O sorrisão do Carl Cox
faça login para votar!
Enviar esse texto
login para votar!
Enviar esse texto
social bookmarks
Digg
Mugg
del.icio.us
O sorrisão do Carl Cox
05.11.03 01:45
No belo terraço do Hotel Unique, e com mais de uma hora de atraso, o sempre sorridente Carl Cox recebeu diversos veículos para uma rápida coletiva de imprensa. Falando rápido e bastante, durante cerca de meia-hora Cox soltou algumas ótimas frases e tabém contou sobre um novo filme, L.A. DJ, onde faz uma ponta. "Não quero estragar a surpresa, mas é a história de dois caras que querem se transformar em top-DJs. É uma ótima história e é muito engraçadado" Mas calma, ele garante que não pretende trocar as pickups pelos scripts, mesmo com um pouco mais de falas do que teve em sua estréia nas telas em Human Traffic (1999).

Cox garantiu estar bastante animado com a gig de hoje, no Manga Rosa, onde toca para apenas 400 pessoas: "É muito legal que eu possa tocar em um local pequeno, mais intimista. Eu estou sempre tocando em eventos gigantescos, para platéias, enormes. É muito bom, posso tocar mais house music, além de ver os rostos das pessoas". Se o set muda um pouco? "Com certeza! Estou realmente esperando por isso". Os ingressos para hoje no Manga estão esgotados.

Sua tour começou em Buenos Aires e já passou pelo Chile, República Dominicana, Peru e Costa Rica. "Em todas essas festas a produção foi excelente, sempre entre 3 e 4 mil pessoas, em San Domingo mais de 5 mil pessoas. Dividi as pickups com DJs locais e conheci ótimas pessoas", conta. No site do DJ você pode ler o diário da viagem, escrito pelo próprio.

Sobre a recente declaração de Dave Clarke, de que o techno teria se tornado "branco demais": "Dave sempre fou uma figura um pouco controversa. O techno foi feito para que todos pudessem curtir, é feito para pessoas de toda a sociedade se reunirem, pessoas de todas as cores, de todo o mundo, dançando a mesma música." Entre outros assuntos polêmicos, Cox falou sobre o recente DJ100, o top100 da Mix Mag, que saiu recentemente: "Ah gostei, pelo menos eu subi outra posição, ao contrário do ano passado, quando havia descido uma!", brinca. "Mas esse tipo de lista não é representativo da cena, do que está acontecendo. Nunca foi, nunca será. Diversos DJs que estão lá embaixo mereceriam as primeiras posições, e vice-versa. Mas essa é apenas a minha opinião. Isso serve para vender revistas e, infelizmente, faz o que faz".

O DJ falou um pouco sobre seu novo álbum de produções, que já estava no forno quando passou por aqui há um ano. O álbum deve contar com participações de diversos artistas de primeira grandeza do universo eletrônico: "Muita gente está colaborando comigo". Alguns nomes: Fatboy Slim, Roni Size, DJ Krust, Erick Morillo, Josh Wink, Kevin Saunderson e Valentino Kanziani. E quando o álbum sai do forno? "O meu álbum de produção sai em junho de 2004. Posso adiantar que terá house music, vocais, elementos do hip-hop, drum'n'bass, muitos estilos diferentes de música, representanto minha experiência nos últimos dois ou três anos. Esse é meu terceiro álbum, e tem elementos de muito do que já fiz até hoje. Eu já lancei dois discos, que mostram um pouco do que está por vir - o Dirty Bass, com Cristian Smith e Space Calling, com remix do Trevor Rockliffe. É bastante animador para mim, estou trabalhando muito nesse álbum, e é por isso que ele está demorando tanto para sair."

Gaía Passarelli
Gaía Passarelli
YYSSW
comentários