Separamos o que há de melhor entre os títulos que já foram lançados e que estão para sair
O rraurl.com resolveu reunir, em uma tacada só, alguns destaques dos últimos lançamentos dos selos de música eletrônica e afins. Pois é, tem de rock moderninho a dubstep, passando por house, techno, minimal e electro com pitadas de funk, soul e hip hop. Com tantos lançamentos por aí, é sempre difícil elencar e muita coisa ficou de fora. Bom para fazer uma próxima edição.
Entre os mais recentes está
Paper Tigers, o 3o. álbum de
Luomo, que é o projeto de house do produtor finlandês Sasu Ripatti. O volume que foi lançado nessa segunda-feira aposta no sucesso dos anteriores e continua experiências com vocais quebrados, baixo gordo e sonoridade dubby. Mais uma vez, a suave voz de Johana Livanainen marca presença e já é marca registrada do projeto.
No mesmo dia, o selo !K7 colocou nas prateleiras mais uma edição da consagrada série
DJ Kicks, dessa vez mixada por
Henrik Schwarz. Na seleção, nomes importantes em sua formação musical como James Brown, Marvin Gaye e Drexciya, ao lado de faixas próprias produzidas especialmente para o volume.
Outra compilação que segue o mesmo estilo chegou fresquíssima nas lojas ontem.
My Definition, de George Evelyn aka
Nightmares On Wax, estréia a série do selo Apace Music que pretende mostrar as raízes e influências de produtores selecionados a dedo. Exatamente por isso, você não vai encontrar nenhuma faixa de techno, mas muito dub, hip hop, funk e soul.
E dentre os destaques do último mês, quem reapareceu depois de 3 anos longe dos estúdios foi o duo
Basement Jaxx. O álbum
Crazy Itch Radio como de costume traz a participação de vários vocalistas como as rappers Vula Malinga e MC Lady Marga, a cantora de soul Linda Lewis e cantora pop Robyn. Bem mais pop que os anteriores, o trabalho não deve agradara muitos fãs.
A banda
The Rapture(foto abaixo), que estourou nos domínios da DFA, trocou os gurus Tim Goldsworthy e James Murphy por Danger Mouse, Ewan Pearson e Paul Epworth. O resultado está no álbum
Pieces Of The People We Love, que tem uma levada bem mais funky que os anteriores.
Mike Monday(foto abaixo), um dos nomes por trás da Playtime Records, já produz há 12 anos mas só agora arriscou seu primeiro álbum:
Smorgasbord. Como o próprio produtor define: você pode dançar todas as faixas, mas este está longe de ser apenas um álbum para as pistas. Altamente idicado.
Bay Of Figs é o segundo álbum de
Marc Houle e por motivos desconhecidos foi lançado somente em vinil. O pack duplo bebe na fonte do selo Minus, o que significa minimal em versão ultra-clean mas, ao mesmo tempo, oscila entre toques de pop e old school.
Kieren Hebden(foto abaixo) é conhecido pelas mais de 50 releituras que já fez para músicas de diversos artistas. Em
Remixes, o produtor compilou seus favoritos em um único álbum, que também traz todos as versões já feitas para suas produções sob a alcunha Four Tet.

Ao invés de juntar seus melhores trabalhos em uma simples compilação,
DJ Krush surpreendeu em
Stepping Stones: The Self-Remixed Best. São 26 faixas remasterizadas e remixadas, divididas em dois discos: Lyricism traz colaborações com MCs e Soundscapes reúne faixas intrumentais.
E por último, um dos mais recomendados da safra de setembro.
Merciless é o álbum de estréia de
Andy Stott, um nome para se prestar atenção. O volume passeia por estilos como techno, tech-house e dubstep, sempre deep e viajante. As faixas "Merciless" e "Piece of Mind", cover do clássico de Claro Intelecto, são pura melodia, notas de piano e strings.
Entre os lançamentos programados para o fim deste mês está
The Peel Sessions 1991-2004, de
PJ Harvey. O álbum é uma homenagem ao segundo ano da morte de John Peel e para isso a artista selecionou 12 faixas gravadas nos estúdios da BBC. Harvey conquistou o DJ com seu primeiro single, "Dress", e esteve diversas vezes em seu programa na Radio 1.
Seguindo a lista, o
Poker Flat lança sua 5a. compilação,
Bets and Bluffs. O pack duplo traz faixas escolhidas por Steve Bug no primeiro CD e um mix de Martin Landsky no segundo. No total são 24 faixas que mostram a essência dos últimos releases do selo e mais um gostinho do que está por vir.
O 3o. volume da série
Sci-Fi-Hi-Fi (Soma Recordings) fica a cargo do jovem
Alex Smoke. A intenção da coletânea é que cada artista possa representar sua personalidade musical e por isso quem conhece Smoke já sabe o que esperar: uma concisa fusão de techno e electro, influências do dub e passagens pelo dubstep.
E o destaque dessa lista fica por último:
Body Riddle é o mais novo trabalho de
Chris Clark um dos mais promissores artistas da Warp atualmente. Talvez seja o álbum mais leve de sua carreira mas ao lado de belas melodias e sons cuidadosamente trabalhados, as pesadas batidas fazem um desconsertante contraponto. Como está no release do selo: "de intensa beleza por um lado, grotescamente disfuncional por outro".