Restrições, terrorismo e crise afetam região raver da Índia. No México, cartéis em guerra com a polícia criam escalada da violência
O chefe de turismo do estado de Goa, Lyndon Monteiro, revelou que o famoso epicentro raver na Índia viveu uma queda de 30 a 40% nos negócios e no turismo em dezembro, um declínio que ele culpa na crise mundial do crédito e também nos
ataques terroristas de Mumbai, em novembro último.
A agência de notícias AFP noticiou que "muito dos bares praianos e restaurantes foram virtualmente abandonados" durante o verão. Na mesma matéria, um turista de nome Henry é entrevistado e dá outra versão dos fatos. "A polícia restringiu as festas, então muitas pessoas não vêm mais para cá. Todo mundo agora está indo para a Tailândia ou para o Camboja", relatou o veterano viajante inglês. "Os freaks que dão a esse lugar sua aura conhecida e sua loucura, se mudaram ou simplesmente não vêm mais", completou Henry, num muxoxo.
No fim do ano passado, um ministro indiano declarou que não permitira "tráfico de drogas ou festas raves em Goa durante 2009" (
saiba mais).
MÉXICO: UM LUGAR A SE EVITAREnquanto isso na América do Norte, a Universidade do Arizona (UA) lançou um alerta explícito para que estudantes evitem passar as férias de primavera esse ano no México, devido à escalada de extrema violência entre os cartéis de drogas e a polícia no país fronteiriço aos EUA.
Carol Thompson, do Departamento de Estudantes da UA apontou Rocky Point (
Puerto Peñasco) como um dos populares refúgios de estudantes a serem evitados, juntamente com
Nogales, cidade listada pelas autoridades estadunidenses como particularmente perigosa. "O que é diferente em relação a este ano é o fato de que o Departamento de Estado ter despachado um alerta de viagem", disse Carol ao
Arizona Star. "Precisávamos deixar os estudantes a par disso, ajudá-los a entender a situação."
NOV/2008: 500 mil protestam contra a violência

ALERTA: BEBER = SEXO!Os alertas de viagem são tradicionais nos Estados Unidos, e também tratam de questões comportamentais. Há três anos a
American Medical Association (AMA) publicou um aviso na época de férias sobre a promiscuidade entre garotas motivado pelos excessos alcoólicos.
A AMA apurou que quatro entre cinco estudantes femininas admitiram a relação entre muita bebida e bastante sexo, muitas vezes sob estados de pressão. "Essa pesquisa foi bastante preocupante porque trouxe à tona uma quantidade imensa de problemas, como o aumento do risco de transmissão de DSTs, apagões e violência", analisou o Dr. J. Edward Hill, presidente da AMA. "O
spring break (férias de primavera) foi corrompido, o que era uma época tradicional de descanso se tornou num perigoso oba-oba."