Nomi Ruiz, a vocalista do Hercules & Love Affair, conta tudo sobre seu novo projeto
Deep Red

Sabe a evolução que a disco sofreu entre o hedonismo dos anos 80 e a industrializada década de 90? É a diferença inicial perceptível entre o Hercules & Love Affair e o
Deep Red.
Mas por que comparar os dois? Porque o Deep Red é o mais novo projeto de três integrantes do marcante H&LA: Andrew Raposo, Morgan Wiley e a linda vocalista
Nomi Ruiz, eleita uma das
musas de 2008 aqui no rraurl. É dessa sensual
tranny a forte voz e sensual do hitaço "
You Belong", que não deve nada à sutileza disco de Antony Hegarty em "Blind" - ele que nunca se apresentou com o Hercules.
Com apenas duas músicas em seu
MySpace (uma delas em versão demo não mixada), a banda já entra na lista de apostas do ano tudo por conta de "Fun Girl". Nomi frisa em entrevista ao rraurl.com que a banda não se limita à disco. Esperem ouvir faixas com influências de R'n'B até hip hop.
Deixamos agora Nomi explicar a sua nova banda: do nome, ao porque dos três terem se juntado e como será sua estréia oficial. Isso sem ignorar, lógico, o futuro do Hercules & Love Affair. Para quem já está obcecado com essa fábrica de groove minimalista, Nomi avisa: "nós esperamos levar nosso show ao Brasil no final do ano. Todos nós temos muito amigos aí". Tomara.
Pelo o que dá para ouvir no Deep Red, o projeto soa mais sexy do que Hercules & Love Affair. É também mais minimalista, apesar de ainda ter uma cara disco. Seriam essas novas influências na sua vida?Sexo é definitivamente algo que é fundido à nossa música. Fazer coisas minimais também é a direção em que estamos caminhando. Penso que deixar espaço para as melodias respirarem é tão importante como encher o espaço.
Você acabou de fazer o seu primeiro show com o Deep Red. Como foi? Foi assustador enfrentar a platéia com músicas novas após ter se acostumado a cantar um monte de hinos modernos?Havia um entusiasmo no ar durante esse show. Estávamos todos muito ansiosos para tocar esta nova música e ver como as pessoas iriam reagir a ela. Ficamos muito satisfeitos com o resultado. As pessoas parecem estar muito animadas sobre o que estamos fazendo e como está sendo apresentado.
O primeiro show de Deep Red tocando "Fun Girl"
Porque só vocês três se reuniram para a nova banda? E como as conversas sobre o projeto começaram?No começo, não trabalhamos juntos com quaisquer intenções em mente. Nós havíamos excursionados e tocados juntos na maior parte do ano passado, então se unir parecia uma progressão natural para nós. Uma vez que conseguimos uns dias de férias e estávamos de volta em NY, ficamos juntos no estúdio para ver o que podíamos fazer e essas músicas começaram a rolar para fora de nós. Agora estas canções querem nascer.
Sua voz está mais madura e natural no Deep Red. De que forma a turnê mundo afora ajudou você? E o que é o parte ruim de viajar?A turnê foi um ótimo trabalho para a minha voz, bem como o desafio de ganhar as multidões. Eu me expandi como intérprete.
Outra razão a minha voz soar mais natural em Deep Red é provavelmente porque eu estou escrevendo as letras que estou cantando. Estou em sintonia com as melodias, letras e histórias.
Por que o nome Deep Red?Por alguma razão, passamos todo o nosso tempo no tour bus do Hercules assistindo filmes de horror sem parar. Era tudo sangue e tripas! Mick, que é um dos caras da equipe, tinha uma coleção de filmes de horror genial. Um dos nossos favoritos foi um filme de Dario Argento chamado
Profondo Roso, que se chama Deep Red em italiano.
Nomi

Li em uma entrevista em que você diz que o álbum tem mais um sentimento hip-hop do que disco, mesmo que ainda dançante. Como é que isso funciona?Há algumas coisas duras nestas canções que se relacionam ao hip hop. Nós estamos atraídos por profundas batidas de tambor e estamos tentando construir padrões que passam longe do 4x4 da pista de dança.
Você vê a sua carreira (incluindo todos os seus projetos) fora da pista de dança em algum momento?Algumas das faixas do Deep Red são lentas e mais emotivas e eu tenho um monte de material inédito, que foi escrito com um violão e é muito mais sombrio e tem a função de se ouvir sentado, ao contrário das músicas dos clubes.
Penso que o Deep Red representa uma combinação destes estilos.
Como é que você escreva as suas letras? Você costuma utilizar de elementos autobiográficos?Eu sempre escrever sobre coisas que são verdadeiras para mim, desde de coisas que eu experimentei, pessoas que eu conheci e situações que passei. Toda minha escrita vem da realidade das minhas experiências. Eu tenho que ser capaz de sentir o que eu estou cantando.
Quantas músicas a banda tem até agora? Eles soam diferente dos dois singles que estão disponíveis no MySpace?Temos cerca de dez canções em que estamos trabalhando. Nós mergulhar em alguns estilos diferentes de música. Há algumas que são pop, rock, funk e R&B. Terá certamente algo para cada um desfrutar, não aderimos a um comboio específico de pensamento quando estamos trabalhando.
Flash Content
Deep Red - Good To Go (mp3)
Eu presumo que seu primeiro single virá com remixes. Pode me dizer quem está remixando e por que vocês escolheram?Estamos trabalhando com alguns dos nossos amigos que amamos a música. Um é um produtor na Alemanha chamado Rampa/ Keinemusik e o outro é o Juan Maclean, que faz parte da família DFA. Também estamos trabalhando em nosso próprio remix.
Você começou a trabalhar no novo disco do H&LA já?Eu não faço parte desse processo. Andy trabalha em todo o material, e em seguida decidi qual vocalista ele sente que se encaixa em cada música.
Então o que o futuro reserva para Nomi?Muita música nova. Tocar ao vivo, vídeos de música, fazer turnê o tanto quanto possível. Eu nunca gostei de tempo livre. Tudo o que quero fazer é criar e tocar. Gostaria também de me tornar uma atriz.
Flash Content
Deep Red - Fun Girl (mp3)
"gosto é que nem cú né?"
risos