Rraurl.com se jogou desde sábado cedo até altas horas do domingo do festival; Confira como foi a cobertura em tempo real.
Cobertura completaAté o final do dia, o rraurl.com publicará uma cobertura completa do Skol Beats 2006 em texto, foto e vídeo. Enquanto isso, confira os flashes que escrevemos durante o evento, que rolou no último final de semana.
(Igor Lopes, segunda-feira, 12h)Chega, né?5 da tarde e eu acabo de chegar em casa. Depois da finalização de Mau Mau e Noise por volta das 10 da manhã, me joguei para o afternoon do D-Edge. Sven Vath comandava o som - e da cabine ele não arrastou o pé. Não interessava se Loco Dice, Mau Mau, Noise ou o Papa. Chegassem com seus cases, o alemão simplesmente não soltava os toca-discos.
Bem mais comportado que nas fotos e vídeos que rodaram a internet, Sven se ateve a um set mais "cabeça". Teve o minimal como base, sem deixar de passear por linhas progressivas.
Foi uma boa oportunidade para reencontrar amigos de outros estados e conhecer alguns que só mantinha contato via MSN. Gente do Brasil inteiro passou pelo D-Edge na manhã/tarde de domingo, e a festa ainda deve estar rolando por lá! :)
Mas chega, né? Minha cama me aguarda!
E amanhã tem cobertura completa no site - em texto, foto e vídeo! :)
(Igor Lopes - 17h08)Firmes e Fortes!Cá estamos, litros de refrigerante com enérgico da sala de imprensa na cabeça e último textinho antes do Mau com o Noise.
Plump DJs foi Plump DJs. Breakbeat puro, sem frescura, com "I Feel Love" da Donna Summer, em versão integral, no finalzinho. Valeu muito, mas o palco perdeu a disputa de públco para os lá longínquo palco de Psy e de Drum'n'Bass. (Marky e Patife tão por lá, corre!)
Cohen foi fino. Dub gordo, breakbeat e seu techno "Random Noise" bem marcado. Fácil de sacar porque é um dos maiores nomes da cena brasileira.. (Falar de "cena" a essa hora é crueldade..)
Bora pro Mau e Noise?
(Jade Augusto Gola - 07h41)E diz que tem after-hours...É bom ficar de olho, porque o domingo deve ser longo! Sven Vath, Loco Dice, Gabriel & Dresden, Tiga e Timo Maas estão animadíssimos, e avisaram que devem dar uma passadinha no D-Edge. Te espero por lá! :)
(Igor Lopes - 06h52)FUCK'EM...AND THEIR LAW!!!Nada mais nesta noite importa. Nada mais.. Que Tiga, que James Murphy que nada...
Queria eletrônica com rock? Então você gritou, se bateu, chutou e pulou na cabeça do infeliz na sua frente no show do Prodigy.
Quem não foi prensado se jogou de fato na bizarrice punk de Liam Howllet, Maxim e Keith.
O palco parecia cenário do Doom, e o fumacê só deixava ver Liam lá, correndo em volta de sua meia-lua de tralha eletrônica. Keith tava gordo, cabelinho descolorido de lado a la Richie Hawtin, mas ainda é um inglês escroto. Deu vontade de atravessar a muvuca chutando meio mundo, derrubar gente com bandeira do Brasil e ir lá na frente cuspir na cara dele. Deu mesmo. E a hora que ele encarnou Johnny Rotten??!?!?
Não era uma banda "do momento", não era o ícone de um gênero da última temporada. Era música de cyberpunk. Teve Vodoo People, Poison, Breathe, Firestarter, e bis com Smack My Bitch Up e Out of Space, com momento dub na boca do povão. Eles estão rodando o mundo inteiro tocando em festivais esse ano com "visú" novo, mudaram até o símbolo, agora era uma espécie de busto de unicórnio. Mas aqui no Skol prevaleceu a boa e velha Formiga.
