O (quase) fim do Deep Dish
Dubfire e Sharam não decretam o fim da dupla, mas o foco para 2007 são suas carreiras individuais
06.12.06 15:45
Os prognósticos mais concretos para 2007 começam a tomar forma no mundo da música, e um deles é a investida de Sharam e Dubfire, a dupla persa-americana do Deep Dish, em suas respectivas carreiras solo.
Mesmo após a boa repercurssão e a extensa tour de George is On (2005), segundo álbum do duo, Dubfire e principalmente Sharam aumentaram o número de gigs em que tocavam separados.
A boataria ganhou força na WMC desse ano, quando Sharam apareceu com um remix para o clássico-trash "Party All the Time", de Eddie Murphy (!). Foi justamente pelos remixes que o Deep Dish (juntos) conseguiu respeito: Madonna, Janet Jackson, Paula Abdul, EBTG e Michael Jackson foram alguns dos cometas que passaram pelas mãos da dupla.
Em recente entrevista ao site Resident Advisor, Sharam desabafou: "nós estamos juntos há um longo tempo, sempre olhando para a frente. Mas ficamos de saco cheio de fazer a mesma coisa. Sempre fomos DJs e produtores separados que apenas colaboraram entre si por todos esses anos", disse.
Apesar dos rumos, o Deep Dish não acaba oficialmente. Não há sinal de "crise" no site e nas informações oficiais da dupla. Os sinais estão nos planos recentes e para 2007: Dubfire fará turnê pela Ásia enquanto Sharam toca nos EUA. A confusão é imensa no MySpace, onde a página oficial do Deep Dish (myspace.com/deepdish) anuncia datas da dupla na mesma época em que Dub estará na China. Será provavelmente um live PA "solo" de Sharam.
No começo do ano ambos lançam compilações pela Global Underground, Dubfire (myspace.com/djdubfire) remixou Nic Fanciulli recentemente e em breve lança um single. Sharam (myspace.com/sharamdish) entrará em tour, sozinho também. Nada sobre o Deep Dish, que deve ficar na geladeira e provavelmente voltar em algum momento. Igualzinho como Beyoncé faz com o seu Destiny's Child.
HISTÓRICO
Formada na década passada, a dupla estourou com o álbum Junk Science (1998), misto de progressivo com deep house. Lançaram o ótimo selo Yoshitoshi e se tornaram fenômeno do fim dos anos 90 chegando à Billboard e ao Grammy. George is On saiu recentemente com um viés explicitamente mais pop, inclusive com uma versão para "Dreams", do Fleetwood Mac.