Cinco Perguntas para Mixhell
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Cinco Perguntas para Mixhell
Em passagem rápida pelo Brasil, conversamos com a dupla que dá um update de sua carreira
11.02.09 14:55
Fazia tempo que o Mixhell não dava as caras no Brasil - desde a elogiada apresentação no Skol Beats 2008, para ser mais exato. Mas Iggor Cavalera e Laima Leyton voltam ao país para celebrar o matrimônio, e aproveitam para dar um update por aqui nos projetos da dupla, que envolvem o lançamento de dois EPs (um deles pela Boys Noize Records) repleto de remixes famosos - de Crookers a Brodinski -, e a curadoria musical num projeto novo do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

A dupla, oficialmente um casal agora, se apresenta em SP nessa quarta-feira (11/fev) na festa Maria Picape no Vegas ao lado de One Man Party (baterista do Soulwax), Tony Tramell, Punkk, Hero Zero e Bloodshake e sexta-feira (13/02), novamente ao lado do One Man Party, no famoso Bar Secreto.

Como vocês encaram a evolução live do Skol Beats 2007 para o de 2008?

Para nós foi uma evolução natural. O que mais ficou marcante para nós foi que em 2007 nós focamos mais em trabalhar um DJ set bem editado e com menos elementos ao vivo. Em 2008 usamos a maioria de nossas tracks, mais batera e o MS 20 (synth da Korg), o que deu mais energia ao set. O fato de já termos tocado muito mais ao vivo durante os últimos dois anos, principalmente em grandes festivais também ajudou muito a evoluir.

Ultimamente dá para se notar o crescimento do synth pop e da disco entre blogs/festas que antigamente só tocavam electro banger. Produtores que surgiram com o maximal começam a se mostrar cansados do som. Qual é a opinião do Mixhell a respeito disso?

Na real o Mixhell sempre tentou fazer uma grande mistura de ritmos, até por influência do Iggor. Por isso temos variado bastante, e para nós os sets somente focados no pesadão são monótonos. O mesmo acontece com sets focados em um único estilo, achamos que a mistura sempre foi uma característica da cena.

Hoje trabalhamos e tocamos com DJs que mesclam, transbordam os estilos e incluem de tudo um pouco. Vocês já perceberam que o James Murphy (LCD Soundsystem) usa elementos da banda Venom em sets de disco?

Vocês acham que o projeto no Brasil já é auto-suficiente? Ou as pessoas ainda apontam como um projeto paralelo do Iggor Cavalera do Sepultura?

Nesse sentido é totalmente auto-suficiente, ninguém mais divulga ou contrata o Mixhell porque o Iggor Cavalera era baterista do Sepultura. No Brasil levou um tempinho para desfazer esse rótulo. Na Europa já de cara Mixhell era Mixhell.

Foto: Pedro Ceciliano
Foto: Pedro Ceciliano


Vocês estão constantemente lançando remixes e faixas novas. Dá para ganhar dinheiro com material original ou a música está virando uma espécie de material de divulgação?

Dá e não dá. Deixar de fazer música minimiza a procura por shows, por isso pode ser considerada material de divulgação. No Mixhell, buscamos lançar nossas músicas em selos de amigos, que sejam bem a fim de fazer um trampo de verdade e não deixar que grandes gravadoras "engulam" as nossas músicas. Achamos que tudo tem o seu tempo certo.

O Mixhell apareceu orgânicamente e tem que se manter orgânico, sem pressão. A maioria dos remixes é uma troca, nunca pagamos para nenhum artista nos remixar, mas já recebemos algum dinheiro para remixar outros... Parece que assim as coisas vão andando. Hoje fazemos mais grana com shows.

OH SNAP!
O single "Boom da" foi produzida em parceria com os artistas de Baltimore Jen Lasher e Oh! Snap! (alvo de radar aqui do rraurl). Segundo a dupla, os americanos que escreveram a letra e fizeram o trocadilho com o popular aparato "brasileiro".
Quais os planos para o MixHell em 2009 (incluindo lançamento de álbuns, remixes e turnê)?

Em 2009 o Mixhell lançará dois EPs no primeiro semestre, o Boom Da em março pelo selo Finlandês New Judas. A original vem com remixes de Les Petit Pilous, Crookers e Edu K. Logo na sequência sai o single Highly Explicit pela Boys Noize Records remixado pelo Houratron e Brodinski.

Além disso estamos trabalhando num álbum completo para o final de 2009. Um pouco de turnê norte americana e muuuuita turnê européia nos espera. E tem também um lance super novo que estamos fazendo que é uma intervenção sonora no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Fomos convidados pelo museu para fazer uma "curadoria de música" em que apresentaremos vários artistas ao decorrer do ano. O primeiro trabalho será executado pelo Mixhell, ficará no museu por seis meses e o seguinte será o trampo de alguém que convidarmos.

Ah! Mas a novidade mais legal de 2009 para o Mixhell é que o Iggor e a Laima se casaram!

Flash Content
Mixhell - Boom Da (mp3)

Flash Content
Mixhell - Boom Da (Crookers Remix) (mp3)

Flash Content
Mixhell - Highly Explicit (Brodinski Bamboo Rave Remix) (mp3)

Raphael Caffarena
Raphael Caffarena
www.imyouare.com
comentários
19 comentários
Gabriel Rodrigo
Gabriel Rodrigo(13.02.09)
0AprovadoQueima
Sem vocais fica melhor... o som não é ruim!
Gaía Passarelli
Não vamos ficar explicando pq falar do Mix Hell, já que a intenção única dos comentários é recomeçar flames. Tem várias outras matérias publicadas que são do gosto de vocês, que tal dar atenção a elas ao invés de ficar cutucando oq não gosta? []s.
powerpill
powerpill(12.02.09)
3AprovadoQueima
http://hypem.com/search/mixhell/1/
powerpill
powerpill(12.02.09)
4AprovadoQueima
@Jade Augusto Gola

senso comum ta nos comentários de meia dúzia de users ou em http://hypem.com?

powerpill
powerpill(12.02.09)
4AprovadoQueima
eu não sou músico, não sou dj, portanto não teria porque ser convidado pelo mixhell.
e se fosse recusaria pois mancharia meu release.
também ja vi ao vivo e acho uma porcaria.
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