Entre as músicas vinham uns mega-zumbidos de fritar ainda mais quem tava na frigideira e de estatelar o olho de quem não tava. Foram mais educados do que em 1999 e se despediram. Broxante: depois do Prodigy geral vazou ao som de "Love is in The Air". Keith Flint deve ter dito WHATAHELL pra alguém nos bastidores... Na hora de ir tomar uma água, o mesmo vazio existencial do show do Iggy Pop no Claro q é Rock: "E agora, vamos ver o quê?".
E agora dá-lhe injeção de Prodigy na cabeça de meio mundo. Tire o pó do seu "Songs for The Jilted Generation" e o "Fat of The Land" do porão e siga a dica do Thiago Gil: o site http://www.prodigyremixed.com, tem N versões de X músicas da banda.
Meu deus.. Vamos onde agora? Sven Vath? Ahn?
(Jade Augusto Gola - 05h08) DB Saindo da tenda Marky & Friends durante o set daquele que dá nome à mesma. Para variar um pouco, completamente lotado, baixos devastadores e aquela nostalgia que bate quando os milhares de cybers abrem suas rodas e botam seus moicanos coloridos bara bater. Vontade louca de voltar no tempo e reviver a era dourada do drum'n'bass. O caminho pro live stage está completamente abarrotado, todos esperando o início do The Prodigy, vou pra lá para ver se realmente estavam com razão ao colocá-los para tocar em 2006 ou se a organização está 10 anos atrasada.
(Thiago Gil - 01h)Skol Beats áté mais tarde!LCd atrasou, Prodigy atrasou... e o públicou saiu ganhando. A produção promete que o festival não acaba antes das 09h30 da manhã.
E daqui, onde a gente vai? De galera, ver o Plump DJs. Depois quem sabe Murphy. Patife & Marky com certeza. A gente ainda volta aqui, aguardem.... ;)
Teve perrengue, simFoi bacana o LCD Soundsystem. Entrou morno, com aquela super expectativa, mas talvez seja um show para inciados. A MASSA mesmo, que já se posicionava para ver o show do Prodigy, não empolgou tanto quanto a afinada banda de James Murphy merecia.
Hits, sim: "Losing my Edge", "Yeah", "Tribulations", "Bet Connection", "Daft Punk is Playing in my House" estavam no set list. Pena que o público realmente interessado ainda não foi suficiente pra encher os espaços na frente do gigantesco palco.
Então Vitor Lima entrou no som, com uma vocalista, para fazer o warm up do Prodigy. Teve o som parado para avisar o público, que nessa hora já muvucava horrores tentanto entrar e/ou sair da Skol Arena. Talvez ninguém tenha imaginado que o Prodigy ia atrair TANTO público junto - ainda mais porque nas outras tendas no momento tocavam nomes como Dimitri Nakov, Hype e Timo Maas. Mas a real é que se formou um verdadeiro perrengue, com resultados quase trágicos - a turba não conseguir ir nem para um lado nem para outro, pessoas foram arrastadas e as arquibancadas tiveram que ser abertas. Mesmo assim a sala de Apoio Médico ficou lotada, não faltou gente desmaiando.
O show do Prodigy deve ter sido incrível. Eu não vi. Fico muito triste, porque não vi uma das minhas bandas preferidas ao vivo. Boa suburbana que sou (um abraço aê pra Ribeirão Pires e Carapicuíba!), queria ter me acabado de dançar ouvindo "Voodoo People". Entrevistei algumas pessoas e todas foram da mesma opinião: quem conseguiu passar o drama dançou, pulou e suou com o show. 'Nuff said.
Mas eu, que não manjo NADA de trance psicodélico, acabei ganhando uma aula com um amigo "do movimento" enquanto via um pouco do set do Dimitri Nakov. Achei um DJ bastante responsável. Do alto do meu não-conhecimento da causa, vi ali um DJ que mixa, e bem, e sabe selecionar as faixas para causar efeito na pista. Prometi voltar mais tarde para ver o Marcelo VOR. Ou, quem sabe o outro extremo, dar uma conferida no Astrix? O palco da Tribe é, junto com a tenda Marky & Friends e o Outdoor Stage, um dos espaços mais bacanas do festival.
