Uma nação pirata
Sealand, o paraíso da pirataria digital
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Uma nação pirata
Para livrar-se das batalhas judiciais, The Pirate Bay quer ter seu próprio país
16.01.07 15:30
Quem pensou que era uma ousadia quando o The Pirate Bay fundou um partido político não sabia nada sobre o que o maior site de pirataria do mundo seria capaz de fazer. Depois de enfrentar a MPAA (sigla para Motion Pictures Association of Americas) e a justiça, disputar as eleições suecas e promover a organização política anti-copyright ao redor do mundo, o TPB agora quer ter seu próprio país.

O site está promovendo uma campanha de doação para comprar o principado de Sealand, na verdade uma base naval britânica situada a dez quilômetros da Inglaterra. A idéia é que os doadores sejam os cidadãos do novo país e muitos deles já estão empenhados em discutir as propostas para sua fundação em um fórum e um verbete no Wikipédia criados exclusivamente para isso. O site buysealand.com, principal cartão de visitas da campanha, já arrecadou mais de US$ 15 mil e anuncia o início das negociações com os atuais donos da "ilha", mas está longe da quantia pedida por eles: algo em torno de 2 bilhões de dólares.

Entre as propostas já divulgadas para a nação pirata está a destruição do copyright e da propriedade intelectual e, claro, a hospedagem do maior tracker de Bit Torrent do mundo. A história de Sealand dá mais glamour à criação deste oásis da pirataria digital já que seu território já serviu de de base para rádios piratas e paraíso fiscal.

A base conhecida como Sealand foi ocupada no final da década de 60 pelo ex-major e operador de rádio Roy Bates, autoproclamado Price Roy. Em 1968, a marinha britânica decidiu expulsar Bates e sua família de lá mas foi impedida pela justiça que declarou que a base situava-se fora do território britânico. Desde então foi fundada uma micro-nação, que hoje tem moeda, bandeira, hino e passaportes próprios. Sua soberania, entretanto, não é reconhecida por nenhum país no mundo.

Tetê Tavares
Tetê Tavares
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