Produtor paulista é ótima aposta para a eletrônica nacional.
Depois de dois EPs pelo selo Benthic, de Portugal, o projeto paulistano Modern Process lança o seu primeiro álbum de inéditas,
Meeting of Good Souls. O disco virtual marca a nova etapa do ótimo selo brazuca
Conteúdo, que agora invade as grandes lojas digitais, deixando o seu catálogo gratuito somente para os futuros novos talentos que vai encabeçar. Pela casa dos mineiros Tee, Menorah e Duduart,
Max Underson foi uma boa descoberta em 2006, quando lançou o EP "A Step Each Time". Com a maturidade do álbum que acaba de sair e a forte distribuição online, não falta muito para Max passar de aposta do underground nacional à headline. Ainda mais na fase
pós-minimal, favorável ao techno melódico e poético que Max levanta a bandeira desde sempre.
O produtor experimenta suas músicas nas pistas por onde passa discotecando, tendo se apresentado constantemente na Mothership, noite do D-Edge que tem apostado em novos nomes da produção como o
Dada Attack, um exemplo bem-sucedido. No ultimo fim de semana, Max, que já batizou uma faixa de "Mothership", botou para rebolar a edição especial da festa em comemoração ao Dia Municipal da Música Eletrônica.
Quando o assunto é festa de deep techno com atração internacional, Max é convocado para representar o solo que o gringo aterisa, com sua pesquisa ímpar de melodias emotivas para dançar de braços levantados. Foi assim em diversas Circuitos entre outras, abrindo para Vince Watson e Joris Voorn, ganhou muitos elogios. O virginiano simpático da Vila Ema, hit no fórum do Rraurl, foi um dos primeiros brasileiros a acompanhar
o boom das netlabels internacionais.

Ao grande estilo dos produtores experientes, criou a alcunha Modern Process para diferenciar as suas novas produções do que já assinava como Max Underson. "Sempre achei interessante os artistas que usam codinomes e exploram diferentes estilos. Quando comecei a produzir, era um estilo de música 4x4 mais marcado, hoje minha música ainda segue um pouco disso, mas somado a alguns elementos de timbragem minimal, cliks, efeitos e melodia", conta ao Rraurl.
Por trabalhar com bastantes atmosferas viajandonas de synth-pads oníricos e progressões melódicas assobiáveis, ao mesmo tempo com kicks de techno e linhas de baixo funkeadas e minimalistas, em horas a sonoridade do álbum "Meeting of Good Souls" cai no neo-trance de Sven Vath, como na faixa "True Felt". "Não vejo problema em associar ao neo-trance, mas o álbum segue com outras variações entre faixas de techno, minimal, dub techno e ambient", cutuca o produtor.
O trance antigo e o deep techno caminharam juntos nos anos 1990, como nos selos do Sven Vath, Hathouse e Eye Q. Com o efeito recente da 'minimalização' tanto nas raves de trance, como nos cases de techno, a cena brasileira se mostra fértil para a expansão melódica de Max Underson. Confira abaixo as boas novas do seu Modern Process.
Abração pra vcs .
lembrando ... saiu uma matéria comigo na Dj Mag Brasil deste mês edic.09 na parte "4 Fantásticos" .
confiram !
Muito bom ein velho.
BOM TIME NÉ !
- Max Underson
- Dada Attack
- Kenzo Tominugue
- Lemes
- Augusto Merli
- Conrado Christhian
- Zunker
- Rafa MC
e mtos outros que estao por emergir ! :)