Capas de disco da época do Haçienda são lançadas em livro
Capa do livro pela Chronicle Books
faça login para votar!
Enviar esse texto
login para votar!
Enviar esse texto
social bookmarks
Digg
Mugg
del.icio.us
Capas de disco da época do Haçienda são lançadas em livro
Compilado com material da Factory Records começa a ser vendido.
05.03.07 20:00
Pela editora Chronicle Books, foi lançado o livro Factory Records: The Complete Graphic Album. Uma publicação de 224 páginas reunidas pelo designer australiano Matthew Robertson com todas as capas de disco criadas para a gravadora Factory Records, onde o genial Peter Saville comandava o design. Além disso, o livro traz as artes de todos os flyers e posters que circularam no clube Haçienda, onde artistas do selo, como New Order e Happy Mondays, apresentavam-se com frequência.

Matthew Robertson vive na Inglaterra e foi um colecionador voraz do material que a Factory Records produziu sob o comando de Saville. Entre as muitas obra-primas estão as capas do single "Love Will Tears Apart" e do álbum Closer, o segundo feito em estúdio pelo Joy Division, que usava a imagem duma escultura do sepultamento de Cristo. O lançamento do álbum atrasou e coincidiu morbidamente com o suicídio do vocalista Ian Curtis.
Closer (1980)
Closer (1980)

Além dessas, ele também criou a capa da primeira edição de "Blue Monday", do New Order. Ela reproduzia (em tamanho de disco) um daqueles antigos disquetes, pretos e molinhos, e não trazia nenhuma informação sobre banda ou música (algo comum nos discos da Factory). Entre os trabalhos fora da Factory, Saville criou para a banda Suede a capa do disco Coming Up, de 1996. Hoje, ele comanda o próprio estúdio e realiza trabalhos para clientes tão diferentes quanto a EMI e o ateliê Givenchy.

Desaparecimento dos encartes?

O lançamento dessa coleção esquenta a discussão sobre o fim das capas de disco. Com a popularização da compra de faixas pela internet, as capas estão sumindo de circulação. Será possível que as artes para discos estejam com os dias contados? Cada vez mais raras, elas chamam atenção quando aparecem nas prateleiras.
Blue Monday (1983)
Blue Monday (1983)

Caso da imagem que apresenta o CD Art, Plugs and Soul, do DJ Mau Mau, desenhada por ele mesmo. Ou do recente lançamento internacional Chromophobia, do produtor Gui Boratto, desenhada pelo diretor de arte Felipe Caetano. "Demorou cerca de um mês. Gosto de parar, esquecer o trabalho e depois rever tudo com outros olhos. A princípio conversei com o Gui sobre algo monocromático, mas achei mais interessante ir para o lado oposto, numa linha maximalista e com muitas cores."
Chromophobia (2007)
Chromophobia (2007)

No Brasil, Egeu Laus levantou a origem das primeiras capas de LP produzidas no país. A história remonta a década de 50 e tornou-se um ensaio minucioso que pode ser publicado em livro no começo de 2008. Como a célebre capa para o primeiro disco do Velvet Underground, Velvet Underground & Nico, criada por Andy Warhol, imortalizada naquela banana amarela, há dezenas de outras fotografias e ilustrações famosas no outro lado do oceano Atlêntico. O livro de Matthew Robertson, pelo site da editora Chronicle, pode ser comprado por 35 dólares na versão simples ou 60 dólares na versão com capa dura.

Danilo Poveza
Danilo Poveza
comentários
4 comentários
bush
bush(06.03.07)
0AprovadoQueima
No caso de mídias digitais, pra ver a arte gráficas dos discos virão acompanhadas as "urls" para se acessar e ver...
Mundo doido...
Jade
Jade(06.03.07)
0AprovadoQueima
a capa do gui boratto é um pout-porri da síntese "aditiva" (ou subtrativa) do padrão RGB de cores. simples e eficaz
muka
muka(06.03.07)
0AprovadoQueima
Ah, como um bom rapaz retrô, defenderei sempre as capas artísticas de discos e os gênios por trás de toda obra: Peter Saville e Andy Warhol já estão cravados na história da música. Mesmo que as "tendências" indiquem a desvalorização das capas artístiscas, ainda acho que é possível fazer sucesso no meio, a começar pela capa do álbum "Welcome To The Monkey House", dos Dandy Warhols, que fez uma síntese da capa do "Velvet Underground & Nico" com o "Sticky Fingers", dos Rolling Stones. Isso demonstra que quando se tem criatividade ainda é possível produzir para um público seleto, resta saber se os artistas estão dispostos a isso. Credo, escrevi demais! >_
ana flavia
ana flavia(06.03.07)
0AprovadoQueima
UAU!
Saaaaaaaabe.