Cinco perguntas para The Field
Axel Willner revela que antes de assinar com a Kompakt, trabalhava com bebidas alcoólicas
31.10.07 13:40
O projeto The Field, do sueco Axel Willner, é um bom exemplo do tipo de música que tem saído das prensas da Kompakt ultimamente. Assim como o brasileiro Gui Boratto (outro membro do selo, para quem Axel remixou "Hera"), Willner produz techno minimalista e introspectivo, mas ainda assim cheio de melodia e envolto por uma sutil embalagem pop. Seu álbum de estréia, From Here We Go Sublime, saiu no começo do ano e lançou o sueco para uma série de apresentações em grandes festivais pelo mundo.
Em novembro, a rota do The Field passa pelo Brasi, onde ele fará uma pequena turnê. O primeiro show será ao lado do LCD Soundsystem, em São Paulo (Via Funchal, 13/11), e depois ele ainda passará por Campinas (Clube Kraft, 14/11), Florianópolis (Confraria das Artes, 15/11), Belo Horizonte (Roxy Club, 16/11) e Brasília (Marina Hall, 17/11). Enquanto Axel ele não aporta por aqui, o rraurl.com o convidou para responder as nossas cinco perguntas da semana.
Em São Paulo você vai se apresentar com o LCD Soundsystem e o seu som é bem diferente do deles. Como é tocar com bandas que tem uma sonoridade muito diferente da sua?
Espero que saia tudo bem. Eles têm um som dançante, então acho que vai dar tudo certo. Eu estive em turnê com o !!! recentemente e funcionou bem também.
É difícil ganhar o público fazendo um show apenas com um laptop?
Às vezes pode ser bem difícil, especialmente quando você está tocando em uma casa de shows ao invés de um clube. As pessoas tendem a ficar mais olhando que dançando e elas querem ver alguém ficar suado no palco e quebrar uma guitarra. Mas em clubes as pessoas só dançam e prestam atenção na música na maioria das vezes.
O que você fazia antes de assinar com a Kompakt e se tornar mundialmente conhecido?
Eu trabalhava em uma loja de bebidas controlada pelo governo sueco. Vendia vinho, cerveja e licor. Essa é minha paixão além da música: comida, bebida e o elo entre elas. Eu era um tipo de garçom que dava conselhos para os clientes sobre qual vinho ia para qual taça.
Como foi a experiência de remixar Gui Boratto?
Foi pura diversão. Eu gosto das coisas que ele faz, então foi bem empolgante rearranjar o trabalho dele.
Quais são seus artistas emergentes favoritos na Suécia?
Eu gosto de Andreas Tilliander e sempre gostei. Mas os novos trabalhos que estão saindo pelo selo dele são realmente bons. Algo meio acid e dub.