Anthony Rother:  homem-máquina
Ele é mais homem do que máquina, afinal.
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Anthony Rother: homem-máquina
O mais cultuado produtor de electro do mundo toca no Brasil essa semana
18.09.06 16:30
"O mundo tem uma alma, na qual toda o conhecimento ou produto criativo é armazenado. É essa a fonte que os artistas usam. Toda a produção musical vem daí. Nós somos somente uma espécie de meio. É uma relação de interdependência." Anthony Rother, o alemão que apareceu no cenário mundial graças ao seu electro clínico e suas letras catastrofistas sobre a relação entre o ser humano e a tecnologia, se converteu. Acredita que existe algo mais no universo. Essa transformação não é pouca coisa para um artista que deu o nome de Sex With the Machines ao seu primeiro disco, já foi descrito como o "quinto Kraftwerk" e manteve vivo durante os últimos dez anos o electro puro. Rother, que sempre se equilibrou entre a matemática e o funk em suas batidas, agora quer ser simplesmente pop.

É esse o artista que o público de São Paulo e Rio vão ver nos dias 22 e 23 de setembro, no clube Lov.e e no Jockey Club da Gávea. Rother vai trazer a turnê de seu novo álbum, Super Space Model, lançado em junho pelo selo Datapunk. A simbiose entre ele e os 200 quilos de equipamentos será mantida, como em todas as suas apresentações ao vivo. Enquanto os artistas correm o mundo apenas com um laptop e dezenas de instrumentos virtuais na bagagem (inclusive o Kraftwerk), Rother só toca se puder carregar seu estúdio consigo. Mas, mesmo com a presença das máquinas e do homem no palco, a tônica de sua música mudou muito. "Os temas fazem parte da vida normal, cobrem todo o espectro dos sentimentos: alegria, tristeza, amor, horror... Tanto nas letras quanto na sonoridade, pois dessa vez abandonei os típicos vocais robotizados."

Rother diz que a idéia de fazer um álbum pop já estava em sua cabeça muito antes do lançamento de Popkiller, em 2004. Seu objetivo era produzir algo dançante e energético como seus lançamentos anteriores, mas mais melodioso, como disse numa entrevista à revista alemã Raveline. Ele sabia do choque que causaria nos fãs que esperavam mais um álbum de electro cristalino, como todas as suas produções anteriores. Mas o caminho faz parte do que ele chamou de uma evolução natural. Depois de tratar obsessivamente da relação entre homem e tecnologia, era a hora de falar do ser humano.

Essa talvez fosse a única alternativa para manter o electro vivo. O nome do gênero foi apropriado por artistas da onda electroclash -- que ele, naturalmente, despreza. Para marcar sua oposição ao movimento que marcou o começo desta década, Rother decidiu criar o selo Datapunk. Escolheu como logotipo um ciborgue moicano (ele também adotou o corte de cabelo) e cunhou um slogan definitivo: "Isto é electro". A idéia da referência ao punk não era a de emprestar a atitude "Não há futuro". Muito pelo contrário. "O punk deve ser lido como 'Mais futuro'", diz Rother. A imagem, para Rother, está associada à liberdade de trazer novos elementos ao som que o define, especialmente a energia do techno e a musicalidade do pop. "Isso pode representar um fim iminente para alguns, mas eu definitivamente acredito no início de uma nova era. Não se trata de uma ruptura com as antigas estruturas, mas sim de uma construção consistente do próximo nível."


sete
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Gs up hoes down
comentários
3 comentários
Gini
Gini(21.09.06)
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nada pessoal! mas a merda pode ir tmb! hehehe! inveja
Luis Gustavo
Luis Gustavo(21.09.06)
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eu vou....
Felipe Gini
Felipe Gini(20.09.06)
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puta q o pariu! eu queria estar aih, desgraça! alem do cara ser uma deidade eletronica ele ainda eh filosofo e estandarte dos pensamentos q mais cultuo! desgraça denovo!