Fala, Adriano!
O homem das batidas do CSS conta ao rraurl.com como foi o show no Planeta Terra, uma prova de fogo regada a coxinhas
Ele é o maestro da banda alternativa que já foi algoz da modernidade paulistana, culpa de uma banda inexperiente que se apresentou sem passagem de som num grande festival e incomodou alguns com um previsível show inconstante.
Três anos depois, Adriano Cintra é, ao lado de Lovefoxxx, a imagem do Cansei de Ser Sexy, uma das bandas brasileira de maior proeminência já vista no exterior. Electro rock fashion, dance punk de crianças oitentistas que voltou esse fim de semana para casa mostrando o samba que esses brasileiros agora andam tocando.
Bom gancho para parafrasear Madonna numa cena de Na Cama com Madonna, antes de um show em Detroit, sua terra natal: "Nunca é fácil voltar e tocar em casa, a gente acha que não, mas a vontade de mostrar que a gente deu certo é imensa". Talvez foi assim para o Cansei, mas tudo funcionou bem principalmente por um fator básico: tocar boa música, sem se levar a sério, como se percebe nas impressões que Adriano deu sobre o show ao rraurl.com.
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>>"Recebemos o convite pra tocar no Planeta Terra com muita cautela. Valia a pena tocar no Brasil? Vão pagar nosso cachê? Vão nos tratar decentemente ou como fomos tratados no TIM? Vamos ter passagem de som? Nosso agente nos mostrou o contrato, estava tudo do jeito com que estávamos acostumados. A data era perfeita, num fim de semana durante nossos ensaios e gravações para a tour de dezembro. Daí caiu a ficha: Brasil!
Coxinha, risole, água de côco, brigadeiro! Nosso rider do camarim foi feito na hora que fechamos o show e basicamente consistia de uma filial da padaria Barcelona (ou do Benjamim Abraão, que na verdade são do mesmo dono) no camarim. Chega de homus e queijo brie, viva a padaria!
Um dia antes do show fomos lá passar o som. Tudo perfeito, a única reclamação do nosso técnico foi com relação à quantidade de eco que acontecia naquele galpão, mas como reza a lenda, "quando encher vai ficar melhor". Bom, claro que não muito melhor, mas menos pior pelo menos. E será que ia encher? Com a Lilly Allen tocando praticamente na mesma hora que a gente eu achava que nosso show não ia ficar tão cheio assim. Mas enfim, contanto que nossos amigos e fãs estivessem lá já estava ótimo.
Chegamos lá no dia do show e corremos direto pro camarim pra checar nossos salgadinhos da Barcelona. Coxinha, risoles, brigadeiro de colher. Uma máquina de espresso (que o Tokyo Police Club ficou abusando), várias garrafas de saquê, carambola, morango, laranja. Estava tudo perfeito, bem organizado. Demos entrevistas pro Terra, que estava com uma equipe legal, Paulo Terron, Gastão, Kid Vinil. Nosso show começou extatamente na hora programada, algumas pessoas chegaram a reclamar que começou um minuto antes do previsto. E sempre que um show começa eu já sei se vai ser bom ou se vai ser uma bosta e logo no começo da primeira música eu vi que ia dar tudo certo. Na primeira fila nossos primeiros fãs: o Alemão, a Mari, o Rock Paulistano. Nossos amigos ali. A família da Lovefoxxx, no meio do povo. E o galpão lotado até o fim, até o fim MESMO, todo mundo dançando, com muita ENERGIA, como pedia a Love, num momento Xou da Xuxa. Aliás tínhamos combinado com o povo da Dazed and Confused (que estava aqui acompanhando nossas gravações) de irmos ao Xou da Xuxa no domingo, mas a ressaca não deixou."
Agora - o último parágrafo reforça o que o Álvaro Pereira já tinha falado lá atrás. E quer saber? Dane-se. Se a banda sabe trabalhlar com os veículos de comunicação (nacionais e inter) , ótimo. Quem sabe assim a referência de Brasil pro exterior deixa de ser a Bossa Nova.
parabéns, equiperraurldasilva!
a apresentação foi OK, mas pra mim não dá. questão de gosto, questão de estilo.