CASE: François K
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CASE: François K
Histórico DJ da cena nova-iorquina está com a mente aberta pelo dub
07.01.09 09:45
Neste primeiro CASE do ano um dos mais conceituados DJs de Nova York fala de seu gosto musical e se revela uma pessoa que não segue um movimento específico. François preza pela originalidade.

Vale lembrar que hoje ele é residente da festa Deep Space, toda segunda no Cielo em Manhattan, noite que completou seis anos recentemente. O nome da festa dá a dica: a música é focada no dub. Na última festa de 2008 estivemos no clube para curtir e depois entrevistar o DJ que fez história e nome por ser parte do coletivo Body & Soul. Para resumir, Deep Space não é uma noite de techno ou house ou qualquer outra coisa. François oferece para sua pista (sempre cheia) uma variedade imensa de ritmos e estilos, tudo focado no dub. Alguns artistas brasileiro já tocaram no Deep Space ao lado de François, como DJ Dolores e Carlinhos Brown.

Walter Gibbons estava fazendo coisas incríveis aqui em Nova Iorque nos anos 70. O que você aprendeu com ele que até hoje ainda usa?
Eu acho que as pessoas já descobriram quase tudo sobre isso. Na época ele tocava
bateria de uma maneira que para os anos 70 era uma novidade. Ele fazia sets progressivos e a energia que isso criava me atraiu. Então, eu como baterista, fiz uma releitura do espírito da coisa e adaptei de meu modo aquele clima fantástico que Walter criava. Na época comecei a fazer medleys (em 1977) e comecei a incorporar isso também. Walter, sem duvidas, é responsável por me inspirar.

Eu vi várias de seus sets, e percebi que você inclui toques pessoais na música através de efeitos, entre outras coisas. Durante este momento os toca-discos parecem instrumentos instrumentos em suas mãos, como uma bateria para um baterista e um piano para um pianista. Você concorda?
Claro. É o que faço. Todo mundo decide o que quer fazer. Eu decidi que gosto de tocar música ao invés de outras coisas. As pessoas decidem o que é importante para elas. Muitos DJs gostam de subir nos toca-discos, outros gostam de se vestir bem e sorrir para todo mundo. Alguns levantam as mãos como se fossem deuses. Eu decidi que eu gosto de tocar música e adicionar coisas nela. Isso é incomum para você?

Não. É que os músicos sempre se relacionam com a sua música de algum modo. E a pergunta se refere a uma tentativa de relacionar sua experiência de baterista com a de DJ.
Claro. Eu adoro tocar música. O que eu faço não é nada cheio de sofisticação. É
tocar música e interagir com ela.

A sua escolha pelo dub se relaciona de algum modo com o fato de ser baterista?
Não. Eu escolhi o dub porque eu me identifico com isso. É uma afinidade. Poucas pessoas tentam fazer algo específico, muitos copiam o que outros estão fazendo. Para mim o dub é universal.

Cite três faixas dessa sua recente fase dub.
Robert Babicz - Dark Flower (Joris Voor mix)
Headhunter - Prototype
2562 - Techno Dread



SERVIÇO
DEEP SPACE @ CIELO
Toda segunda, das 22h às 04h
(Em 2009, a partir de 05/jan)
18 Little West 12th Street (como chegar)
Nova York (NY - 10014)
Estados Unidos
+1 212-645-5700

Moderno
Moderno
Joao Ricardo Moderno
comentários
15 comentários
O Ben Murphy da DJ MAg UK disse que o set que François lançou pela revista no ano passado é o melhor set que ele já ouviu dos ultimos quatro anos. Só para ver como o cara não é qualquer um!
Rodrigo Giane
Rodrigo Giane(13.01.09)
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Valeu pela entrevista.
ZEZE
ZEZE(13.01.09)
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amo françois!
Raul Cornejo
Raul Cornejo(12.01.09)
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mamaquice = macaquice... sorry
Raul Cornejo
Raul Cornejo(12.01.09)
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Deveras ingênuo da sua parte, já que isso é uma prerrogativa de não apenas qualquer DJ sério, ams qualquer artista que se leva a sério... mesmo que brinque muito no processo. Compare o Stacey Pullen, o Marky, o Mau a um Angus Young ou um Flea da vida. Não é questão de mamaquice, é questão de ser tão bom no que faz que pode se dar ao luxo de se divertir no processo. Nem todos são assim e nem todos precisam ser.