Motonline: saiba como estão rolando o shows no Motomix
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Motonline: saiba como estão rolando o shows no Motomix
17.09.06 00:25
O Motomix começou sem grandes crises - quem esparava uma mega-muvuca na porta por conta dos bafos dos últimos dois dias, ou se assustou imaginando um embate entre fãs do Franz Ferdinand e a torcida do Corinthians voltando do jogo no Pacaembú encontrou um Espaço das Américas calmo, super decorado, sem trânsito e sem filas exageradas.

Motomix Project Band

Alguém consegiu ver vinte e tantas pessoas no palco? Essa jornalista míope não enxergou nada. Mas o som, um electro-rock bem animadinho comandado pela ruiva Voz del Fuego, animou a platéia, que se despediu da banda com aplausos.

Annie

Depois de dias de confusões e especulações sobre o Motomix, não é pra se importar com uma mudançazinha de line-up no começo da primeira noite. Ou não foi mudança? Sei lá, este repórter que vos fala não se preocupou com o horário porque não se preocupou em ver Art Brut, queria ver Annie. Acabei chegando no meio-fim do show da loira norueguesa.

Poxa, que coxa! Pernão generoso e saia preta de menos. A pele ariana e a loirice contrastaram com a escuridão do palco e a sisudez dos músicos do The Anniemals, a banda da Annie. Baterista, um cara fazendo o live e ela cantando. Perdi Greatest Hit, versão de Holiday da Madonna. Mas o que vi era um electro gordo, meio bunda music. Lembrou até Missy Elliot em alguns loops.

Depois da esquisita Nina Persson e da safada Annie, qual a próxima escandinava a baixar por aqui? Marie Friedriksson do Roxette?

Art Brut

Rock crú e direto - mas animadinho, cheio de intervenções do vocalista Eddie Argos, sempre irônico, mas incompreensível para quem não saca o sotaque. O cara é mesmo cheio de carisma e vontade. Reza a lenda que o pai de um dos membros da banda morreu hoje. Mas o clima de enterro passa longe do show. Competentes e pilhados, teve até canja do vocalista no meio do público.

O show foi baseado nos hits do primeiro, até agora único, disco da banda, Bang Bang Rock'n'Roll, como We Formed a Band e Emely Kane. Levantou o público, que está no ponto para receber o headliner Franz Ferdinand e seguir com o Radio 4.

O pico está menos cheio do que alguns esperavam. Claro que ficar no gargarejo exige uma dedicação, mas está super ok circular pelo espaço, ainda que alguns reclamem de poucos banheiros. A expectativa do povo é que amanhã, com nomes menos bombados no line up, o Espaço das Américas deve dar para dançar pertinho do palco...

Franz tá tocando "Take me Out"

MTV deixou um avisão de que ia filmar tudo e que você então autorizava sua imagem. Queria saber o que acontece se algum aluno da FFLCH achasse isso abuso e NÃO quisesse ser filmado. Mas enfim, o show do Franz é "bacana", com certeza vai sair na Revista da MTV.

Tem um povo mais hi-tech, sedento por batida eletrônica, e acham melhor ver o Gorillaz ao vivo em holograma do que quatro britânicos tocando rock. Muita gente que via Aeon Flux...(na mesmta MTV, inclusive)

(No meio desse post deu pra ouvir daqui da sala de imprensa umas meninas gritando, frenéticas. Tipo quando a Sandy vai dar entrevista na Gazeta e a Paulista para ali no 900.)

E o povo realmente toma Campari. Será que tão dando de graça por aí ou é gostoso mesmo? Daqui a pouco tem Radio 4, não conheço muito mas dizem que é DFA, toda aquela coisa nova-iorquina, dançante. Aquilo que o Rapture fez uma vez e ninguém faz igual.

Pronto, falei.

Apologias pela rabugentice, mas fico irrtado com banzo de buate.

