Projeto, de autoria de Carlos Apolinário (DEM), questiona excesso de propostas aos gays
Na noite da última quarta-feira (05/12), foi aprovado em primeira instância, na Câmara Municipal de São Paulo, o projeto de lei que cria o Dia do Orgulho Hetero na cidade. De autoria do vereador Carlos Apolinário (DEM), a lei ainda passará por uma segunda votação na Câmara e seguirá para sanção do prefeito, Gilberto Kassab (DEM). Se sancionada, o terceiro domingo de dezembro será decretado oficialmente o dia dos heterossexuais paulistanos.
O projeto passou em uma sessão em que foram aprovados outras 96 propostas, entre elas a lei que pune atos de homofobia, da vereadora Soninha (PPS), e a que cria a semana de prevenção a lesões medulares provocadas por mergulho em águas rasas, de Mara Gabrilli (PSDB). Segundo o próprio Apolinário, "houve um acordo para que cada vereador incluísse um projeto para ser votado, e tinha que ser o menos polêmico. É que alguns vereadores passam o ano todo sem aprovar nada".
Carlos Apolinário (DEM)

Segundo o político, a idéia de criar o Dia do Orgulho Hetero surgiu pois "na Câmara tem vereador que apresenta projeto para criação da semana do gay, da semana da lésbica, e isso não ajuda. O deputado Carlos Gianazzi, por exemplo, enviou uma proposta para que funcionários públicos gays pudessem colocar seus parceiros como dependentes. Por que não ampliar esse direito para todos e não restringir apenas aos homossexuais? Não sou homofóbico e não vou sair por aí com uma espingarda atrás de ninguém, só acho que se há um dia do gay, pode haver dia do heterossexual também".
Evangélico, Apolinários diz que aprendeu na igreja que "cada um tem livre arbítrio e faz o que quer. O rapaz que corta meu cabelo é gay e o maquiador que trabalhou comigo durante minha campanha para governador (Apolinário concorreu e perdeu para o tucano José Serra nas eleições de 2006) também era, e nunca tive nenhum problema com isso. Se meu filho fosse homossexual, eu nunca o expulsaria de casa por causa disso, mas continuaria o amando mesmo discordando da escolha dele".
Ainda não há previsão para a votação da segunda instância, que talvez só ocorra no ano que vem. "O projeto está tendo sua tramitação normal e ele não é minha proposta mais importante, então se aprovar só em 2008 está tudo bem".
hahahahaha
Pelo visto essas sessões andam cada vez mais produtivas...