Algumas definições sobre o termo rondam a Internet. Desvendamos para você.
17.07.08 15:50
O que é necessário pra criar uma cena? Algumas pessoas diriam produtores/bandas contemporâneas, vizinhas ou que produzam algo parecido para que alguém consiga relacioná-los e finalmente criar um movimento artístico. Mas mas como colocar artistas tão díspares quanto Crookers e Midnight Juggernauts dentro do mesmo selo blog house? Eles nem soam como house, quanto mais como blog...
O rótulo, que surgiu no final do primeiro semestre de 2007, ainda confunde. O Wikipedia, maior enciclopédia interativa online, achou o termo um tanto suspeito e depois de alguns meses de vida, o site matou a blog house. Vamos para as duas definições que estavam presentes lá:
BLOG HOUSE by Wikipedia
Pai de todos
"Blog House é um gênero de música eletrônica que foi criado após (ou pouco antes) do lançamento do EP do Justice Waters of Nazareth, em 2006, que deu ao gênero o seu som distinto. Utilizando batidas de house não tradicionais, linhas de baixo eletrônicos pesadas e incrívelmente sujas e samples distorcidos, Blog House é completamente oposto à típica e estéticamente limpo disco house francesa que fez Paris famosa em 1996. Esse novo som nascido na Europa se espalhou para fora do underground com ajuda de mp3s blogs influentes como Fluokids, Palms Out Sounds, Discobelle, e Big Stereo que competem entre si postando remixes e faixas exclusivas. (...)"
Se o Switch remixou, é blog house!
"Para outros, Blog House começou com a internet e a revolução musical onde entusiastas e DJs são capazes de baixar a mais as músicas do momento da house que saem da Europa. Muito, mas não toda a música se origina da Europa, incluíndo músicas das gravadoras Ed Banger, Institubes, Record Makers, Arcade Mode e Kitsuné. Nos blogs ingleses, House encontrou refúgio na Wall of Sound ou qualquer outra gravadora que o Switch já tenha feito um remix (!). Também é blog house os remixes e edits feitos por artistas como Mr. Oizo, Feadz, Kissy Sell Out, Van She Tech, Passions, Herve, Drop The Lime, Guns and Bombs, Vyle, Surkin, e Yuksek".
Dividida também em duas definições, está blog house no dicionário de gírias em inglês Urban Dictionary:
1. Uma gênero de dance music, influenciado pelo electro e a pela french house, feito com simples e belas linhas lo-fi sensíveis a pessoas de todo o mundo. O som da blog house ainda incluí melodias distorcidas, sons 8-bit, vocais recortados e estruturas pops. A democratização da produção musical e distribuição de tecnologias fez com que a criação e disseminação da blog house disponível para todos com um computador e o desejo de fazer música.
2. Dance music que se prolifera através de blogs.
Já o site inglês Current criou um vídeo tentando explicar para sua audiência o real significado do tão comentado gênero. "Blog House se refere à subcultura dos blogs de MP3 que postando remixes dos produtores do momento.", diz o vídeo abaixo
Humor na blog house Apesar de simples e bem feito, o vídeo foi escrachado pelos blogs Stereogum e pelo satírico Hipster Runoff (predileto do rraurl!), que basicamente defendem que o estilo é muito nebuloso ainda para tentar definí-lo. O HR ainda faz uma engraçada lista de artistas que podem (ou não) serem os representantes ideais do rótulo: "- Santogold/M.I.A./Kid Sister (Artistas negras podem ser consideradas blog-house? Ou elas só podem ser descritas como rappers?) - The Presets (não tenho certeza. talvez. provavelmente) - Van She (Yeah, eu acho que eles são blog house) - Lykki Li (talvez) - Robyn (ela deveria estar trabalhando no McDonalds. Ela não merece uma segunda chance) - PNAU (eles são blog house nessa era da carreira deles) - M83 (NÃO. Shoegazers não podem ser BLOG HOUSE. Só são fáceis de bloggar)"
Aqui na redação, usamos o termo para falar de artistas eletrônicos que nasceram (e provavelmente irão ficar para sempre) restritos a cena de blogs de MP3. A primeira vez que comentamos sobre o rótulo foi naquele especial de remixers brasileiros, que levou muitas pessoas a questionarem porque um produtor de minimal como o Gui Boratto e os maximais do Database estavam dentro da mesma cena, já que são, claramente, lados opostos de uma mesma moeda.
Pra mim é uma baita de uma frescura, necessidade doentia de TER QUE reinventar uma cena (me refiro a música eletrônica no geral) com termos bestas assim. No final das contas, na pista o povo dança pq gosta da música, não por causa de pertencer a algum estilo.
http://rraurl.uol.com.br/cena/4423/Switch
Preguiça desses termos intermináveis, na boa!
aghahahahahhahahahahgaghahahgahahahhahaa
http://rraurl.uol.com.br/shared/comments.php?secaoRel=2&id=5288&type=1