1ª Conferência Nacional GLBT
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1ª Conferência Nacional GLBT
Em formato inédito no mundo, evento quer garantir a cidadania de gays, lésbicas e afins
19.05.08 09:25
Em uma inciativa inédita no mundo, o Governo Federal convocou a organização da primeira Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT), a ser realizada de 05 a 08 de junho agora, em Brasília, Distrito Federal.

O evento foi idealizado por Decreto Presidencial em novembro de 2007, e o tema será "Direitos Humanos e Políticas Públicas: O caminho para garantir a cidadania de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT)". Além da elaboração de um Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos, a Conferência proporá políticas públicas, ponto mais importante dessa iniciativa.

Quem coordena a Conferência é a Subsecretaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), órgão com status de ministério ligado à Presidência da República.

LOBBY DA SOCIEDADE CIVIL
Nas últimas semanas foram finalizadas as últimas Conferências Estaduais, a definir os participantes, convidados e observadores do evento nacional. Apesar do envolvimento de integrantes do poder público, o evento nacional é fruto do trabalho e do advocacy de agentes da sociedade civil (movimentos gays, universidades, associações). Um exemplo é a ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), que agrega de maneira atuante 203 ONGs Brasil afora. A Conferência é ainda um desdobramento do Brasil sem Homofobia, documento de políticas públicas lançado em 2004.

Em termos políticos, a Conferência é uma ousada iniciativa do Governo Lula, que pretende ligar tal atitude com uma ênfase nos Direitos Humanos. Tanto é que a Conferência será realizada na data de comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O site da Conferência, apesar de incompleto, traz um bom clipping de notícias sobre políticas GLBT e outros assuntos, além de infos gerais.

Jade Augusto Gola
Jade Augusto Gola
Ilegal, imoral e engorda
comentários
8 comentários
Marina Lang
Marina Lang(21.05.08)
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putz, episódio lamentável, mas comum. só quem é gay sabe do que eu estou falando. aconteceu coisa semelhante com um casal de amigos meus - que são meus chefes, inclusive. um casal hetero os agrediu. a diferença é que eles foram procurar a polícia, que bateu neles também. mas não envolve só pancadaria. agressões psicológicas, verbais, assassinatos, etc.
Jade Augusto Gola
Oi Marina.

Catarina eu e amigos estávamos lá no Posto 9 (Ipanema), numa boa, um casal de amigos se pegando de leve.. Chegou uma galera pitbull (namoradas incluídas) e começou a berrar com todo mundo, ameaçar matar na porrada, xingando... Um susto bem infeliz.
Rodrigo
Rodrigo (20.05.08)
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é verdade, marina, fui dar uma olhada depois. a palavra tomou outro sentido no brasil, pois como a sociedade não participava, a atividade ficava restrita a uma galera meio da pesada. mas que ela ainda soa medonha, soa.
Marina Lang
Marina Lang(20.05.08)
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Olá Catarina, qual episódio? bj e obrigada.
Marina Lang
Marina Lang(20.05.08)
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Não pressupõe, Rodrigo. O lobby é essencial para todos, em uma sociedade democrática. É assim que se defendem interesses específicos: convencendo parlamentares a destinarem verbas para tal. O lance é que esses grupos espúrios, que defendem interesses bastante específicos e /ou sujos, se apropriou da palavra e, por conseqüência, colocou uma acepção muito negativa nela. Daí o fato de, agora, um trabalho positivo de convencimento chamar-se advocacy.