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Cinco Perguntas para Erika Brandão
Editora da DJ Mag, jornalista fala sobre votações da revista brasileira
19.01.09 10:55
 
A edição brasileira da celebrada revista inglesa DJ Mag foi lançada em junho de 2007, capitaneada pelo publisher Edo Van Duyn, sócio da agência 3Plus e nome forte no line-up do Skol Beats.

Desde então a publicação segue noticiando e analisando bimestralmente fatos e cenas musicais do mundo eletrônico, sempre ligada ao que há de estabelecido (techno, roteiro de progressivo) e ao que há de novo também (dubstep, indietrônica). Agora em janeiro a revista lançou a votação virtual Best Brasil 2008. São 14 categorias que tentam escolher o melhor da cena nacional, de DJs a clubes, passando por produtores, personalidades e eventos.

A votação está no ar, e é aberta a todos internautas - dá até para publicar um banner da enquete em seu site 2.0 favorito. Enquanto isso, falamos com a editora Erika Brandão, conhecida do jornalismo eletrônico há anos e que hoje é parte da redação da DJ Mag BR.

Gostaria que você comentasse a elaboração da enquete "Best Brasil 2008l.

Usamos como base uma votação que a DJ Mag gringa faz e que não é o Top 100, é uma menor, local, chamada Best of British, que adaptamos pra nossa realidade brasileira.

Por exemplo, eles têm a categoria Melhor Loja de Discos. Não dá pra gente ter uma categoria dessas, né? Em compensação, criamos algumas outras, como Melhor Blog e Melhor Programa de Vídeo na Internet. Para escolher os indicados, todos da redação deram suas sugestões, depois chamamos nossos colaboradores e pessoas do meio para fazer o mesmo. Todas as sugestões entraram na lista.

Você acredita que a votação pode ser tão influente aqui no Brasil como o top 100 da DJ Mag UK é no mundo inteiro, em se tratando de DJs?

Sim. Estamos com uma cena mais que estabilizada, devemos entregar os louros a quem merece. E quem está chegando agora vai ter uma referência melhor do que é legal, do que é bom, de onde procurar, de onde ir. Tomara que a gente consiga, com o Best Brasil, mostrar um panorama mais amplo do que anda acontecendo. E anda acontecendo tanta coisa, não é mesmo?

Além disso, a gente pretende fazer o Top 100 (ou 50) só de DJs - o Best of Brasil é outra coisa. O Top 100 é aberto, pra saber a popularidade dos DJs, e o Best é a escolha da redação votada pelo público.

Erika e Maya Arulpragasam
Erika e Maya Arulpragasam


Qual a relação diária da "matriz" inglesa com a DJ Mag Brasil? Eles acompanham as matérias daqui, as utilizam?

Eles não usam nossas matérias, mas adoram nossas publicações. Usamos os textos deles que achamos mais pertinentes, e pretendemos vender algumas pautas pra eles, sim. Quem sabe este ano a gente não emplaca alguma coisa.

Quais são os principais projetos e iniciativas da DJ Mag para 2009?

O Best Brasil já é um belo começo. Queremos também dar um peso maior para o site e falar mais sobre o Brasil todo, não só ficar no eixo Rio-São Paulo.

Relembre um pouco de sua trajetória na imprensa de música eletrônica.

Eu sempre gostei de sair pra dançar, então já tinha certa noção do babado todo. Em 2000 assumi o AMP MTV, e ali tive minha escola. Conheci as pessoas, entrevistei todo mundo que pude, fui atrás de festas e festivais para cobrir, e com isso aprendi muito sobre música e noite. Se vinha algum DJ que eu não sabia quem era, ia atrás, lia, ouvia o som do cara, me preparava para a entrevista e assim foi indo.

O AMP acabou virando meu trabalho, meu lazer e minha formação teórica. Ele existiu até 2004, e nesse meio tempo tive também uma coluna sobre o assunto na Revista da MTV, depois vieram as colaborações com outras revistas (Beatz, Volume 1 e até um pouquinho de Rolling Stone). Quando saí da MTV definitivamente (2007), fui convidada a editar a DJ Mag Brasil. Foi uma ótima oportunidade para continuar falando sobre o assunto pelo qual eu já tinha me apaixonado, mas não tinha mais por onde escoar.

Hoje já não saio tanto para o trabalho de campo quanto nos tempos de AMP, mas continuo ligada no que acontece e continuo amando sair pra dançar música boa.

Jade Augusto Gola
Jade Augusto Gola
Ilegal, imoral e engorda
comentários
12 comentários
Gil Fuser
Gil Fuser(21.01.09)
3AprovadoQueima
@ Fly
O importante é que a revista existe e é boa, e esperamos que venda e seja lida, pra continuar assim.
Mas essa coisa de rankings acho uma bobagem. No que afinal eles agregam ao trabalho do DJ? Os nomes serem citados? Ficar em posições melhores que os outros? E eles sempre vão ser alvo de polêmicas e discussões sem sentido, porque foram feitos pra isso.
Os que ficam em destaque sempre são os mais pop não os melhores. Todos nós sabemos disso.
Pra publicação é legal porque vende revista, e até eu gosto de ver só pra ficar com raiva.

Abrassss
ivi brasil
ivi brasil(20.01.09)
1AprovadoQueima
erikita fofa!!! adogo! foi e é um prazer conhecê-la na jogação da pista e do trabalho!
João Fernando
João Fernando(19.01.09)
2AprovadoQueima
Andamos carentes ao extremo de programas sobre cultura eletrônica na TV....
Saudades do AMP !