Top DJs: a bonança acabou?
Claro, com 140 mil libras...
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Top DJs: a bonança acabou?
Artigo extenso do "The Independent" diz que a virada do milênio foi a época de ouro dos cachês de top DJs, que chegavam a £150 mil
13.03.09 14:35
O jornal britânico The Independent publicou um gigante artigo intitulado When DJs Ruled The World (Quando os DJs dominavam o mundo), que aponta o começo dos anos 2000 como o ápice do culto aos top DJs, principalmente em termos financeiros. Algumas somas eram exorbitantes.

Em 2000, enquanto Danny Rampling recebia £50 mil para tocar na África do Sul, Jeremy Healy tirou 80 mil e Judge Jules 100 mil libras ("o máximo que eu já ganhei na vida"); e Pete Tong levou a bagatela de 125 mil libras, mas esse não é o valor máximo apurado. Sem revelar seus ganhos, especula-se que Sasha já tenha levado £150 mil por um par de gigs. Fatboy Slim, outro nome famoso da famosa clubland inglesa, já levou 140 mil para tocar em quatro festas. Na cotação de 2009, 150 mil libras são R$ 482 mil.

O artigo faz associações ao surgimento da cultura rave no fim dos anos 80, época de recessão econômica, e, mesmo sem fazer um paralelo explícito à crise de hoje, deixa claro que a época de ouro do final dos anos 90 acabou, tempos em que o Partido Trabalhista consolidava-se no poder com bons dados macroeconômicos. Junto destas questões econômicas, lembranças de como a cultura eletrônica underground casou perfeitamente com a cultura de celebridades, como quando Fatboy Slim iniciou um romance com a radialista Zöe Ball no ar.

Tiësto, Judge Jules e Pete Tong: centenas de milhares de verdinhas
Tiësto, Judge Jules e Pete Tong: centenas de milhares de verdinhas


"A todo mundo era oferecido essas quantias ridículas de dinheiro, inflacionadas, como se fossemos tocar na última noite da terra", disse Danny Rampling ao autor do artigo, o ex-editor da DJ Mag UK Dom Philips. "Era como os últimos dias de Roma, de certo modo. Mas foi ali o último grande pagamento da era dos superstar DJs."

TIËSTO, O MARAJÁ
A premissa do livro de que o Milênio representou o pico financeiro dos DJs é contestada ao se analisar a carreira de Tiësto, que esta semana voou para Dubai para outro belo dia do pagamento. "Eu sou mal-acostumado, sempre fico em hotéis sensacionais", gabou-se, ao anunciar negócios com a Armani e o lançamento de sua própria agência de DJs, a Unlimited Productios. Esta servirá basicamente para colocar no mercado seus amigos e companheiros DJs - "eu chamo isso de investimento vertical", opinou o holandês. "Eu não acho que a era dos DJs está em decadência. Se isso for acontecer, será aos poucos, por uns 100 anos. Acho que é fácil para DJs excursionarem hoje, porque nós podemos tocar lives, semi-lives e mixar faixas", explica, mudando um pouco o assunto.

"Eu não tenho que tocar o mesmo set, enquanto uma banda é sempre presa a um set-list. Mesmo as que tem dez álbuns. Muitas pessoas não sabem também que os DJs tocam suas próprias músicas e criam coisas novas ao vivo".

DUSTY KID SONHA COM MADONNA
Dentro deste assunto, tem Dusty Kid, promissora figura italiana do techno, que toca sua música ao vivo ao invés de mixar faixas alheias, e tem outro ponto de vista. "Nesta questão, penso que todo mundo quer ser DJ hoje, mas eu prefiro criar e tocar minha própria música. Acho que em cinco anos a maioria dos DJs tocará apenas live sets", prevê.

O jovem músico lança seu primeiro álbum em abril, intitulado A Raver's Diary at Tresor, e disse que sua posição é ambígua sobre a possibilidade de virar uma estrela grandiosa do techno. "Eu tenho certa atração pela idéia da música pop, e ainda sonho que um dia posso trabalhar com certos artistas que eu escuto há anos, como Coldplay e Madonna", idealiza o produtor.

Dusty Kid sonha com Madonna e Coldplay...
Dusty Kid sonha com Madonna e Coldplay...


Ele está no Brasil a partir de hoje (13/mar) para seis datas até o dia 21/mar. A lista está em seu MySpace.

Jonty Skrufff
Jonty Skrufff
Jade Augusto Gola
Jade Augusto Gola
comentários
25 comentários
JC @ João Cláudio
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temos que valorizar (algun ja sao) os djs brazucas
kaks
kaks(17.03.09)
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e que saudades dos 90's e de ouvir sons "noventistas"...
ZEZE
ZEZE(17.03.09)
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tão 90's!
kkkkkkkkkkkk
kaks
kaks(16.03.09)
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Quando eu vejo o mau mau escalado pra abrir com um gringo já fico com pena do cara. Normalmente, fica ruim de acompanhar o brazuca. Em outro casos, o gringo tem ética e qualidade o suficiente para se sentir na obrigação de fazer algo ao nível do que o dj anterior fez, e acaba sendo uma noite de música boa all night long.

A solução é essa: escalar um ótimo dj brazuca antes do gringo e depois ver do que a gringalhada é capaz. Assim temos uma prova real da qualidade de cada um e tiramos nossas conclusões.

Valorizar os talentos nacionais sim, mas SÓ os TALENTOS.
NeWMaris ::
NeWMaris :: (16.03.09)
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Acho de verdade que a profissão deejay deva ser bem remunerada mesmo, aqui e na gringa e que os nossos deejays e produtores mereçam tb estar no olimpo e receber o bônus por sua atuação...
fico feliz qdo vejo o exito profissional de djs e produtores nacionais como o Mau Mau, Noise, Gui Borato, Mark, etc.
Pra mim um deejay vale mais q um pop star e por isso merece todo o glamour e aqué!!!
Prefiro os deejays brazucas por afinidade mesmo!