O paradoxal e capitalista Emirado estreita ainda mais suas normas morais e comportamentais
As autoridades de Dubai lançaram esta semana um "Código de Conduta", que diz respeito ao "comportamento público apropriado", em que é banido oficialmente "música amplificada e dança em lugares como parques, praias e áreas residenciais".
O Código inclui penalidades e advertências para "linguagem vulgar", "consumo de álcool fora de áreas designadas e demonstrações públicas de afeto" (incluso aí um casal não oficialmente casado andar de mãos dadas). Alguns desses comportamentos podem acarretar multas e até mesmo cadeia.
O promoter local
Charl Chaka minimizou o peso das novas regras, lembrando que "a maioria dessas condutas já estavam impostas, então é algo que não terá muito impacto". Ainda segundo Chaka, "você não é permitido beijar em público, por exemplo, mas isso é algo que já se sabia. A proibição de mãos dadas de fato é algo novo, e não sei como eles vão implementar tal regra. Mas por enquanto, sem novidades nos clubes."
As impressões de Chaka vão de acordo com a análise da agência de notícias Associated Press, que noticiou o tal Código com a conclusão de que "é improvável que as novas normas respinguem nos vários resorts e clubes de Dubai, locais em que a bebida roda livremente e o agito é o mesmo de qualquer
spot turístico dos Trópicos. "Até agora, as regras parecem atingir outra grande atração do Emirado: os mega-shoppings", noticiou a AP.
A CRISE, MAIS UMA VEZ...Charl Chaka, promoter em Dubai

Charl Chaka confirmou que a notória (e opulente) cena club de Dubai está sofrendo grande pressão econômica pelo crash mundial do crédito, com as apocalípticas histórias de gente desesperada e falida que abandona o carro no aeroporto e some, fugindo de dívidas (alguém noticiou que em quatro meses 2500 veículos foram abandonados no Terminal 111).
"As pessoas estão muito mais preocupadas em como gastar seu dinheiro, até mesmo em quanto gastar num drink. Todo mundo está procurando valorizar mais o dinheiro. Ao fim do dia não é necessário o apocalipse por aqui, mas os promoters estão buscando alternativas aos caríssimos
bookings internacionais, de cachês astronômicos", reclamou Chaka. "Os DJs locais estão tendo muito mais oportunidades agora."