Sai o minimal, entra a house?
Estão dizendo que 2007 vai ser "o ano da house music". Resolvemos investigar melhor.
30.01.07 19:50
Ao que parece, a mais forte candidata a próxima grande tendência da música eletrônica é a house. Publicações especializadas e vários DJs alardearam durante todo o ano passado uma saturação minimalista, apostando em um retorno triunfal da house HOUSE em 2007.
É o velho ciclo se repetindo: cada estilo musical dentro da eletrônica nasce, evolui, recebe influências de outros gêneros, e antes mesmo de cair no ostracismo já é alvo de releituras que novamente o colocam em destaque. Foi assim com o electro, que hoje já é pop através da estourada electro-house, e com o techno, que se reciclou e através da abordagem minimalista reentrou de mansinho nos clubes e festivais.
Mas como a regra é não ficar parado, o minimal está com seu posto ameaçado. Tiga, em entrevista à Rolling Stone argentina em sua passagem pelo país vizinho no final de 2006, declarou que "Nos últimos três anos a música minimalista ficou popular demais. A reação é: pare, não somos andróides, não temos que ficar o dia inteiro escutando clic clic clic...Que tal viajarmos um pouco? Agora há uma espécie de feeling raver nas mixagens, um som sujo e forte aonde predominam linhas de baixo gordas."
O também canadense John Acquaviva declarou recentemente ao site australiano Resident Advisor: "Frequentemente toco uma ou outra faixa minimalista, mas não poderia tocar um set inteiro do estilo. Iria perder a paciência".
ABAIXO A MONOCULTURA
Dudu Marote, um dos membros do Jamanta Crew e que lança faixas como Prztz, celebra a mudança de ventos: "Torço para que seja uma nova onda de house sim. Odeio a 'monocultura', acho o mais bacana na música eletrônica esse vai e vem, essa diversidade. Mas acho que a house pode aprender com as inovações introduzidas pelo minimal."
Em maio de 2006 a MixMag festejava em uma nota curta os artistas do "new rave" francês Justice e Digitalism, que "Graças a Deus" estavam então "indo em direção contrária ao minimal". Larry Tee, "inventor" do electro-clash, por exemplo, declarou-se um fã de new rave e aproveitou para chamar o que estava tocando de "maximal", segundo ele, uma reação contra a repetitividade de muitos sets
Para Raul Aguilera, DJ veterano de Curitiba, "o que dá para perceber é que estão tentando resgatar o clima do começo dos anos 90. E, se a house for seguir a tendência de rever essa época, então estou bem curioso pra saber quem vai ser o Deee-Lite, a Robin S e a Crystal Waters de hoje (new garage, será?)."
COISAS NOVAS E ESTRANHAS
Já a edição de dezembro da Mixmag escancarava com uma matéria de mais de seis páginas destacando que a house nunca esteve fazendo tantas coisas "estranhas e novas". Uma das tendências nesta categoria seria o que vem sendo chamado de "fidget house" (ou "house inquieta"), cheia de grooves pontiagudos e nada suaves de produtores como Switch (que também grava como Solid Groove), Trevor Loveys, Herve e Jessé Rose (que acaba de mixar a última coletânea da Get Physical, Body Language 3).
Já a DJ Mag dois meses antes havia destacado que a house music estava conquistando os guetos londrinos com seu espírito despretensioso e animado. Com a violência estigmatizando noites dedicadas a grime, UK garage e R&B, vários clubes estavam mudando seu som e tocando cada vez mais soulful e funky house (ver matéria de Tetê Tavares em link abaixo).
No Brasil, DJs de vários cantos do país parecem concordar com o fato de que a house music terá bastante espaço em 2007, talvez como uma resposta à estagnação do minimal, mas não como sua substituta. Aninha, DJ que toca principalmente no eixo Balneário Camboriú-Curitiba e tem residência no Warung, "é a ordem natural das coisas. Qualquer movimento trabalhado em excesso vira maçante."
Sidney Gomes, um dos DJs mais respeitados do gênero em São Paulo, também adverte para o constante risco da homogenização: "O que se observou foi uma overdose de produções com essência minimalista e/ou oitentista, apoiados por DJs que simplesmente abriram mão dos elementos deep e funky de outrora. Hoje presenciamos uma incidência maior de elementos orgânicos na house porque ao longo desses últimos três anos todo mundo passou a tocar minimal e/ou electro-house."
Para Sidney, porém, repetir o mesmo erro modista seria se todo mundo "trocasse" de som outra vez em 2007. "Que não toquemos só isso, fique claro! Tem que somar, não substituir."
Mais o que estraga é o que muitod disseram e irão dizer, o som do momento, o que está pra vir e o que está para ir, temos que fazer a House Music Ficar viva e forte, criar muitas vertenes acaba enojando o movimento, é muito estilo que muita gente não sabe diversificar. Tem muita gente que fala que curte e-music, aí vc pergunta que estilo a pessa mais gosta.. "gosto de psy".. quado vai ver o cara ta ouvindo House pensando q é psy.
Na minha opinião e q esses produtores parem de rotular, de criar novas vertentes na house music, mais nos outros estilos tmb
Quem gosta de música de verdade ouve de tudo e absorve só o que é bom para si.
FALOU TUDO!!! T U D O ! ! !
JÁ PERCEBERAM QUE NOS SETS FAVORITOS É SEMPRE A MESMA PANELINHA?
AINDA QUE OS SETS SEJAM UMA MERDA E TENHAM OUTROS SETS ANIMAIS DOS SIMPLES MORTAIS NO AR, SÓ SAI A PANELINHA, TODOS PRATICAMENTE DAS CHAMADAS AGÊNCIAS DE "ELITE" OU AMIGUINHOS DOS CABEÇAS DO RRAURL.
POR ISSO PAGUEI UM PAU PRA MARA BRUISER. BOTOU A BOCA NO MUNDO, CRITICOU AS CHAMADAS AGÊNCIAS "ELITE" E MONTOU A SUA PRÓPRIA AGÊNCIA.
BROU, PAGUEI UM PAU PRA VC TB!!!!! SAAAAAAAAAAAAAAAAAABE DAS COISAS!!!!!!!!!!!