(Gaía Passarelli - 05h00)Mais sobre o SkolGil Barbara encarou um momento difícil no Outdoor Stage: abriu para o LCD Soundsystem, banda sensação da atualidade. Gil optou por fazer um set baseado em hits mais recentes, agradando o público. '
No trio elétrico, o Jamanta Crew enfrentou problemas no som. Enquanto nada era resolvido, Rod assumia os toca-discos em DJ set. Depois de tudo acertado, Rod, Droors e Prztz apresentaram o seu live. Ed Motta e o naipe de metais do Funk como Le Gusta completaram a apresentação. O trio, agora no final da passarela do Anhembi, chamava menos atenção do que no início.
Skol Beats atrasado: o horário oficial para término do evento foi adiado para as 9h30 da manhã.
(Igor Lopes - 02h00)LCD no palco! Agora!Uma das minhas bandas preferidas na atualidade, o LCD Sound System de James Murphy, acabou de entrar no palco. Com um pouco de atraso, é verdade, que deve ter vindo de uma janela do show do Patife...
O show, aliás, faz você se sentir em uma peque casa de jazz com um pequeno palco. Não levantou a galera como fará certamente na apresentação com o DJ Marky no encerramento da tenda, mas foi um belo show, com participação da excelente vocalista Camilo na versão qeu Patife fez para "Diariamente", da Marisa Monte na hpmenagem ao produtor XRS em "Secrets of the Floating Island".
Marisa Monte no Skol Beats?! Sim! E tablas e cítaras e digeridoos também. O palco da Tribe é um microsmo trancer no festival - outra decoração, outras pessoas e, no monento da bela apresentação da banda Pedra Branca, outro som também: ambiências lentas, dança indiana, pessoas sentadas ouvindo, pessoas em pé viajando. Sem dúvida uma bonita abertura para o palco, que parece uma rave versão "pocket". O rraurl estará lá de novo para ver Marcelo VOR, mais tarde.
Outro grande momento - eu não ví, mas quem viu disse que o DJ Marlboro tocou no trio da Pepsi X para mais de 10.000 pessoas ensandecidas, levando todo mundo na mão. Muita coreografia e todo mundo cantando junto, deu lugar agora ao show do Turbo Trio com a Deise Tigrona.
E quem tocou entre o Patife e o LCD no palco foi o nosso Gil Barbara, sócio-fundador e pai do rraurl que agora se dirige a pista para dançar e relaxar. Ele teve direito a platéia gritando nome. E mandou bem :-)
(Gaía Passarelli - 0h15)Tá quase na horaBoa notícia: o live do The Bays não dá sono! Muito pelo contrário. Sem gestos, ordens ou qualquer outro tipo de comunicação entre o quarteto, o live passou longe do ambient e do minimal. A jam session clubber fluiu com maciez entre o house, o breakbeat e o drum'n'bass. Auxiliados pela lua cheia que apareceu e pelos lasers do palco, foi bonito de ver. Baixista, baterista, tecladista e programador (é assim que se chama?), era tudo. Mesmo sem vocalistas, destaque para os vocais distorcidos e revirados na hora.
Má notícia: o banheiro "Listerine" não tem o tal produto para você dar uma enxaguadinha no bafo. Pior, as filas estão imensas e leões de chácara não deixam os meninos descarregarem nas cercanias do Anhembi. O segredo é maneirar na cerveja.
Na The End, Loco Dice saiu aplaudido e Tiga parece ter se impressionado com isso. Entrou sujo e sintético, mas ficou uma meia hora pianinho, alternando nhóins-nhóins com bases minimais quebradas a todo momento. E claro, hits, muitos hits. De novo, remix de Bloc Party e Trentmoeller. Martin Solveig "bombou" mais. Esbanjando charme, Tiga é só caras-e-bocas: canta junto, sente a música, ri para os fotógrafos e chama o povão. Mas que naquele cabelo tem Grecin 2000, ah tem!
O DJ Marlboro não se importou com a muvuca causada pela movimentação do trio da Pepsi lá para o fundo do sambódromo e clamava popozudas e cachorrões. O público - bem grande por sinal - também não ligou e caiu no pancadão: "QUEM É QUEM É QUEM É DO BIG BEAT, LEVANTA A MÃOZINHA, LEVANTA A MÃOZINHA!"
