DJs brazucas vão muito além do circuito europeu tradicional
Tahira na Estônia
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DJs brazucas vão muito além do circuito europeu tradicional
Com lugar garantido nos maiores clubes e festivais do mundo, artistas nacionais arriscam-se em novos mercados como a China e países do leste europeu
17.11.06 18:40
O Brasil já faz parte do circuito internacional de música eletrônica. Temos clubes incluídos na lista dos melhores do planeta, grandes festivais e uma programação de dar inveja a muitos países europeus. Melhor ainda, nossos artistas não ficam nem um pouco atrás dos grandes nomes que aportam por aqui toda semana e são destaque nos maiores clubes e festivais do mundo. Mas isso todo mundo já sabe.

A novidade é que vários brazucas estão mostrando seu talento para além do circuito tradicional europeu e conquistando terras distantes no leste da Europa e na Ásia. Exemplo disso é o DJ Tahira, que depois de tocar na Ucrânia em agosto voltou este mês para duas apresentações na Estônia, e a djéia Kammy que acaba de voltar de uma turnê que passou pela Eslováquia e Eslovênia, além da terra do dragão.

A Estônia foi a primeira parada de uma turnê que ainda tem muito pela frente. Apesar da correria, Tahira tirou um tempinho para conversar com o rraurl: "A Estônia é um país louco. Como acabou de entrar para a Comunidade Européia, é moderno e antigo ao mesmo tempo. Techno e house é o mainstream, mas o jazz é forte também". O que poderia ser uma brecha para apresentar seu som, que passa por hip hop, house, broken beats, soul e samba jazz. "Mas eu não sabia se o público gostava ou não de música brasileira, então fiquei preocupado em tocar. Mas quando toquei a pista enloqueceu, foi foda", ele conta.

Kammy aka K-mila passou três meses viajando, "o que foi bom para desenvolver sets diferentes, já que cada lugar tinha sua característica", ela conta. "Na China pude fazer um set mais variado, passando por várias vertentes como acid house, electro, até chegar no techno. Acho que se começasse com techno eles iriam estranhar, mas é bacana porque é um tipo de set que eu não tenho tanta oportunidade de fazer no Brasil", continua. Ela conta também que por ser um país comunista, a cena eletrônica da China ainda é muito nova mas está começando bem forte, recebendo DJs e produtores de todo o mundo. "Mas o pessoal é bem mais quietinho, não usa tanta droga como na Europa, não é tão explícito."

Já a Eslováquia, foi o paraíso para a Djéia: "Foi um dos meus lugares prediletos por ser bem exótico e ter vários DJs que eu admiro", conta K-Milla. "Eles são muito maduros quando se trata de techno então eu toquei mais pesado e introspectivo, que é um tipo de set que eu gosto muito de fazer", ela completa. A pista? "É excelente. Eles respondem, gritam. Mas é bem diferente do Brasil, já que aqui as pessoas são mais calorosas."

Pode ser difícil de acreditar, mas no fim das contas a pista foi o menor dos desafios dos nossos DJs. "Quando saí do clube em Shangai perguntaram se eu queria comer, mas avisaram que àquelas horas só encontraria au au e miau," conta Kammy. "Fiquei um dia inteiro sem comer". Para Tahira, o maior desafio foi a apresentação: "acho que existe uma expectativa em relação aos DJs brasileiros, então sempre que eu entro na cabine fica todo mundo me olhando. Ninguém imagina que vai entrar um japonês."

Tetê Tavares
Tetê Tavares
comentários
2 comentários
Rafael Bz
Rafael Bz(23.11.06)
0AprovadoQueima
Mto bom!
Brasil invadindo o mundo! :)
Daniel(Dadá)
Daniel(Dadá)(20.11.06)
0AprovadoQueima
Isso é muito bom para todos!!!