
Contar o número de bandas e artistas independentes que explodiram através do MySpace é tarefa árdua. O site, que apesar de perder em popularidade para o Facebook ainda é uma das maiores comunidades virtuais do mundo, sempre se vangloriou de apoiar a artistas emergentes e ser uma plataforma de lançamento para selos indie.
No entanto, o MySpace americano lançou oficialmente no final de setembro seu novo serviço, o
MySpace Music, que favorece muito mais os artistas de grandes gravadoras ao invés de se voltar aos artistas menos conhecidos.
O MySpace Music é uma parceria entre o site e quatro das maiores gravadoras do mundo: Sony BMG (SNE), Warner Music (WMG), Universal e EMI. O serviço oferece músicas gratuitas com anúncios e atinge seus mais de 120 milhões de membros.
CRÍTICASMas de acordo com Charles Caldas, CEO da Merlin, o grupo internacional que representa mais de 12 mil selos independentes, o MySpace está criando barreiras para incluir músicas destes selos menores nesta sua nova empreitada, dando mais espaço e atenção aos artistas das majors.
"E desapontador ver que o MySpace lançou o serviço sem contar com os selos menores que nós representamos," declarou Caldas à CNN, "Estamos falando sobre os mais importantes selos independentes do mundo e seus artistas. Isso me parece muito estranho. Aqui temos um serviço que cresceu às custas destes selos e artistas. Eles são os preferidos do público do site."
Já o MySpace explica que não está fazendo nada de errado: "Nós oferecemos uma parceria com a Merlin que dá oportunidades iguais aos selos e artistas representados por ela da mesma forma que fazemos com os outros, sejam eles de gravadoras indies ou não."
Outra organização preocupada com esse tratamento diferenciado por parte do site é a Koch Records, o maior selo independente americano, cujo CEO Bob Frank (que também trabalha na Merlin) declarou que não vai "baixar as calças e assinar com o MySpace Music enquanto não tiver garantias de tratamento igualitário."
Alguns representantes de selos indie também questionaram como seria fazer uma parceria com uma companhia que é controlada por seus maiores rivais, as grandes gravadoras. "É realmente um caminho arriscado," conclui Caldas.
Por outro lado, o MySpace Music não é totalmente contra artistas independentes, e assinou parceira com o The Orchard, companhia americana que representa e distribui mais de um milhão de faixas de artistas independentes.
NÃO AO MONOPÓLIOVale lembrar que o MySpace Music não é exatamente uma idéia nova, e outros sites que oferecem basicamente o mesmo serviço como o
Last.fm, o
Spiralfrog e o
Imeem já existem há alguns anos. Dentre estes, o Imeem tem o maior número de membros e a maior quantidade de faixas gratuítas de artistas mainstream.
Aqui em BH em um debate o representante do myspace Brasil tentava dizer que são independentes das majors, quando eu o questionei, que o myspace seria futuramente bancado, patrocinado e comandado pelas majors o que seria até natural...afinal é um negócio como qualquer outro no mundo que vivemos de aquisições, junções de empresas e etc. Emfim.....o mundo continua igual ao de sempre. Majors querendo continuar majors, e algusn "independentes" querendo ser "majors". Independentes sempre terão seu caminho definido. O público hoje na internet determina o que quer ouvir e assistir.
O lance é continuar mantendo player e hospedagem externas para a coisa funcionar. E mesmo deixando-o VAZIO, tem que encarar o playerzão ali ocupando metade do profile. Hunf.