Já já tem LCD Soundsystem e Prodigy no palco principal. Quem toca por lá nesse instante é Gil Barbara.
(Jade Augusto Gola - 23h06)Primeiros headliners se apresentamCom a tenda DJ Mag bem cheia, Martin Solveig era pura empolgação. Seu set surpreendeu àqueles que esperavam ouvir o tradicional house francês. Martin passeou do progressivo à electrohouse, sem deixar de lado hits como "What Else is There" e "Song 2", do Blur. Gostoso ouvir a tenda cantando "Everybody", hit do francês, em coro. Detalhe: que soundsystem poderoso!
Na tenda vizinha, Loco Dice cozinhou um pouquinho, mas a pista respondeu bem ao minimal. Tiga entrou logo em seguida, para delírio do público. "What else is there" também apareceu em sequência - na versão remixada por ele, e depois com a de Trentemoller. Será esta faixa o hit do Skol Beats?
O trio Pepsi X está melhor localizado este ano, e a turma parece estar mais interessada pelas suas atrações. Fora que uma musiquinha no meio do caminho ameniza a longa caminhada entre palco e tendas.
Tudo de acordo até o momento: bom soundsystem, estrutura legal, festival correndo dentro do esperado. Para os desavisados que ficaram sem ingresso, vale o recado: cambistas estão vendendo entradas por volta de R$ 100.
(Igor Lopes, 22h15)Fim de Tarde no AnhembiA entrada estava tranqüila para quem chegava por volta das 17h no Skol Beats. Quem for pegar o ônibus fretado da Barra Funda, atenção: ele não parte da estação do metrô, mas sim da Rua Tagipuru, ali em frente ao Espaço das Américas. E só embarca quem tiver ingresso e documento na mão.
16° C de temperatura e Renato Ratier fazia seu set no Live Stage. Nada muito diferente de seus sets no Freak Chic. Primeiros sinais de animação do público com um remix da banda inglesa Bloc Party.
As tendas eram um refúgio do frio quando a noite caiu. Paulinho Boghosian tocava um house prog macio na DJ Mag, a tenda mais bonita. O povo dançava no sapatinho, talvez ansiosos com a abertura do Palco Tribe. Comentário pertinente na pista: "Esse povo não tem quadril não?".
A The End, mais cheia e animada, ia de Gu com remix de New Order. Não deveu nada à pista Marky & Friends, que esquentava as baterias com César Peralta e Beto Dogface.
O rraurl contou: 923 passos e oito minutos de caminhada separam a entrada do Palco Tribe do Live Stage. Previsto para ser aberto às 20h30, a nova área dedicada ao Psy tem decoração que lembra o Warung.
De volta no palco, Júlio Torres - Crossover foi o segundo live da noite, depois do Click box abrindo o evento logo cedo. O violinista Amon, empolgado, ia a frente com seu violino elétrico, que de longe soava como saxofone. Fazer uma comparação maldosa com Vanessa Mae caiu por terra quando Júlio entrou com uma base housy retrô a la Ten City. Muito bom. Ponto alto para o encerramento com versão de "Rock The Cashbah", do The Clash, o primeiro dance-punk da história.
Gui Boratto fez um live competente ao mesmo tempo em que os técnicos montavam o palco para o The Bays. Climático, bem melódico, abusava dos altos e baixos. Foi o primeiro teste para o minimal nesse Skol: a pista não esvaziou, pelo contrário.
Informação exclusiva do crew do rraurl: o Prodigy vai encerrar seu show com "Out of Space". Até agora, já vi uns sete, oito meninos com cabelo Keith Flint.
(Jade Augusto Gola - 20h35)ChegadaJá estamos na área. A cada hora, um dos jornalistas do rraurl.com estará por aqui contando como está a chegada, oq os artistas estão tocando, oq o público está achando, se o som está alto e se a cerveja está gelada.
Então, se você está em casa de boa, acompanhe conosco. E fique de olho - na segunda-feira a gente coloca no ar uma super cobertura.
(Gaía Passarelli - 17h)
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