Cinco perguntas para Terry Mitchell
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Cinco perguntas para Terry Mitchell
DJ e produtor inglês está lançando sua própria loja de música digital
03.08.07 13:30
Figura antiga da cena inglesa, Terry Mitchell começou a se envolver com música eletrônica no final da década de oitenta, quando ainda tocava electro e hip-hop em festas londrinas. Desde então, lançou pelos principais selos da praça, fundou o Dark House Music – plataforma de gente como Marco Bailey, Scan X, DJ Rush, Ben Sims – e há sete anos, primeira vez que veio para cá, começou uma relação duradoura com o Brasil. Terry foi o responsável por projetar Phillip Braunstein no mercado estrangeiro e desde então não arredou mais o pé daqui.

O DJ e produtor está lançando uma nova loja de venda de música online, a Electric Underground. O site terá lançamento oficial nesse sábado (4/8), na festa Discology vs Quebrada, no clube paulistano Vegas. Além de Terry Mitchell, tocam na festa os DJs Periférico, Ana Flávia, Gláucia++ e Claudia Assef.

O rraurl.com trocou alguns e-mails com Mitchell, que falou sobre a queda nas vendas de vinis, as pretensões com a loja e sua relação com o Brasil.

Por que você decidiu começar uma loja de música digital?

A razão principal foi que nós estávamos cansados de pagar para licenciar músicas e fabricar vinil só para os distribuidores irem à falência sem nos pagar. Nós tivemos quatro distribuidores em quatro anos que fecharam as portas sem aviso, nos devendo dinheiro. Isso ocorreu, obviamente, por causa do declínio mundial do mercado de formatos físicos e, por mais que amemos o som e a sensação do vinil acima de tudo, estava se tornando claro que o formato digital era a única forma de continuar. Por mais que nos odiássemos por isso.

Como você escolhe as músicas que vão para a loja? O que entra e o que você não quer lá?

Certo, é verdade – estamos tentando ser bem seletivos em relação ao material que vai para o site. Não é só por elitismo ou purismo, mas não queremos nos tornar outro Beatport, com 50 mil novas faixas toda semana. Temos um trio de DJs experientes e de cabeça aberta para ajudar a filtrar qualquer coisa que acharmos que seja a mesma coisa de sempre ou coisas totalmente comerciais. Estamos refinando o processo o tempo todo. Com o advento do formato digital, há muita música disponível por aí e sentimos que era necessário um filtro para isso.

Como estão seus selos? Ainda está prensando vinil?

Foi muito triste o dia em que tomei a decisão de ficar somente no modelo digital. Talvez prensemos algumas compilações limitadas das faixas mais vendidas do site, mas afora isso, nada de vinil.

Você tem vindo bastante para o Brasil, quais são as suas coisas preferidas aqui além das pessoas e das festas?

Wow, boa pergunta. Há muitas coisas nessa lista... Sentar em uma lanchonete na Bela Vista e beber cerveja gelada, assistindo o mundo passar, ver o sol nascer da minha sacada nos Jardins, o fato de ser praticamente impossível planejar qualquer coisa aqui – é tudo tão espontâneo e impossível com vocês!

Obviamente tem as praias, o clima, o cenário – eu sei que não vi nada do Brasil nos sete anos que eu tenho vindo para cá e não vejo a hora de explorar o resto. Mas eu acho que a coisa mais importante para mim é a energia vibrante que corre por esse país. É o sentimento do lugar e a maneira que me faz sentir!

Há alguma colaboração com DJs ou produtores brasileiros em vista?

Ah! Cara, eu não tenho tido tempo para trabalhar em nada (nem nas minhas próprias músicas) a não ser nesse website desde que cheguei aqui. Ele está literalmente sendo construído do nada por mim, sozinho (no aspecto técnico) e quando comecei eu não sabia nada sobre construir sites.

Eu falei com Philip Braunstein sobre nos juntarmos no estúdio na primeira oportunidade que eu tivesse mas no momento a situação é essa, eu tenho muitos projetos incompletos que tenho que terminar. Talvez no futuro, quando as coisas acalmarem um pouco para mim.

Joaquim Lefévre
Joaquim Lefévre
comentários
3 comentários
Samuca
Samuca(05.08.07)
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Bom o site, boa seleção, mas acho que precisa ter o download em formato wave... essencial eu diria...
Gustavo Ballesté
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O site na versão inglês já está no ar e é impressionante a seleção de músicas apresentada. Parabéns! Uma nova fonte refinada p/ nós.
Bruno Guerra
Bruno Guerra(03.08.07)
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Vai ser muito interessante ter um site como o Electric Underground. Estou ansioso para ver os tracks com os quais eles vão trabalhar.