Conheça os DJs brasileiros que estarão na Red Bull Music Academy 2001
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Conheça os DJs brasileiros que estarão na Red Bull Music Academy 2001
10.08.01 01:45
DJ Ana - PET Duo (São Paulo - SP)

É metade do PET Duo, ao lado do marido David, em São Paulo. Iniciou a carreira de DJ profissionalmente em 1997, mas seu envolvimento com o techno vem de quanto trabalhava e frequentava o Hell's Club.

A dupla é uma das principais responsáveis pela força do techno na cidade e são os representantes maiores do clube A Lôca, onde mantém residência desde 1999. Com público fiel e carreira consolidada em pouco tempo, Ana é umas das poucas DJs mulheres de destaque, não apenas no Brasil - o PET Duo já se apresentou em festas e clubes em Londres, com sucesso.

Ana soube da RBMA através DJ Renato Lopes e esteve na apresentação do evento que ocorreu em Maio, onde além de apresentado um vídeo de 40mn do evento, foram distribuídas as aplicações. Junto com o questionário de 7 páginas, também enviou sua fita 'Earcandy".

Como todos, vê o evento como uma oportunidade única de aprender e mostrar um pouco da cena brazuca: "Acredito que nós, brasileiros, podemos colaborar para mudar um pouquinho a imagem do país, mostrando que nossa cena, apesar de ainda pequena, é sólida, especial e tem bastante personalidade.Talvez possamos servir como fonte de inspiração para eles, assim como com certeza eles são para nós."

Atualmente o PET Duo mantém sua residência nas sextas feiras dA Lôca, do projeto itinerante Cio Eletrônico e da noite F3, no Piranha.

Info e sets
http://www.petduo.com

Guga Castro (Fortaleza - CE)

Diferente dos outros 2 brasileiros, Guga não é DJ de techno e tampouco aceita o rótulo "música eletrônica".
Influências que vão de Pet Shop Boys à James Brown, passando por sons regionais brasileiros e Massive Attack ajudam a dar forma a seu som, que ele chama de etno-eletrônico - e que numa pista pode se transformar em qualquer coisa, desde que dançante. Ótimo, porque precisavamos de um representante nordestino, já que é de lá que vem o som com mais influência de nossos ritmos na eletrônica brazuca.

Começou a tocar em casa, mixando fitas, e partindo para festas. A um ano, se dedica à produção musical. Diz que tem se prepadado por 7 anos para chegar onde está, e que sua carreira começa após a Academia.

Guga ficou sabendo do processo de seleção que passou por Fortaleza em cima da hora. Deu tempo de enviar sua aplicação e uma fita com a trilha sonora feita para um desfile de moda, onde misturava samples de Patativa do Assaré (poeta popular do Ceará) e vozes africanas com batidas eletrônicas, além de 2 faixas produzidas em parceria com o Dj Fil.

Pelo visto, gostaram da mistura, e Guga vai ter a chance de mostrar todo o caldeirão de sons e ritmos que o Brasil tem: "A minha contribuição, juntamente com os outros djs será, assim espero, quebrar o muro que separa o G7 do Brasil pelo menos na música. Além disso mostrar a riqueza cultural do Nordeste, 'continente' que eu aprendi amar."

Marcelo Schild (Rio de Janeiro - RJ)

Schild, como é conhecido, já é familiar aos cariocas.
Envolvido com techno (do deep até lenha minimal) e electro, suas primeiras experiências com produção foram a 6 anos atrás, e 2 anos mais tarde começou a discotecar, nas pequenas festas Revolta! que recebiam DJs de techno no Rio.

Seu envolvimento com o BUM - coletiva carioca que leva música eletrônica à Baixada Fluminense - deu em sua primeira faixa lançada da coletânea Underground Beat vol 1, lançada em 1999. (Você pode escutar as faixas aqui no rraurl, na seção Brazucas!)

Schild também chegou à RBMA pela palestra do DJ Renato Lopes, e foi um dos poucos brasileiros a enviar um CD somente com suas produções - entre elas, faixas do projeto Iron Nipples, que mantém com o também carioca Maurício Lopes. Também é o único a trocar emails com participantes de outros países.

Lembra que o interessante da Academia está em conhecer o som que é tocado e produzido por novos nomes de outras partes do mundo: "Acho que a intenção do RBMA é justamente promover um intercambio entre DJs e produtores de todas as partes do mundo. O evento estaria fugindo de sua proposta se ficasse no óbvio, selecionando apenas pessoas dos EUA e Europa. Tenho certeza que o RBMA seráuma experiência muito enriquecedora para todos os participantes, tanto do ponto de vista do intercâmbio de infos e idéias entre os estudantes quanto do ponto de vista das palestras e workshops."

Gaía Passarelli
Gaía Passarelli
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