Depois da ótima estreia em 2007 com o álbum
Myths Of The Near Future, o Klaxons prometeu lançar um segundo álbum mais "psicodélico" e "progressivo", talvez mais uma tentativa de se afastar do odiado rótulo da new rave. Para quem assistiu o show da banda na última edição do
TIM Festival pode conferir duas músicas ("Valley of the Calm Trees" e "Moonhead") que lembravam os momentos mais introspectivos de sua estreia.
Na época, o guitarrista Simon Taylor havia explicado as novas influências da banda, em entrevista a NME. "Nós queremos fazer algo maior, mais soft, lo-fi e pesadamente produzido - apenas um monte de contradições. Eu acho que será como o último álbum só que mais soberbo. Nós temos ouvindo um monte de prog europeu, dubstep, dance music e folk. Uma enorme variedade de coisas, na verdade."
Banda com o baterista de turnê

MENOS DENSO, MAIS POPPorém, quem não ficou nada contente com esse lado mais experimental do trio foram os executivos de sua gravadora (Polydor Records). Segundo matéria do tablóide inglês
The Sun, após ouvirem as novas faixas do Klaxons e não ficarem satisfeitos, eles pediram para banda voltar ao estúdio e regravar algumas faixas.
Como admitiu Jamie Reynolds: "Nos foi pedido para regravarmos parte do álbum, porque nós o fizemos muito denso e psicodélico". E continuou. "Nós fizemos esse álbum de forma muito pesada e não é a coisa certa para nós - eu entendo e sei disso. Primeiramente e acima de tudo, nós somos uma banda pop. Eu não havia pensado nisso a muito tempo, mas agora isso está na minha mente."
A banda se prepara para voltar ao estúdio para terminar o álbum a tempo de lançá-lo próximo ao verão inglês, época dos principais festivais europeus. "Nos deram outras quatro semanas e no final delas tudo já deve estar terminado", completou Jamie.
Boa sorte para os cavaleiros de 2012.
Entendo o que quer dizer mas infelizmente esse modelo que vc propõe não combina com a era que vivemos atualmente, e sei que vc sabe disso.
Quem define os rumos são os artistas de fato. Parte dessa definição/escolha foi feita assinando um contrato, não é mesmo?
Eles sem dúvida não deixarão de ser o Klaxons, mas inegavelmente já perderam muito da força e do espírito de antes.
O problema é esse imediatismo, essa pressa do sucesso. A banda precisa estourar no primeiro disco, senão é descartada. O artista não tem mais a chance de evoluir, de construir um trabalho ao longo de um tempo, experimentando, tentando, ousando.
Afinal, quem define os rumos da cultura? São os executivos ou os artistas? Eu prefiro pensar que são os artistas.
Já deve ter ouvido a frase "ou dá ou desce". Business é isso e se até o fato de assumirem estar longe da proposta (ou do que é esperado qnd o fã/consumidor associa o nome Klaxons e sua música), quer dizer que os artistas aí querem estar no jogo.
Pensar assim é viver num mundo de faz de contas. Eles, como qq cidadão desse mundo, têm conta pra pagar, e se vc se der conta, a arte criada por eles não vai deixar de existir (como vc propõe), mas se adaptar a um compromisso qnd assinaram o contrato. Quero dizer que, no final das contas, não vão deixar de ser Klaxons.
Ah sim, fique claro que eu não estou entrando no mérito de como eles resolveram a situação. Daí vai do que eles julagaram ser mais adequado para eles...