SB 2007 - Addictive TV lidera movimento dos VJs
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SB 2007 - Addictive TV lidera movimento dos VJs
Impedido de se apresentar ano passado no Motomix, coletivo inglês diz que será como primeira vez no Brasil
04.05.07 15:50
Considerados os melhores VJs do mundo pela revista inglesa Mixmag, este coletivo multimídia inglês se apresenta tanto em baladas com em teatros. Além disso, já produziram programas para a TV inglesa e já estão se acostumando a tratar com os grandes estúdios de Hollywood. Recentemente, remixaram o filme Cidade de Deus.

Usando os famosos DVJ-1000s, da Pioneer, aparelhos que tocam DVDs como vinil e cujo desenvolvimento a dupla teve participação, eles fazem mash-ups intensos de sons e imagens e se apresentam por todo o mundo. Chegaram a ser escalados para o Motomix ano passado, em São Paulo, mas não puderam se apresentar por problemas de organização do festival.

O Addictive TV se apresenta no Live Stage sexta e sábado (4 e 5/5) no mesmo horário (23h30 a 00:30)

Quais as expectaitvas para a apresentacao no Brasil?

Esperamos que o prefeito não venha acabar com a música (risos). Foi um pouco frustrante da outra vez que estivemos em Sao Paulo. Era nossa primeira vez no Brasil e tocamos por menos de meia hora. Lembro de estar no aeroporto antes de voltar para a Inglaterra, pensando que aquela tinha sido uma das piores experiências da nossa vida.

A organização do evento estava sempre em cima, dizendo: "precisamos de voces em duas horas". Esperávamos por duas horas e depois eles diziam: "houve uma mudança no programa e precisaremos de vocês daqui a duas horas". Por isso não podíamos nos distanciar muito do hotel. Em cinco dias de estadia, não conhecemos quase nada da cidade. Por isso, esperamos que dessa vez seja diferente. Será como tocar pela primeira vez a um público novo.

Como é editar ao vivo? Voces ensaiam ou preferem improvisar no momento?

Ambos, improvisamos e ensaiamos. Assim como uma banda, precisamos ajeitar cada parte da performance. Ensaiamos por quase um mês antes da primeira performance do "Eye of the Pilot". Obviamente, cada apresentação é diferente, mas ao mesmo tempo tem alguns trechos que precisam entrar onde foram programados.

Como você vê o surgimento cada vez maior de artistas que trabalham com a exibição ao vivo de conteúdo audiovisual?

Nos últimos três anos, houve um aumento impressionante no número de VJs. Tem muita gente querendo virar VJ, o que é bom, assim como há muitos DJs que estão se transformando em artistas audiovisuais.

A cena inteira pode ser considerada um movimento, talvez o primeiro movimento do seculo XXI, mas como não é facilmente definivel em palavras, as pessoas pensam que aquilo que os VJs estao fazendo nos clubes é o mesmo tipo de coisa que Peter Greenaway esta fazendo no cinema. Acredito que estão debaixo do mesmo teto, mas é muito diferente. Ainda não está enquadrada em conceitos, é bastante amorfa e está em constante transformação. É por isso que fazemos um festival como o Optronica em Londres. Tentamos aglutinar artistas audiovisuais que se apresentam em clubes com cineastas do porte de Peter. Cada um desenvolve um tipo de linguagem, mas podemos dizer que estão todos debaixo do teto da musica visiva.

Dos novos artistas que surgiram nos ultimos anos, quais voce admira?

Tem um grupo espanhol chamado OAU que é muito bom. Trabalharam em cima de um filme do Monthy Python, mantiveram o humor, mas deram uma nova cara ao filme. Photon Shepherds e Jazz Machine tambem são bons. Eles fazem drum'n'bass muito cheio de visuais, com uma sincronização absurda entre imagens e sons.

Como vocês lidam com os direitos autorais dos filmes que remixam?

Conseguimos autorizacao para alguns, e para outros não. Tem material que nos pediram para remixar, mas usamos muitos bootlegs sem autorização, o que não é muito diferente de um DJ que junta duas canções diversas. Já tivemos alguns problemas com isso, o que fazemos aí é deixar de exibir aquele material.

Quais são os novos projetos em que estão envolvidos?

Ainda precisamos terminar o remix de uma animação japonesa, Tekkon Kinkreet, e fomos chamados para fazer uma instalação itinerante em alta resolução sobre danças típicas do Himalaia. Estivemos envolvidos na concepção deste projeto por cinco anos e dentro de um mês partimos para gravar no Butão. Será uma bela experiência.

Felipe Frozza
Felipe Frozza
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