentando influências da dance music. Fora que eles são sensacionais ao vivo, artistas reais.
Flash Content
Crazy P - Stop Space Return (mp3)
SERVIÇOCRAZY P @ FREAK CHICD-EDGE - 17/ABR
Jim Baron, Renato Ratier vs Davis Back, Luiz Pareto
R$ 40 entrada. Com lista ou flyer, R$ 30
Alameda Olga, 170 - Barra Funda
São Paulo - SP - Brasil
www.d-edge.com.br
Love On The Line é perfeeeita!
demorÔ!!!
Me leva, Brasil!