Procura-se promoter!
faça login para votar!
Enviar esse texto
login para votar!
Enviar esse texto
social bookmarks
Digg
Mugg
del.icio.us
Procura-se promoter!
26.03.03 01:45
É divulgador, decorador de festa, doorgirl/doorman, produtores, divulgador de gravadora, label manager, jornalista, programadores e dj de rádio...

Isso poderia ser anúncio de jornal, mas na verdade trata-se de um estímulo à todas as pessoas talentosas que querem participar de alguma forma na "cena eletrônica" (eita termo desgastado) e não sabem onde começar. E imagino que tudo isso não se aplica só à Curitiba - que é um lugar carente de todos esses profissionais – ou ao sul, mas em âmbito nacional mesmo.

O fato é, como tudo que acontece em cenas menos recentes ou mais desenvolvidas que a cena eletrônica brasileira, é preciso gente séria para poder estabelecer e profissionalizar tudo o que acontece e gira em torno da música eletrônica, que por sinal já se tornou pop no mundo inteiro.
E queira-se ou não, existe uma indústria em torno da mesma, como existe em outros estilos musicais. Rock, reggae, heavy metal, rap, clássico, rhythm & blues e até no punk eu diria, têm muito mais em comum do que se pode imaginar: todos requerem pessoas engajadas que saibam como manter a roda girando em suas respectivas áreas, seja descobrindo novos talentos, apresentando e divulgando os mesmos ao mundo e dando o devido valor que qualquer profissional gosta de receber.

Quer exemplos? Gilberto Mendes, freqüentador de clubes, emprego careta durante o dia, há 3 anos começou a fazer décor de festas e raves em Curitiba. Muito trabalho, pesquisa e criação fez com que hoje ele tenha a Perverts Visuals. Dá uma olhada no site (http://www.perverts.cm.br) e entenda o que talento e senso de oportunidade podem fazer. No momento está saindo do forno o site Ravenet (http://www.ravenet.com.br) onde um pequeno grupo de amigos resolveu criar uma rádio para divulgar DJs e sons eletrônicos. Precisa dizer mais alguma coisa? Então se joga!


"Mamãe, quero ser capa da DJ World"

Sempre que perguntam como me tornei DJ ou como se faz pra "chegar lá", eu respondo da mesma forma: "não foi algo que planejei, aconteceu". Na verdade, curiosidade e o gosto pelos sons ajudam muito quando se quer trabalhar com música.

Na década de 70 não existia nem sombra de cultura eletrônica e foi quando nessa época que ouvi e me apaixonei pelos sons do Kraftwerk. Os 80 foram uma miscelânea de estilos e influências, mas jamais pensei naqueles anos que estaríamos onde estamos hoje. Isso se tornou sonho e ambição no começo da década de 90, que foi quando desembarcaram os primeiros sons da house music por estas bandas via danceterias nas matinês de domingo Brasil afora que todos freqüentávamos pelo prazer de ouvir em altos e bons decibéis as novidades que vinham da Europa e Estados Unidos.

E isso se aplicou a muitos DJs de minha geração que hoje se destacam em nível nacional e até internacional. Claro que seriedade, talento, profissionalismo, originalidade no que faz e até um pouco de ambição e sorte são quesitos necessários em qualquer carreira profissional bem-sucedida.

Você gosta de hip hop ? Vá tocar hip hop. Gosta de banghra house? Toque banghra house. Entrar de cabeça no tipo de som que "tá todo mundo tocando" e com o qual não se tem afinidade só vai causar frustração mais à frente. Uma hora passa a onda do momento e ficar mudando de estilo só vai fazer você, aspirante a DJ, ficar com fama de oportunista.

Fica aquela frase do Carl Cox falando a respeito da carreira de DJs: "...è como a carreira de modelo: muitos querem e se candidatam a trilhar a carreira, mas chegar no topo é para poucos".

Raul Aguilera
Raul Aguilera
www.twitter.com/raulaguilera
comentários