Mais Franz

O show foi embora. Durou por volta de 01h30 e terminou com "This Fire" e muita algazarra no palco, teclado jogado no público, Alex Kapranos sem camisa e atirando os próprios sapatos para a platéia. Falando em incêndio: como o FF tem hit, não? Uma após a outra, todo mundo cantava junto. Incrível uma banda com carreira tão curta (eles têm dois álbuns!) ter uma seleção de tantas feixas certeiras pra levantar o público: Michael, Walk Away, Do You Want To, Take me Out... Certeza que quem é fã saiu de alma lavada. Mas quem não é fã também podia se divertir pencas com o indie pop dos belos rapazes - tinha um povo mais velho fazendo cara feia lá atrás, talvez esperando o conceitual eletrônico do Modeselektor...

Radio 4

Começa animado, vai direto ao assunto: baixo forte, bateria pesada, vocal gritado. Todos de preto, muita percussão, a banda encarou de frente o público que estava debandando pós-FF. E conquistou uma boa parte dele - o final, com os colegas do Art Brut no palco, detonando bongos e outros instrumentos durante Dance to the Underground foi apoteótico, e quem entrou na viagem nova-iorquina e ultra-dançante da banda pode curtir um dos melhores momentos da noite.

Modeselektor

Mais um (longo) intervalo entre os shows, um monte de gente já sentando e deitando no chão, e os alemães do Modeselektor assumiram o som. Agora deve estar na terceira ou quarta música, mas já deu pra pegar o clima quebrado, um pouco de experilismo étnico, um pouco de dub, muitas batidas. Acelerando aos poucos - bem aos poucos. Contido, mas bem interessante.

Voltamos ainda hoje? Depende do sono, do tempo e do tamanho do intervalo empurrado entre o Modeselektor e o The MFA. Se falhar hoje, nos vemos amanhã, aqui no mesmo press room gelado.

The MFA

Começou lindo, The Difference it Makes, bem sentimental, hipnótico. Muita gente dançando de olho fechado com si mesmo. Só fica uma sensação de que seria mais interessante numa tenda menor, já que tinha pouca gente e a pista ficou um campo esburacado de dançantes. Quando ficou mais break esvaziou mais, inclusive quando tocou Disco 2 Break. E só tinha o Rhys Evans tocando, cadê o outro cara?

Pós Motomix: D-edge bem animado com Wagner Jota e Hells idem.

Gaía Passarelli e Jade Gola

Marcus Vinícius Brasil e Renata Macedo
Marcus Vinícius Brasil e Renata Macedo
comentários
3 comentários
prof. pasquale
prof. pasquale(18.09.06)
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é eMbate. não eNbate.
Gil Barbara
Gil Barbara(17.09.06)
0AprovadoQueima
Art Brut foi bacaninha, Franz foi demais, Radio 4 e Modeselektor nao me agradaram tanto, mas tem que levar em consideracao a demora entre as apresentacoes, que acaba com o pique de qualquer um.. Alem de todo meu cansaço acumulado. Essa vida de DJ ainda me mata.
mao
mao(17.09.06)
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Adorei Franz Ferdinand (porque sou fã), mas, no geral tava um saco. Achei a qualidade do som ruim, os P.A.s do lado direito baixos, a silhueta das pessoas passando atras do telão na hora do modeselektor me irritavam, o próprio grafismo deles me irritou (acho que pra quem faz propaganda do som com gráficos, o som pode até contentar a quem goste daquele estilo de ME, mas, o grafismo...não me agradou). O intervalo entre as apresentações, pelo amor de Deus...fez todo mundo ir embora antes, pois não aguentavam ver mais cortina do que shows. Nem vi MFA, não tive paciência pra mais meia hora de cortina. E deu pra sentir que toda essa confusão de desmarca, marca, boatos de que ia pro via funchal, não ia mais, e essa divisão dos dias, não deixou o pessoal muito animado. Agora, a parte da musica eletrônica fica no domingo, no meio termo entre dia e noite...não pode extrapolar, afinal de contas trabalhamos daqui 5/6 horas. Maravilha!