Cinco Perguntas para John Acquaviva
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Cinco Perguntas para John Acquaviva
Parceiro das antigas de Richie Hawtin, ele também é um dos fundadores do Beatport
21.12.06 18:20
John Acquaviva é um DJ canadense que já dobrou a esquina várias vezes. Na balada desde os tempos da disco, ele ganhou sua primeira residência em 1982. No final dos anos 80, ele fundou o selo Plus 8 com Richie Hawtin. Depois montou um selo próprio, Definitive, que lança modalidades de house e electro até hoje. Hoje, está totalmente devotado ao electro-house com uma residência semanal na Privilege, em Ibiza, fazendo a noite Acquaholic,

Na virada do milênio, ele abraçou o Final Scratch, que usa até hoje. Acquaviva teve uma mãozinha em outra novidade que revolucionou a vida dos DJs: o site de venda de música digital Beatport, do qual é sócio-fundador. "Acho que todo mundo devia ter a chance de conseguir música e tocar e companhias como a Beatport ajudam os DJs em países do leste europeu, Ásia e América do Sul", disse ele.

John Acquaviva vem para o final do ano no Brasil para tocar na festa Geribá-Inn, em Búzios, no réveillon. Um dia antes, toca em Ubatuba, na festa Tribo.

Você está trabalhando de novo com Luetzenkirchen [comentado produtor de electro-house]. O que estão aprontando?

Nada que preste (risos). Na verdade, estamos trabalhando no nosso novo EP. A coisa mais engraçada é que só tivemos um dia e meio porque ele tinha que se organizar para vir para o Brasil [Luetzenkirchen toca em cinco lugares no Brasil por agora, incluindo o festival Universo Paralello]! Todo mundo está vindo e eu mal posso esperar.

Electro-house está por toda parte agora. Você vê uma reação contra esse estilo aparecendo logo?

Não, esse som e sua vibe são tão renovadoras como qualquer coisa que já tivemos. Na real, para mim é a coisa que mais me empolga desde a acid house... é música de diversão.

O problema é igual ao da house e da acid house... é que "não é todo mundo que entende house music", e isso também vale para o electro. Muitas pessoas estão fazendo... mas usem os ouvidos pessoal... e você poderá discernir o bom do ruim.

Seu site diz que você já passou das 5 mil apresentações! Você ainda toca muito na área de onde veio, em Londres, Canadá? Como é a cena lá?

Não toco muito por lá. É uma cidade pequena e muito séria quando o assunto é música. Mas preciso descansar quando estou em casa. Ainda moro lá já que serve como base para nossa família. Caso contrário, eu estaria morando em algum lugar do Mediterrâneo... que, para mim, é o centro mundial dos clubes.

No começo você e Richie Hawtin tinham um forte elo com a cena de Detroit. Qual é sua relação com a cena de lá hoje?

É sempre boa. Tentamos apóia-la sempre, da melhora maneira possível. O festival que acontece todo ano [atualmente chamado de Movement: Detroit's Electronic Music Festival] em maio é a única coisa grande e todo mundo faz questão de tocar. Mas em termos de clubes não tem muita coisa rolando.

Para um workaholic como você qual o cenário ideal de férias?

Minha idéia de férias é não viajar para lugar nenhum. Antes do réveillon eu vou ter nove dias com a minha família para passar o Natal. Isso é férias para mim.

Camilo Rocha
Camilo Rocha
Putz! Putz!
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