Tim Simenon, do Bomb the Bass, fala ao rraurl
Tim Bomb The Bass Simenon
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Tim Simenon, do Bomb the Bass, fala ao rraurl
Bomb the Bass se apresenta neste final de semana em SP no Nokia Trends
26.11.08 13:20
Tim Simenon, o homem por trás do Bomb The Bass e de hits emblemáticos da acid house como "Beat Dis" e "Don't Make Me Wait", está no país e se apresenta no próximo final de semana dentro do Nokia Trends, o festival que acontece dentro do histórico Cine Marrocos no centro velho de São Paulo e ainda tem como outras atrações Kid Sister, Z-trip, NASA, Roots Rock Revolution, Dubstrong e Maurício Fleury.

Bem-humorado, Simenon chegou bem antes do dia do show em São Paulo para - segundo o próprio - aproveitar bastante a cidade. Enquanto dava um tempo numa cafeteria, ele conversou um pouco com o rraurl sobre essa nova fase da banda, que finalmente se apresenta ao vivo.

Bomb The Bass


Você chegou na segunda-feira aqui no Brasil e seu show é só no sábado, pretende fazer alguma coisa neste tempo livre?

Com certeza, adoro viajar e vim pra cá pra poder conhecer melhor a cidade, já que é minha primeira vez.

Vai sair à noite? Você é um clubber assíduo??

Pretendo sair a noite sim, e ainda gosto bastante de sair pra dançar, prestigiar alguns DJs que eu gosto muito, mas é claro que não faço isso mais com a mesma frequência dos anos 90, você sabe, a idade vai chegando...

Como será sua performance no Nokia Trends?

Ah, vai ser um mix de tudo o que produzi até hoje com o Bomb The Bass... É um show de verdade, não só mais um mero DJ set. Somos quatro músicos ao todo, incluindo o Paul Conboy, que me ajudou muito em meu novo disco. Tocamos desde as faixas mais antigas até as mais novas.

Podemos esperar "Beat Dis" no seu setlist então?

Com certeza, "Beat Dis" e algumas outras do meu primeiro álbum (Into The Dragon, de 1988) estarão todas lá!!

Eu li em uma entrevista recente sua que você estava feliz por seu último disco ter possibilitado o Bomb The Bass a sair do estúdio e excursionar. Como está sendo essa experiência para você até agora?

É verdade, com Future Chaos o Bomb The Bass deixou de ser uma banda de estúdio e foi para os palcos, ao vivo. O álbum foi concebido com esse propósito. É uma experiência incrível, a reação é bem diferente de quando você faz um DJ set num clube ou algo parecido. Por enquanto tem sido ótimo, espero ter bons resultados em São Paulo também!

Seus trabalhos depois de Into The Dragon foram para uma direção totalmente diferente, indo cada vez mais para um lado mais introspectivo. Ao vivo isso provoca alguma diferença na reação das pessoas, comparando quando você toca "Beat Dis", por exemplo?

Nem tanto, quer dizer, é claro que "Beat Dis" tem uma reação maior pois é a mais conhecida por todos, mas as reações variam muito de show para show, não há como prever. Mas eu percebo que pelo menos a maioria do público acaba entrando no clima do show como um todo, e isso tudo é muito bom!

Bomb The Bass


E porque você levou quatorze anos pra lançar um disco novo?

Na realidade isso nunca foi minha intenção, apenas aconteceu. Eu não queria lançar apenas um álbum como qualquer outro, queria fazer algo diferente. Daí acabou levando o tempo que levou. Mas estou totalmente satisfeito com o resultado e valeu bastante a espera, pelo menos para mim.

Você também tem um VJ que te acompanha sempre, não? A imagem é algo importante no seu trabalho, especialmente agora em cima dos palcos?

Sim, minha idéia nos shows é encontrar uma boa forma de combinar a música com as imagens, fazer tudo ao vivo, como uma performance artística. Isso é ótimo pois nos dá liberdade para criarmos e experimentarmos bastante, criando um som e uma performance diferente a cada noite. Não tem nada de playbacks e midis, é tudo feito ao vivo. Se alguma coisa acontece de errado, não tem como disfarçar!

O Bomb The Bass sempre serviu de inspiração pra muitos artistas, e toda a cena acid house de 88 foi ressuscitada pela galera do new rave. Você chegou a prestar atenção em algumas bandas desta cena?

Eu ouvi muita coisa sim, mas não por eles serem "new rave" ou algo parecido, mais pela minha obsessão em estar sempre ouvindo música nova, então teve muitas faixas destes grupos que ouvi e gostei muito, outras nem tanto. Mas não posso dizer que realmente prestei atenção em todo esse revival especificamente.

E o que você anda escutando de interessante no seu iPod ultimamente?

Nossa é muita coisa, nem dá pra dizer. Sou daqueles que consomem música em altas doses!!! Tenho escutado muita coisa de dubstep e esse hip hop mais dançante que vem sendo feito ultimamente. Curto muito esse lado do rap que se foca mais nas pistas. Acho que esse é o estilo que mais está lançando coisas legais no momento.

Ótimo então! Algum recado para o pessoal que vai assisti-lo no Nokia Trends?

Espero que vocês se divirtam muito e saiam felizes do show! Tenho certeza que eu farei o meu melhor!

Alisson Gøthz
Alisson Gøthz
www.twitter.com/alissongothzzzz
comentários
9 comentários
Raul Aguilera
Raul Aguilera(28.11.08)
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Megablast é a melhor (3)
Tim Simenon foi o meu primeiro DJ-Hero (até onde me lembro...). E o Into The Dragon fez uma revolução na minha cabeça em 1989. Respect!
Fabio Spavieri
Fabio Spavieri(27.11.08)
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uma pena ele ter ficado 14 anos sem lançar nada, pois depois de "into the dragon", queriamos mais.
numa coletânea de remixes da dupla kruder & dorfmeister tem uma versão bem legal de uma música dele.
Fabio Martins
Fabio Martins(27.11.08)
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Tenho EXATAMENTE a mesma história que a sua Ronald! Foi por causa de "Beat Dis" tocando numa propaganda na Globo de uma coletânea da Som Livre chamada, dããã..., "Acid House", que cheguei ao In To The Dragon e todo o universo da dance music - e também do EBM e industrial, pois a Stiletto lançou tudo isso aqui no Brasil. "Future Chaos" nãotem absolutamente NADA a ver c/ o som do primeiro disco, mas é um dos melhores discos de 2008, na minha opinião.
rafaelo
rafaelo(27.11.08)
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EMPRESTEI MEU INTO THE DRAGON E NÃO VI NEM MAIS A COR DELE
Ronald
Ronald(27.11.08)
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O Bomb the Bass foi uma das bandas que mais me influenciou e me fez se interessar pela cultura dj, sem contar que meu primeiro disco de vinyl foi o album "into the Dragon", que tenho e escuto ate hj. Respect