Cena rave dos anos 90 viu hooligans violentos abandonando seu estilo de vida pelas pistas.
O Prodigy
está de volta e promove seu mais recente álbum
Invaders Must Die, que representa uma volta ao glorios passado da banda. Pioneiros da dance music dos anos 90, a banda faz questão de relembrar sua ligação com a cena raver underground do começo da década passada.
"A cena raver foi tão importante culturalmente quanto o punk, " declara o líder da banda Keith Flint. "Nós somos de uma época onde ser inglês significava ser um hooligan. Éramos orgulhosos de representar algo mais positivo, levando música nova à outros países."
Prodigy ao vivo numa rave nos anos 90

Gary "Mani" Mounfield, um veterano da acid house com passagens por bandas como o Stone Roses e Primal Scream, também falou bem sobre seus anos de formação dentro da cena raver, relembrando seus amigos hooligans que traziam ecstasy da Europa.
"Manchester sempre foi uma cidade cheia de violência. Vi pessoas sendo esfaqueadas e chutadas até a morte. O ecstasy mudou tudo isso. De repente, todos esses caras encrenqueiros estavam curtindo juntos sem qualquer problema nas pistas", recorda Mani.
O produtor do
4 Hero, Mark 'Marc Marc' Clair, também deu crédito à cultura rave dizendo que ela reduziu o racismo nos anos 90, mas deixando claro que o responsável por isso a cena raver em si, não o ecstasy. "Durante o segundo Verão do Amor as barreiras foram quebradas. Havia divisão racial, nós havíamos saído de uma área dominada por skinheads. A Liga Nacional estava na TV, havia os ataques em Brixton e muito mais. As pessoas queriam se livrar de tudo aquilo."
"Eu cresci próximo à Wembley e Harrow, onde eu era constantemente perseguido por skinheads. Mas você via hooligans fãs de futebol entrando na cena raver e deixando essa atitude violenta de lado."
Carlton Leach, um notório ex-hooligan do West Ham United cuja vida foi brutalmente exposta no filme
Rise of The Footsoldier em 2007, também se converteu às raves nos anos 90 (trabalhando como segurança junto com o também notório Tony Tucker, um dos três homens que
foram mortos a tiro nos anos 90) também descreveu suas experiências indo da violência do futebol às raves ilegais de Londres, onde deixou tudo para trás após a morte de seus três amigos.
"Era muito doloroso estar envolvido com drogas e violência e havia um preço a pagar. Não é nada glamuroso nem brilhante. As pessoas ao seu lado também não estavam seguras, você causava muita dor à eles também - e isso também colocava vidas em risco."
Flash Content
The Prodigy - Warriors Dance (mp3)
Invaders Must Die saiu dia 18/fev e marca o retorno do Prodigy com seus três famosos integrantes (Keith Flint, Liam Howlett e Maxim Reality). Eles não trabalhavam juntos desde o histórico The Fat of The Land (1997). A resenha você lê semana que vem aqui no rraurl.
Ãn? Perai, o lider da banda não é o Lian? "Always Outnumbered, Never Outgunned" não foi justamente o Lian tomando de volta o espaço dele por ser o "man behind the machine"?
Me corrijam se eu estiver errado. Tks
No resto,
"Engraçado.. muitos que hoje criticam o novo álbum
no passado que exclamavam a cada novo lançamento
"pou, isso não parece com Prodigy"." by Nisek - falou tudo.
http://www.nme.com/news/the-prodigy/43126
ano que vem, prodigy na bangface com venetian snares.